“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


sábado, 11 de julho de 2015

'Revisão de Vida: para viver e não se arrepender'

       O título desta meditação foi tirado do livro de Ricardo Agreste (SOCEP, 2009). Tema interessante, onde o autor discorre sobre a efemeridade da vida e a eternidade com Deus, a importância de escolhermos as batalhas e perseverarmos nela sem amargurarmos com as frustrações e as perdas: 'Com os pés na terra, mas os olhos na eternidade'.

          A história do pastor Ray Stedman ilustra muito bem esta visão. Voltando, com sua esposa, para seu humilde apartamento nos EUA depois de 30 anos servindo como missionário na África, compartilhou do mesmo navio que o presidente Teddy Roosevelt que também retornava após uma temporada de caça. Tanto na saída da África como na chegada aos EUA foram surpreendidos com grandes festas para Roosevelt. Indignado, o pastor reclamou pra sua esposa: 'Após tantos anos de sacrifício, tribulações, perdas de filhos, ninguém nos esperava'. Vai ao quarto e, chorando, conversa com Deus:  'Foi como se Deus tivesse se inclinado e colocado sua mão no meu ombro, para me dizer: Mas, meu filho, você ainda não chegou em casa'.

'A glória dos homens está em sua consciência e 
não na boca dos outros' (Kempis).
           
            O que mais deve nos importar é o que Deus pensa a nosso respeito! Leia mais em: http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/07/vencedor-ou-perdedor.html

          Amanhã estarei falando na EBD sobre o tema: "A mulher cristã solteira" e este livro veio a calhar porque mostra a importância de desenvolvermos uma vida pessoal, íntima com Deus e sermos felizes independente da circunstância, das nossas limitações, dos rótulos impostos pela sociedade em que vivemos. 
          Ah, um adendo para solteiras. Li e gostei muito: 'As mulheres solteiras não estão disponíveis, estão reservadas'.

          A biografia de Madame Guyon (1648-1717) me comove sobremaneira. Procedente de uma família rica e poderosa da França, conheceu muitas lutas pessoais (doenças, perda de familiares e amigos), perseguições, tentativa de envenenamento, chegando a ser presa na Bastilha (França) por causa de sua fé em Deus. Encarcerada, escrevia poemas que demonstrava uma fé, uma alegria genuína, inexplicável para as autoridades de sua época: 'Sou 1  passarinho, sem campos, sem ar. Na minha gaiola sento-me a cantar... Aqui, nada tendo para realizar, todo o longo dia só posso cantar. As minhas asas ele amarrou... Preso na gaiola não posso sair, Mas minha prisão não pode me impedir a liberdade do coração que sempre voa em Tua direção, Minh´alma livre, a Ti vai se unir. Oh! Que gozo imenso poder me elevar para as alturas e a Ti contemplar. Tua vontade e desígnio amar. Minha alegria neles encontrar, Livre, em Teus braços me aconchegar'
          Esta mulher tinha consciência da soberania de Deus e que tudo que tinha e que era estava em Suas mãos.
          Assim deveria ser nossa vida, uma busca diária em agradar a Deus e cumprir o Seu projeto.

          No capítulo 'Uma Palavra Final', Ricardo Agreste tece algumas considerações sobre o seu projeto de vida. Tomo a liberdade de colocá-las aqui (com adaptações). O que fazer para viver e não se arrepender?
1. Buscar em Deus a minha vocação e o Seu propósito para minha vida.
2. Ter a visão de que o sentido da vida não consiste no prazer, sucesso, poder e aquisição de bens materiais e sim uma relação pessoal e constante com Deus.
3. Consciência de que a presença de Deus não é pelo meu merecimento e sim pela Sua graça e amor infindo.
4. Engajar somente em batalhas que tem a ver com a minha vocação ou com a agenda de Deus para minha vida. Aprender a dizer não, sempre lembrando que nem todas as batalhas (mesmo as com objetivos meritórios) que se encontram à minha volta devem ser alvo de meus esforços.
5. Romper com qualquer tentação de comparar o meu desempenho com o de outras pessoas. Cada um tem sua velocidade e missão própria.
6. Investir mais tempo no cuidado da minha fé. Pela manhã, ao acordar perguntar a Deus: 'Senhor, o que queres que eu faça?' Ir à igreja não para ser acolhido e servido, mas para acolher e servir.
7. Lembrar constantemente da eternidade já que 'não vivemos no mundo, apenas passamos por ele' (Tolstoi). 


          Agreste oferece um exemplo pessoal formidável: Você pode pertencer a um time vencedor, ganhar medalhas, mas se ficou no banco de reserva, não suou a camisa, não se esfolou, não viveu, também, o extraordinário... Assim, compara o autor, 'muitos receberão a eternidade como um presente de Deus, pois esta dádiva nos é oferecida gratuitamente, mas a história não será tida por eles como um campo de batalhas memoráveis, no qual a defesa da fé gerou momentos de beleza e dignos de serem reprisados nos telões da eternidade'.

          Devemos ainda investir em relacionamentos sólidos, dando o melhor que dispomos a quem convive conosco, jamais as sobras. Certo homem testemunhou que a conversão ao Senhor Jesus mudou a sua história. Parou de tentar vender carros e passou a ajudar seus clientes a comprar um carro que se ajustasse à sua necessidade.
            Esta visão fará com que, na velhice, olhemos para o nosso passado com satisfação de missão cumprida: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé" (2 Tm 4.7)

           Que aprendamos a acordar felizes pela manhã, com os olhos abertos para os detalhes do espreguiçar de um gatinho, o perfume de uma flor, a exuberância de um pôr-do-sol e a benção de ter pessoas que convivem conosco.

É tomar as asas da alvorada (Sl 139.9), o vôo das oportunidades, 
do recomeçar diário, da alegria de estar vivo rumo a eternidade com o Pai.

"A vida não pode dar-me alegria e paz, elas dependem da minha vontade. A vida só me dá tempo e espaço, cabe a mim preenchê-los, fazendo do hoje uma obra prima e, então, minha vida valerá a pena" (John C. Maxwell)
  

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