“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


sexta-feira, 26 de julho de 2013

'Lágrimas que curam...'

'Tá faltando choro...'

O campo tem de ser fragmentado, o ferro derretido, o pomar podado, o trigo joeirado, a correnteza aprisionada acima do moinho. 
Talvez aconteça o mesmo com a vida do homem. 
Da derrota devem nascer grandes conquistas; 
das lágrimas, propósitos; 
do desespero, a esperança” (George Dell, citado por Yancey, 2001)

Certa vez ouvi um comentário que um bom pregador da Palavra não é aquele que faz você sair do culto feliz, satisfeito consigo mesmo, achando que está tudo bem e que não precisa mudar nada.
O bom pastor é aquele que conduz a ovelha a abrir o coração ao Espírito Santo, de modo que passe a enxergar a sujeira do pecado que cometeu contra Deus e a sentir a dor da separação com o Pai.
Uma Palavra que conduz ao choro pela vergonha do pecado, pelo distanciamento de Deus e jamais às justificativas vãs.
Uma Palavra que leva a ovelha, com humildade, a buscar o perdão de Deus, a restauração, a transformação.
O lamento e as lágrimas são a senha para a cura:
“... Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas;
eis que eu te curarei...” (2 Rs 20.5)

     Que falta tem feito o quebrantamento em nossas igrejas e em nossas vidas.      
     Sem ele, os cânticos tornam-se barulhos estridentes, que exaurem o corpo e esgotam o espírito.
     Cânticos incapazes de atingirem o objetivo de cultuar o nosso Deus!

      Do que adianta oferecer louvor e carregar rebeldia no coração? (Salmo 50).

"Aborreço, desprezo as vossas festas e
com as vossas assembéias solenes não tenho nenhum prazer.
E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, 
não me agradarei deles... 
Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos,
porque não ouvirei as melodias das tuas liras... 
cantais à toa ao som da lira e inventais, como Davi,
instrumentos músicos para vós mesmos" (Amós 5.21-23; 6.5)

A conivência com o mal faz com que ‘adoração’ seja secundária, rasa. 
Cânticos que mexem com o cérebro ou com os ouvidos e jamais com o coração. 
Como adorar a Deus com a cerviz e os queixos eretos, focados na performance, nas frases de efeito e não n'Ele?

Lembro-me, com saudades, da ‘hora silenciosa’, nos cultos da Igreja Presbiteriana de Ribeirão Preto (SP). 
Penumbra, o órgão tocava com suavidade e a gente orava e chorava na presença de Deus. O silêncio só era quebrado por soluços, aqui e alí, e nunca por pessoas conversando ou caminhando...
Era um renovo. O pastor dizia, antes da oração: 
‘Fala, Senhor, que o teu servo ouve’. E como Deus falava...

"Quero voltar aos velhos tempos Senhor, ao primeiro amor.
Faz-me sensível ao pecado. 
Quero chorar quando desobedeço à Sua vontade, 
Não quero me acostumar com o sagrado ao ponto de não lhe conceder o Seu devido valor.
Quero chorar de alegria e emoção ao ouvir as Suas Promessas de perdão e de colheitas abundantes. 
Quero orar e desfrutar das promessas contidas no Salmo 126:
“Restaura nossa sorte Senhor. 
Muda a nossa história de modo que a nossa boca 
se encha de riso e a nossa língua de júbilo.
Que todos vejam e testemunhem que o Senhor restaurou a nossa sorte. 
Que a nossa semeadura e a nossa esperança não foram em vão.
Que a nossa felicidade é resposta de Sua Presença em nossa vida. 
Presença que traz a alegria da Salvação;
o fluir dos mananciais, mesmo no deserto;
o júbilo das colheitas abundantes”

Que o nosso Deus, nos dê visão para (extraído de Baptist Herald):
Olhar para trás com gratidão...
    Olhar para cima com louvor...
        Olhar para dentro com quebrantamento...
            Olhar ao redor com compaixão...
                Olhar para frente com esperança.

E assim prosseguir para o alvo, para a linha de chegada, em busca do prêmio da vitória da nova vida, vida transformada para a qual Deus nos chamou, por meio de Cristo Jesus (Fp 3.14 - NTLH)

E, neste contexto, cumprir nossa missão de pregar o evangelho com o coração quebrantado, disposto, disponível e com muita misericórdia e amor pelas almas perdidas.
Que Deus nos abençoe!

'À sombra de suas asas me abrigo...'

Teologia da prosperidade? Não!
Teologia da miséria? Também não!
Teologia da fé num Deus que tudo pode e Seus planos jamais serão frustrados (Jó 42.2)!
Ninguém, nada poderá frustrar, impedir o projeto de Deus para minha vida! ALELUIA!!!

Pois eu sei em quem eu tenho crido (2 Tm 1.12), num Deus que vê, que ouve e intervém!
Deus fiel, que cumpre Suas promessas! Saber isto faz toda a diferença!

Nesta manhã friorenta eu faço coro com Davi: 'Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em Ti a minha alma se refugia; à sombra de Tuas asas me abrigo até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa... Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a Tua glória' (Sl 57).

Não sei qual o momento, o desafio, a luta que você está enfrentando. Mas sei em quem podemos nos refugiar: Deus de misericórdia, de amor! Quando fazemos isto nossa alma se aquieta, nosso coração se alegra, cheio de esperança, mesmo em meio a sequidão. Podemos olhar para os céus e dizer: - 'Está tudo tão difícil, tão nebuloso, mas o Senhor sabe de todas as coisas. O Senhor sabe!'.

Amados, fico pensando em quem não crê. Que dó! Não desfrutam da esperança de um Deus que intervém! Quando as intempéries sobrevêm, escondem-se em locais mais sombrios ainda, o que faz aumentar sua angústia.
Tomara que você tenha sua fé alicerçada em Deus, somente.
Se, porventura, tem alguma dúvida em seu coração busque o Senhor mesmo assim e confesse, com o coração sincero: 'Eu estou tão sem fé, se o Senhor existe eu preciso conhecê-Lo, revela-te a mim, fala ao meu coração e dê-me sensibilidade pra perceber a Sua Presença e pra ouvir Sua voz'. Que Deus o ensine a contemplá-Lo e a depender d'Ele!


"Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. 
Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, 
que estende as suas raízes para o ribeiro e 
não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; 
e , no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto" (Jeremias 17.7-8)
(Que você seja este homem, esta mulher que confia no Senhor de modo que possa substituir o grifo pelo seu nome).

Hoje, amanheci cantando 'Te Exaltamos' (Sara Nossa Terra)...
Louvemos ao Senhor e contemos (divulguemos) as Suas maravilhas para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão (de poder e graça) do Senhor fez e faz todas as coisas (Isaías 41.20). N'Ele nós podemos esperar! N'Ele nós podemos confiar! O livramento e a resposta virão, no devido tempo! Aleluia!!!

"Te exaltamos, ó Cordeiro Santo de Deus
E declaramos as Tuas maravilhas
Teu Espírito se manifestará nesses dias,
Trazendo vitória as nossas vidas.

Quem intentará contra o braço forte do Senhor?
Quem impedirá o Seu agir?
Quem poderá nos resistir?
Se a Palavra de vitória
Já foi liberada a nós?"


LOUVADO SEJA O SENHOR, MINHA ÚNICA ESPERANÇA!

terça-feira, 23 de julho de 2013

'O que é se dar bem?'

 Certo dia, meu marido orientou uma pessoa no início de sua vida profissional, para que fosse criteriosa no ritmo escolhido e nos seus alvos, porque poderia chegar o dia em que não conseguiria manter o mesmo pique (por construir uma família, pela idade, saúde...) e isto poderia deixá-la angustiada, culpada. 

Considerou que, caso ela continuasse no compasso que estava, no final ganharia em produção (quantidade), mas perderia na eficiência, na qualidade e teria um péssimo padrão de vida. 

Aconselhou ainda que ela pensasse num esquema que possibilitasse realização profissional, mas também o desfrute da vida, sem tanta exigência. 


Sabe, particularmente tenho me preocupado com a luta interior de muitas mulheres.

A emancipação feminina foi necessária e, digamos, até tardia. Entretanto, o excesso de cobranças visando realização profissional e familiar, têm tornado o preço alto demais.


Tenho recebido ligações de jovens recém-casadas que deixaram seu emprego pra se mudar para cidade onde o marido trabalha. Também de mulheres prestes a se aposentar.

E agora? Depois de tantos anos estudando ou trabalhando criaram hábitos, uma movimentação intensa e mudar de atividade choca, angustia. É impactante!

Posso comparar com um carro em movimento que é freado de repente. Somos arremessados pra frente porque a tendência é nosso corpo continuar em movimento. Os físicos chama isso de 'inércia da matéria'.
Se não estivermos alicerçados, preparados com o 'cinto de segurança', batemos a cara.


Quando interrompemos uma atividade (seja por doença, casamento, aposentadoria ou, até mesmo, por mudança de área) podemos nos sentir perdedores e questionar: - ‘Será que esta decisão foi a mais acertada?’
Lembro-me da insegurança que senti quando pedi demissão do banco em que trabalhava pra cursar uma faculdade pública, período integral. Na época tive grandes perdas materiais porém hoje, estou certa de que foi uma ótima decisão.


Temos que ter o direito de optar. Não podemos e nem devemos nos tornar reféns da opinião da sociedade, dos bens materiais.

Não estou fazendo apologia da preguiça, da inatividade. Não mesmo! Penso somente que a nossa vida é muito curta e temos muitas opções e, todos nós devemos, na medida do possível, escolher as sementes que iremos usar nas várias etapas de nossas vidas.
A preocupação em cumprir metas, corresponder ao que o outro, o mundo espera de nós pode tornar nossa vida artificial, desperdiçada.
Há quem desenvolveu frutos mais significativos na velhice do que na sua juventude. As perdas, os relacionamentos trouxeram maturidade, perseverança, compreensão de suas limitações e possibilidades. Muitos mudaram suas estratégias e outros, o ramo de atividade e finalmente, se deram bem. 
É a bióloga que deixou tudo pra se tornar uma pintora. É o engenheiro que se tornou chef de um restaurante. É o médico que se tornou um grande fazendeiro.
"Existe um ganho em cada perda e em cada ganho uma perda. 
E cada fim traz um novo começo" (anônimo)


E então, vem a pergunta: - O que é se dar bem?

É agradar o outro, a sociedade? É alcançar poder, condições de adquirir muitas coisas ou, mesmo com pouco, ser feliz e fazer outros felizes? 
A gente precisa de muito pouco pra viver. Criamos necessidades desnecessárias, enchemos nossas vidas (coração, guarda-roupa, casa, garagem) com coisas dispensáveis. Pra isto, nos arrebentamos de tanto trabalhar.

E a vida passa...
Alguém já disse que rico é aquele que é feliz com o que tem.

Creio firmemente que se dar bem na vida é cumprir o propósito de Deus, frutificando em todo tempo, porém sempre guardando os Seus princípios, a dignidade, a honra. 


Quando me aposentei fui incompreendida e até questionada por alguns colegas, mas optei por dirigir minha história. Hoje, ao olhar para os frutos resultantes do uso da minha aposentadoria, fico muito feliz e realizada.


A sociedade sabe cobrar e nos deixar indecisos. Lembra da ilustração do velho, do menino e do burro que iam para uma feira e encontravam pessoas no caminho? Algumas queriam que o menino fosse montado sobre o burro, outras questionavam que o velhinho tinha mais necessidade e outros que o burro estava magro pra levar tanto peso.
Finalmente, foram até a feira carregando o burro e a moral da história é que críticas sempre haverão e que jamais conseguiremos agradar a todos.

Sendo assim, que tal sermos autênticos, desde que isto não fira a liberdade e os direitos do nosso próximo?

Que aproveitemos as oportunidades sem nos desgastar, sempre buscando desfrutar de uma vida de qualidade em nossa caminhada e em cada etapa de nossa vida. Porque a vida passa...
Que o desejo do nosso coração seja o de agradar somente a Deus, que quer que experimentemos uma vida frutífera, boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Um Deus que não cobra mais do que possamos cumprir. 
Perto d'Ele não preciso demonstrar desempenho. 
Um Deus que pensa em nós com planos de paz (Jr 29.11) e que enviou Jesus pra que tivéssemos, aqui e agora, uma vida em abundância (Jo 10.10). 

Que tal começar a desfrutar dela hoje mesmo? 

“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e

não desgraça e um futuro cheio de esperança” (Jeremias 29.11 - NTLH)

Deus o oriente nesta jornada!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

'Aprendendo com um andarilho'

     Morávamos em Jaboticabal e, volta e meia, um andarilho, com  aparente deficiência mental, vinha pedir comida. Enchíamos sua vasilha com comidinha bem gostosa preparada por D. Dalila, nossa funcionária. Brincávamos com ela dizendo: - 'O seu freguês chegou, capricha...'
     Havia períodos que ele sumia, depois aparecia. Certa feita, apareceu bem debilitado, careca. Ficamos tristes. Soubemos que tinha ficado preso.
     Um dia, ao atender a porta, ei-lo, todo feliz, expondo o seu maior sorriso bangela, com os braços cheios de folhas, dizendo: - 'Óia, um presente pra senhora'.  Aceitei agradecendo, tentando corresponder a sua efusividade.
     Entrei em casa e disse: 'D. Dalila, olha o que o seu freguês trouxe. Será que ele pensa que é um buquê de flor?' 
     Ela riu e falou: 'A senhora não conhece isto? É cambuquira, broto de abóbora, é uma delícia!'

     Toda nossa família amou! Comecei a encomendar com o verdureiro do meu supermercado.

     Vivendo e aprendendo com um andarilho... 
Aprendendo a conhecer um novo sabor da nossa culinária.
Aprendendo a ter o coração grato.
Aprendendo a retribuir.

     No mundo nos deparamos com dois tipos de pessoas: gratas e ingratas.
     As ingratas nunca estão satisfeitas e sempre esperam mais de nós.
     As gratas reconhecem e festejam até as pequenas coisas que recebem.

     Quero ser grata a todos que, de uma forma ou de outra, tem acolhido a nossa família. Na minha listinha de oração tem um lembrete pra que eu ore pelas pessoas que tem ministrado ou intercedido por nós. Tenho me lembrado dos descendentes que evangelizaram meus bisavós no final do século 19, em Ribeirão Preto. Que Deus os abençoe com a alegria da Salvação, com vida em abundância!

     Tenho percebido que, como somos com as outras pessoas, assim somos com Deus.
     Há pessoas que tem recebido tanto de Deus, porém nunca estão satisfeitas. Como o povo de Israel no deserto, sempre encontram um pretexto pra reclamar. Deus enviava o maná, codornizes, água fresca da rocha e eles murmuravam (Nu 11).

     Peço a Deus que me dê sensibilidade em reconhecer e demonstrar um coração agradecido a Ele e as pessoas. Ele tem nos dado tanto! Quero muito que, todas às vezes, que eu elevar o meu coração em oração, Deus fique feliz (apesar de conhecer com antecedência tudo que vou falar). Que eu saiba declarar a Ele o meu amor, minha gratidão, a alegria de poder desfrutar de Sua Presença. Que eu nunca me canse de agradecer a salvação, em Cristo Jesus.
     Sei que tudo que tenho, tudo que sou vem d'Ele porque não confio no meu arco, em minhas ferramentas e tenho consciência de que não é minha espada, meus recursos que me salvam e que me trouxeram aonde estou agora (Sl 44.6).
     Foi a amorosa mão do Pai que tem suprido todas as minhas necessidades e desejos do coração de uma forma tão generosa, que extrapola os meus mais altos sonhos.

     Obrigada, meu Deus! Que eu jamais me esqueça de nenhum só de seus benefícios. Deus, que tem feito justiça no Seu tempo, Deus que restitui, Deus que cura, que nos dá vida longa, que nos presenteia com uma velhice frutífera, com fartura de bens que só trazem alegria (Sl 92, 103).

"Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios" (Sl 103.2)
"A benção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto" (Pv 10.22) 

     Por isso, de manhã quando acordarmos, anunciemos a Sua misericórdia que se renovou na madrugada e nos conservou vivos. De noite, louvemos a Deus pela Sua fidelidade, pelo Seu cuidado durante todo o dia (Sl 92.2). 

Derrama Senhor sobre nós o óleo fresco de Sua unção 
para que possamos serví-Lo e declarar as Suas maravilhas, 
em todo tempo que nos agraciar com vida. 

AO SENHOR, TODA A GLORIA, TODO NOSSO LOUVOR!



sábado, 20 de julho de 2013

'Dia do Amigo: Amigos-irmãos pra sempre - 2013'

‘Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão’ (Pv 17.17)
Nos últimos meses, particularmente, tenho refletido muito sobre a amizade e 
gostaria de compartilhar um pouco do que motivou meu coração...

1980: Da UEM (Maringá-PR) para UNESP (Jaboticabal - SP). 
        Um novo horizonte me aguardava em Jaboticabal e, a partir de 2006, em Ituverava.
        O tempo passa, muitas coisas ficam no passado, porém o que o tempo tem sido incapaz de ofuscar são os preciosos amigos que vamos conquistamos ao longo da nossa caminhada. É sobre eles que tenho relembrado, com muito carinho e saudades...
         Pessoas maravilhosas, nobres. Quantos aprendizados! 
         Preciso confessar que nem tudo foram flores. Também me deparei com pessoas indignas, complicadas... espinhos no caminho. Porém, tenho que reconhecer, foram experiências que tornaram meus pés mais calejados, lutas que provaram e fortaleceram os músculos de minha fé.
        Como tenho compartilhado, creio firmemente que, em nossas vidas, não existem pessoas sobressalentes. De alguma forma, todos que passaram e passam por nós são essenciais para que o propósito soberano de Deus se cumpra.
         
        Como agradecer a Deus pelo seu projeto chamado ‘irmão em Cristo Jesus? Homens e mulheres de Deus humildes e amorosos. Pessoas que se sacrificam e, sem titubear, não medem esforços, em prol do outro.

      Este semestre tenho, particularmente, me sentido cuidada, acolhida pelos amigos. Quero aqui deixar o meu agradecimento e reconhecimento.

      Logo após o acidente do Leomam, dia 02 de fevereiro, recebemos em Ituverava (SP) visitas e telefonemas de muitos amigos preciosos, de várias regiões do Brasil. Irmãos que deixaram seus muitos compromissos para nos visitar, orar pelo meu esposo ou telefonaram, sempre trazendo uma palavra de conforto e intercessão, diante do Pai.
      Muitos irmãos da igreja IPB de Ituverava não mediram esforços pra nos ajudar durante e após nossa mudança pra Uberlândia (MG), no dia 17 de maio p.p. 
     Como uma homenagem a estes amados irmãos, segue a foto de nossa despedida em Ituverava (SP):

     Gestos inesquecíveis... 

     Faz com que reflitamos:

Quem é o meu bom amigo, mais chegado que um irmão? 
Tenho sido uma boa amiga? 

      Amigo de verdade é aquele que nos motiva a avançar, a melhorar, seja no relacionamento com Deus, com a família, na vida profissional, como ser humano. 
      Amigo que levanta o outro (Ecl 4:10) e o estimula a esperar e perseverar com alegria, no Senhor e nos Seus milagres.
      Amizades interesseiras têm vida curta na dor; as verdadeiras, por sua vez, perduram por gerações
      Jônatas enfrentou seu pai, o Rei Saul, para defender Davi, mesmo arriscando sua própria vida (1 Sm 20.32-35). Quando Davi se tornou Rei de Israel, mandou buscar o filho de Jônatas, Mefibosete, para morar no palácio e o tratou como um filho (2 Sm 9.1-13). 
      Bom amigo é aquele que desperta boas intenções em nossos corações, que nos aproximam mais de Deus e da Sua vontade. Bom amigo é um intercessor perante o Pai.
      Há lugares, sonhos que não conseguiremos alcançar sem que alguém nos ajude a abrir as portas ou a derrubar muralhas, sob a ‘possibilidade’ de Deus. 


      Que Deus nos ajude a sermos bons e inesquecíveis amigos, 

por onde quer que andemos.

‘Obrigada, meu Deus, por poder desfrutar do melhor deste mundo que são os meus irmãos em Cristo Jesus, sinceros, disponíveis, amorosos. Sinto-me tão pequena diante de tanta bondade e consideração. 
Ensina-me também a ser um canal de Sua benção nas vidas dos meus irmãos. 
Faz-me sensível às suas necessidades e dê-me sempre disposição em compartilhar o tempo, ombros, recursos que tenho recebido tão generosamente do Senhor. 
Louvado seja o Senhor por conhecer tão bem o meu coração, minhas necessidades, por se importar com elas e supri-las todas com Seu poder e grandioso amor. 
Obrigada por estar sempre ampliando minhas fronteiras, abrindo novos horizontes e fazendo de minha vida algo tão prazeroso. 
Em nome de Jesus, meu irmão primogênito e, por meio do qual, posso fruir de tudo isto, em sua inteireza. 
É isto! É vida em abundância! Boa demais! 
Obrigada, meu Deus!’

'Dançando e semeando... a dança das abelhas'

Viver é semear - Aprendendo com a abelha africanizada (Apis mellifera).
Texto Bíblico: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

A abelha Apis mellifera dança indicando fontes de alimento, de água ou um local adequado para sua nidificação. O número e a rapidez do requebrado do seu traseiro (abdômen), o ângulo que forma entre seu corpo e um fio de prumo revelam a distância, a qualidade da fonte, bem como a direção da fonte com relação ao sol (von Frisch, 1993). 
A dançarina é ainda tocada pelas companheiras e o seu aroma é sentido e memorizado quanto ao tipo floral visitado. As operárias que observam a dança da abelha mestre saem em busca de alimento, com rumo certo, não mais sem destino.
Se a abelha não parasse pra ensinar, ela, por si só, poderia trazer o alimento com mais rapidez. Porém, ao ensinar, está beneficiando toda a sua colméia e, portanto, a si mesma. O perfume que a dançarina exala é perfume de vida, de vitória na luta e na guerra pela subsistência.

Aprendemos com as abelhas que transmitir ciência pode mudar a rota, o rumo da história de todo um grupo. Na nossa vida, sempre ensinamos alguma coisa com as nossas ações ou palavras, seja como se deve fazer ou como não se deve fazer. Enfim, a vida é uma grande escola.

Conta-se que certo fazendeiro era famoso pela qualidade do seu milho, e por isso, anualmente ganhava prêmios. Nesses festivais, ele distribuía sementes para os vizinhos. Certa vez uma pessoa questionou: - “Se você distribui a sua melhor semente irá perder o prêmio dos próximos festivais. Eles são seus concorrentes”.
O fazendeiro, sabiamente, respondeu: - “O milharal dos meus vizinhos fornece pólen que, levado pelo vento, fecunda o meu milharal. Se eles não tiverem uma cultura de milho de boa qualidade genética além de perder os prêmios, perderei a fonte de renda da minha família. Melhorando a produção dos meus vizinhos, melhoro a minha também”.
Quando semeamos boas sementes estamos plantando melhor futuro para nós e para os nossos descendentes. Compartilhar informações, repartir boas sementes aumenta a colheita, traz melhorias e abundância para todos. Jesus nos ensinou a sermos solidários com o nosso próximo e disse que o que dá é mais feliz do que o que recebe (Atos 20.35).
Só poderemos decidir o que iremos colher quando escolhemos a semente, depois não mais. Tudo que semeamos nos dará frutos, da mesma espécie da semente que espalhamos, multiplicadamente em quantidade: “... dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão...” (Lucas 6.38 a).
Quiçá disseminemos sementes que revelem valores diferenciados, padrões afinados com a vontade de Deus: Pai generoso, catedrático sobre a arte de se doar, de amar incondicionalmente.
Autor desconhecido - Copiado do Facebook
Para Refletir: Você tem se aquietado para aprender? Tem escolhido bem as sementes? Tem transmitindo o que recebe, levando mudanças positivas por onde passa?

Oração: “Senhor, que eu possa ser grato com as colheitas e que sempre esteja aprendendo, renovando-me para que minhas fronteiras sejam ampliadas. Que a exemplo de Jesus, eu atue como mestre, modificador do meio em que vivo, pulverizando o aroma da vida que provém de Deus”.

Referência:
 von Frisch, K. The Dance Language and Orientation of Bees, 2a. edição, Belknap Press, Crambridge
          Massachusetts, 1993.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

'Vencedor ou Perdedor?'

O quadro abaixo, de autoria do Pr. Marcos Roberto Garcia, considera que as características de pessoas bem sucedidas e fracassadas são:

Pessoa de sucesso: reconhece suas falhas e as qualidades dos outros. Por isso perdoa, respeita o jeito de ser do outro, gosta de aprender (lê, troca idéias e informações, anota, aceita mudanças), tem alvos e busca cumpri-los.
Pessoa fracassada: não reconhece suas falhas e nem as qualidades dos outros. Por isso não perdoa, é rancorosa, culpa os outros, não busca aprender, vive sem objetivos, com medo de mudanças.

Feito pelo Pr Marcos Roberto Garcia
Muito interessante! Precisamos realmente conferir se a nossa ira tem sido substituída pelo amor, pelo perdão. Se temos cultivado a alegria, o respeito pelo outro, se temos desenvolvido e perseverado em bons objetivos, dentre eles o zelo pelo nosso interior.

E o mundo? Como avalia o sucesso de uma pessoa?
Bens materiais, status social, títulos, capacidade de se impor (poder).
A Bíblia diz que muitos 'se acham' e, no entanto, são infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nús (Ap 3.17). Diz ainda que quando reconheço minha fraqueza, minha pequenez, torno-me forte, aperfeiçoado no poder que vem de Deus (2 Co 12.9-10).
Perguntaram para o contador de um milionário que acabara de falecer: - 'O que ele deixou?' O contador respondeu: - 'Deixou tudo, não levou nada com ele'. Realmente, nunca vi um caixão com gavetas.
Por sua vez, o status social, o poder são difíceis de alcançar e são passageiros. O preço para mantê-los é muito alto e a velhice faz com que muitos morram sozinhos, no ostracismo.

Fiquei meditando sobre as características de uma pessoa bem sucedida? Creio que é alguém que:
1. Almeja agradar a Deus e tem como objetivos ajuntar tesouros eternos (Mt 6.19-21).
2. É feliz e bem resolvido, independente da situação. As crises são enfrentadas como oportunidades pra amadurecer, como desafios instigantes a serem superados sob a chancela do Pai. É sonhador de olhos abertos, com o coração cheio de esperança, imune a prisões, privacidades, provações.
3. Tem relacionamentos intensos, sinceros e duradouros porque ama com desprendimento, perdoa com misericórdia porque sabe que também foi perdoado por Deus.
4. Tem disposição em melhorar, aprender, se superar, não para mostrar aos outros e sim porque o que mais sonha é fazer a vontade do Pai. 
5. Não tem do que se envergonhar porque evita mentir, adiar obrigações; luta pra honrar suas promessas e, quando necessário, tem humildade pra voltar atrás e pedir perdão. Dorme tranqüilo (Sl 4.8) porque sabe que Deus está no controle (Sl 121.3-4).
6. Cuida de seu corpo, da sua alma, do seu intelecto, dos seus relacionamentos como bom mordomo.
7. Tem consciência de que nunca está sozinho, porque conhece a Deus e sabe que Ele jamais o abandonará, crê ainda que os Seus planos jamais serão frustrados (Jó 42.2).

A maior prova do seu sucesso é a fé no Deus Todo Poderoso, a  disposição e a perseverança em buscá-Lo, todos os dias de sua vida porque com Ele somos mais que vencedores (Rm 8.37)! ALELUIA!!!
A pergunta que mais interessa não é o que os outros pensam de mim e sim: 'O que Deus pensa de mim, do que tenho feito, do que tenho cultivado em meu coração. Quem sou eu pra Deus?'
Eu tenho honrado minha aliança com Ele? Tenho ansiado pela Sua Presença?

Então, posso ter a certeza, vinda de um Deus que não mente, que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Ele tem preparado pra mim (1 Co 2.9).
Tenho a convicção de que não sou vencedor por mim mesmo, porque nada mereço. Mas, eu sei que as misericórdias do meu Deus se renovaram a cada manhã (Lm 3.22-23) e assim, sou mais que vencedor por meio daqu'Ele que me amou.
Deus de poder e graça, El Shaddai, O Todo poderoso (Ex 6.3), O grande vencedor, dono de todas as coisas, da prata e do ouro e o Senhor dos Exércitos que nos concede a paz (Ag 2.8-9)!!! ALELUIA!!!
Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. 
A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! 
Deus, a razão do meu respirar e do meu existir!!!
Deus, o verdadeiro e o Único vencedor! SOLI DEO GLORIA!!!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

'É hora de voltar...'

Li a seguinte frase no facebook: "Um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta para casa para encontrá-lo"

Fiquei pensando... como parte disto é verdade!
Geralmente, temos ao nosso dispor tudo que precisamos.
Deus tem nos dado tantas oportunidades de desfrutarmos de uma vida plena, de sermos e fazermos bons amigos...
É só cativar, cultivar com carinho e desfrutar. Seja nossa família ou pessoas que convivem conosco.
Entretanto, muitas vezes não valorizamos e partimos (nem sempre fisicamente, mas com nossos corações) em busca de algo 'mais'.
É o workholic, que trabalha sem parar, procurando realizar-se com conquistas, títulos. É bom trabalhar desde que não coloquemos, em nossa vida profissional, toda a seiva, toda nossa esperança, afastando-nos de nós mesmos e ou das pessoas.
É o individualista que não busca fortalecer ou ampliar seus relacionamentos seja por egoísmo, por medo de se envolver e sofrer.
Lembro-me de uma professora, mãe de 3 filhos, que disse que trabalhava no laboratório, inclusive nos feriados, porque em sua casa não tinha o que fazer. Um professor disse que jamais se aposentaria porque não saberia o que fazer.
Gente que não desenvolveu sua vida interior, não cultivou amigos.
As pessoas devem vir primeiro. Elas são mais importantes. Elas são eternas.

Certo médico disse que ao atender pacientes em seu leito de morte nunca ouviu de qualquer um deles arrependimento por não terem ganhado mais dinheiro ou por não terem conquistado mais títulos e sim, por não terem valorizado e desfrutado mais da companhia de seus familiares.

Por que penso que apenas uma parte da frase está certa?
Porque tenho visto e ouvido pessoas que, em busca de realizações materiais ou de status social, distanciaram-se de seus familiares e, quando querem voltar pra casa (aposentadoria, solidão ou por perceberem que o que tanto procuravam estava em seu próprio lar), encontram dificuldades em encontrar o caminho de volta.
Muitos terminam a vida, sem encontrá-lo. Distanciaram tanto que o retorno tornou-se impossível. Seus filhos e cônjuge tornaram-se desconhecidos, irreconhecíveis.
Que tal refletir sobre a distância que você está de sua família, de seus amigos?
Se estão próximos, que benção! Vamos preservar!
Entretanto, se estiverem longe, que tal retornar antes que fique mais difícil encontrar o caminho de volta?
Se, por acaso, a distância entre você e seus familiares for tão grande que você não sabe como voltar, peça socorro ao Deus do impossível. Ele muda os corações. Deus dá vida a ossos secos, transforma espinheiros em videiras, amargura em doçura.
Que Deus o abençoe e direcione sua jornada.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

'O canto do galo'

          "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante... Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão, o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade" (Ec 4.9-12) 
   
            Tem um cântico infantil que diz: "Eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamos de Cristo, até o fim....".
            Como é verdade! Os piririgos, as decisões, as mudanças podem ser o 'canto do galo', o despertador de Deus para entendermos o quanto precisamos do outro.
            Há quem diga que nossa vida é como um trem que vai parando nas estações (estação do término de uma faculdade, da realização profissional, da compra de uma casa, do nascimento dos filhos, dos netos, etc...).  Muitos se acomodam e ficam esperando alguma estação chegar pra tomarem uma atitude, perdoar, mudar o temperamento, melhorar sua qualidade de vida... mas a vida é muito curta e a outra estação pode não chegar. Que lembrança deixaremos? De alguém rancoroso, cultivador de mágoas, indiferente, workholic?
             Quiça sejamos conhecidos como 'alguém que se importa'. Importa-se com o outro, com suas lutas e necessidades. Importa-se com sua própria qualidade de vida, com o uso que faz de seu tempo. Enfim, alguém que não desperdiça sua vida, as oportunidades.
            Que tal abrirmos nossos olhos e curtirmos, aqui e agora, esta linda viagem, sem adiarmos acertos, sem retardarmos o perdão e a demonstração de apreço?
           Você já pensou nisto? Considere a vastidão dos tempos passados e a imensidão geográfica do nosso planeta. Você acha que os seus parceiros foram colocados próximos a você por acaso?
            Os preciosos companheiros de nossa jornada (mesma época, mesmo lugar)  foram escolhidos por um Deus soberano com alguma finalidade, seja amadurecer nosso caráter, ensinar paciência, amor, compaixão.
            
            Que tenhamos a consciência de que há sonhos, lugares que só conseguiremos alcançar com a ajuda destas pessoas especiais que compartilham conosco desta viagem. Elas podem ter a chave pra abrir as portas que precisamos adentrar, seja pelo conselho, estímulo ou a força conjunta e específica pra, juntos, derrubarmos as muralhas que surgem, intrasponíveis pra alguém solitário.
"Um ao outro ajudou e ao seu próximo disse: Sê forte" (Is 41.6)

            Que entendamos que tudo que o outro nos transmite, mesmo que seja aparentemente inoportuno, azucrinante, pode ser o que precisamos pra nos tornarmos uma pessoa melhor, mais madura, mais preparada pra caminharmos em direção à linha de chegada, com dignidade e honra.
            Não podemos nos esquecer também que o nosso parceiro de caminhada precisa que abramos as portas dos armários da nossa alma à ação renovadora do Espírito Santo. Tratados por Ele, somos habilitados a expor abraços, perdão, sorrisos que, muitas vezes, com avareza ou indiferença, arquivamos. Instrumentos tão disponíveis, mas tão, mesquinhamente, guardados.
           Eles são bombásticos. Contidos em nós causam angústia, solidão. Porém, quando liberados, tornam-se transformadores de contos, construidores de preciosas memórias porque são do tamanho exato da carência do nosso próximo, neste mundo tão grande, porém tão pequeno; tão rico e tão carente.

            Que Deus nos ajude a sermos dinâmicos, perdoadores, enfim, empáticos.
            Empatia, do grego empatheia, é ser sensível o suficiente pra se colocar no lugar do outro e compreender suas atitudes, condições e o tamanho das suas lutas. 
            Se aprendéssemos isto, seríamos mais cuidadosos no julgamento e teríamos uma vida mais doce, mais significativa.
    
            Isto vale pra nós como indíviduos, comunidade, país.
            Viajando este ano pra Holanda ou, mais precisamente Nederland – Países Baixos, fiquei impressionada. Região de pequena área e com ventos intensos e desconfortáveis. A maior parte de sua extensão ficava abaixo do nível do mar, mergulhada na água. Entretanto, esta região destaca-se por ser povoada por um povo guerreiro que não se curva perante as dificuldades do seu país. Com garra e sabedoria protegeram seu reduto com barragens e diques. 

            Do limão fizeram uma limonada. Usaram a energia do vento (eólica) pra colocarem em funcionamento bombas hidráulicas que drenam e canalizam a água, liberando terras para agropecuária. O vento move seus moinhos que trituram os cereais para confecção de farinhas, farelos e também geram energia elétrica.
            
            Tiveram problemas? Sim, muitos e imensos! Em 1953 houve o rompimento de diques quando milhares de pessoas morreram... mas, mesmo assim, não se renderam. Desenvolveram um projeto, visando proteger o país de enchentes, considerado como uma das sete maravilhas do mundo moderno.

            Um dos países com melhores Índices de Desenvolvimento Humano da Europa e do mundo destaca-se nas áreas de educação, saúde e segurança além de ser considerado um dos maiores exportadores do mundo, via transporte fluvial, em seus canais. Dentre as exportações, suas flores que encantam...


         






         


Estas conquistas foram possíveis pela união de esforços em prol de algo comum.
            Que possamos sair de nossa indiferença e dizer ao nosso irmão do lado: "Eu preciso de você em minha vida, como pessoa, como comunidade, como parte desta grande e rica nação. Juntos poderemos fazer diferença em nossa geração".

Como confessa minha filha Deborah, em meio aos piririgos da vida*:
‘...Mas hoje eu confesso! Preciso de pessoas por perto! Pessoas que me mandem comer bolacha de maizena pra prender meu intestino! Pessoas que falem que minha roupa tá tão amarrotada quanto meu cabelo quando durmo com ele molhado ou quanto as minhas bochechas, quando durmo com a cara em simbiose com o travesseiro....'
Texto completo (escrito pela Deborah) em "Piririgos e suas revelações": http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/07/peririgos-e-suas-revelacoes-deborah-n.html

'Piririgos e suas revelações' (Deborah N. Couto)

“PIRIRIGOS”

Nada como um lindo e ensolarado dia de desarranjos pra colocar a gente pra pensar na fluidez... ou na fluência da vida! Estou no ultimo ano de faculdade e ultimamente lembro disso com quase a mesma freqüência que minha atual calamidade fisiológica me leva a visitar o banheiro. 
Acho que isso acontece por preocupação, precaução ou mesmo pela simples novidade de pensar que ano q vem não mais serei apenas uma estudante com piriri, mas sim uma médica... com piriri também caso continue a me alimentar com elementos de validade e procedência indeterminada.

O ponto é q eu, no auge da minha quase formatura percebo q qdo estou doente permito q meus neurônios escorram por onde acharem mais cômodo, conforme a localização das minhas mazelas, e passo a ser tão fatalista e inocente quanto um lactobacilo sensacionalista. Não q os lactobacilos sejam mto inocentes... (Aliás, pode ser q eles estejam intimamente ligados com a minha situação intestinal). 

Quanto ao meu fatalismo, chega a ser comovente, visto que na minha cabeça recém esvaziada, “piriri” passou a ser a primeira causa de internação e mortes precoces em jovens previamente  sadios. Minha estatística, invento eu! (Lembrando que piriri é a forma bonitinha de nomear diarréia... ou mesmo de disfarçá-la entre nomes de peixes em um caça-palavras).

Toda essa terrível calamidade fez com que a quase médica da família ouvisse atentamente os conselhos sobre saúde de uma jovem e bela senhora bióloga, doutora especialista em abelhas e com uma genética invejável. Sim, minha mamãe!  Foram ótimos conselhos, por sinal, e sei que nenhuma abelha morreu desidratada nas seguras mãos desta gentil senhora com genes impressionantes... Mas não é estranho que eu pareça tão desprotegida e desorientada perante um evento desses?

       Não! Absolutamente não! Entenda porque a seguir... Chego a algumas conclusões... Talvez dentro de assuntos que ineditamente tem me chamado bastante a atenção, ultimamente.

É incrível como precisamos uns dos outros, tenho pensado. Por mais q se tenha sido criado no meio de abelhas, cogumelos e peixes ornamentais, chega uma hora que reconhecemos que a vida é bem mais legal qdo se pode contar com pessoas ao redor ou mesmo com receitas anti-dor-de-barriga por telefone. Não é legal ser sozinho. E hoje eu entendo o medo q já vi em tanta gente de envelhecer sem ninguém por perto, ser rejeitado por quem ama ou se perder no metrô (por ultimo e não menos importante, é claro). As queixas procedem! 

E até algum tempo atrás eu vestia minha carapuça de ser humano auto-suficiente e saia por aí “não precisando” de ninguém. Tentativa frustrada! Isso não significa q eu procurava ser fria e antipática ou q era a favor do extermínio da raça humana...  muito pelo contrário. Mas eu dificilmente me convenceria q estaria apegada a alguém, e me refiro as pessoas de fora da minha família. 

Mas hoje eu confesso! Preciso de pessoas por perto! Pessoas q me mandem comer bolacha de maizena pra prender meu intestino! Pessoas q falem q minha roupa tá tão amarrotada quanto meu cabelo quando durmo com ele molhado ou quanto as minhas bochechas, quando durmo com a cara em simbiose com o travesseiro. 

Então, pra vc q já pensou q existem pessoas frias, más e calculistas e ousou me enquadrar nesse perfil, ofereço meu meloso e sentimental: Eu preciso de vc! Vc pode achar q falo isso da boca pra fora... especialmente levando em conta que esse texto é fruto de uma disfunção orgânica bem sugestiva e que, diga-se, não é das mais bonitas de se relatar. Mas é a verdade. Posso adquirir mtas formas de independência, mas espero q nenhuma delas me afaste daqueles aos quais amo.

É... Deus sabia disso e criou os relacionamentos: Dolorosos, alegres, assustadores, gentis... Necessários! Quase fundamentais...  E muitas vezes só descemos do salto e confessamos isso quando parece q estamos perdendo algo. Ok. Perdemos aqui, ganhamos ali – a vida é feita disso. Mas acabamos eventualmente sentindo falta, especialmente quando um piriri nos comove as vísceras.

Hoje estou no fim da minha vida de estudante universitária, muitas vezes ansiando o final do ano em que acabará, pelo menos em partes, as cenas típicas de república: local em que ocasionalmente esquecemos que a casa não é auto-limpante, que nos damos conta que nem tudo que se joga na panela sai de dentro dela obrigatoriamente “comível”, onde estudamos a fantástica fauna e flora observando a convivência harmônica de pequenas porções de fungos na geladeira e aranhas no cantinho do teto... e também, onde confessamos que família faz muita falta, que alguns amigos que estão longe foram especiais, que alguém pra se preocupar conosco é uma deliciosa massagem no ego.

Sei, entretanto, que daqui a algum tempo vou sentir falta dessa vida estranha... e também muito boa. Vou, então, criando novos ambientes, convívios e relacionamentos. Mas as lembranças e pessoas que ficam no nosso coração por essas caminhadas são, de fato, incrivelmente marcantes. E hoje confesso isso... É isso.



E, para quebrar um pouco a melancolia desse final sentimental e aproveitando tal momento de desabafo, dedico um caloroso abraço para as toxinas bacterianas que possibilitaram essa criação e às respectivas matrizes das mesmas, com carinho.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

'Você tem café no bule?'

"A ansiedade no coração do homem o abate, 
mas a boa palavra o alegra" (Pv 12.25)

     Conta-se que as tribos africanas, desde a Antiguidade, moía os grãos de café fazendo uma pasta pra aumentar a força dos guerreiros. 
     Certo pastor de ovelhas notou que suas cabras e ovelhas mudavam de ânimo quando comiam as folhas e os frutos vermelhinhos de um arbusto, o cafeeiro. Curioso, o pastor provou e gostou. Desde então, o homem tem utilizado o cafezinho para alegrar o espírito, favorecer a digestão e, principalmente, para regar uma boa conversa.
      Numa tarde fria, um cafezinho é perfeito pra aquecer nossos ossos, coração e nos envolver por inteiro. 
   
           Lembro-me de uma noite chuvosa e fria. Universitária, fui estudar com uma amiga que morava numa pensão. A dona não gostava que oferecessem café pras visitas. Minha amiga foi até a garrafa e pegou uma xícara pra ela e outra pra mim. Êta cafezinho bom! Inesquecível! Envolveu-me por inteira, aqueceu os meus ossos, meu coração e o estudo fluiu melhor.

     Você já ouviu a expressão: 'Ele sempre tem café no bule'? 
      Interessante... Fiquei pensando: 'Será que sempre tenho café no bule? Será que estou sempre disposta a oferecê-lo?' 
      Café no bule... um coração acolhedor, uma palavra boa que traz entusiasmo, alento, esperança, que aquece um coração entristecido. 
"O olhar de amigo alegra ao coração; 
as boas-novas fortalecem até os ossos" (Pv 15.30)

     Deus nos conceda um coração acolhedor! Que Deus encha o nosso bule com Sua Palavra de sabedoria, que rega o espírito, que traz alento aos corações de modo que sempre tenhamos uma palavra de estímulo, de ânimo, um ombro amigo. 
     Que a nossa boca seja manancial de vida (Pv 10.11a), semeando palavras que afastem a ansiedade e traga esperança. Que jamais, seja por preguiça, comodismo ou indiferença, venhamos a reter a benção.
"Um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: 
Sê forte!" (Is 41.6).

     Aproveito pra semear este texto no seu coração. Ele conta sobre o nosso Deus. Deus protetor, que cuida de nós e nos abençoa. Esta Palavra tem animado e confortado o meu coração:
"Pois Ele reforçou as trancas das tuas portas e 
abençoou os teus filhos, dentro de ti; 
estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e te farta com o melhor do trigo.
Ele envia as suas ordens à terra, 
e sua palavra corre velozmente (Sl 147.13-15).

"Ah, Senhor, Pai de amor, que aquieta e conforta o meu coração e o coração daquele que está lendo esta mensagem. Que a Sua Palavra, de poder e graça, corra velozmente e ministre a Sua vontade soberana e boa sobre o nosso viver. Que dos nossos lábios fluam sempre palavras de consolo, que anime, exorte, enterneça o coração do nosso próximo. Em nome de Jesus, o Único que tem e nos ensina a Palavra de Vida Eterna, Redentor nosso, amém!"

segunda-feira, 1 de julho de 2013

'O que rola?'

Aprendendo com o besouro rinoceronte rola-bosta (Digitonthophagus gazella).
Texto Bíblico: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”.¹

- “Sabe qual animal é o mais forte do mundo?” 
-  "Elefante?" 
- "Não!"
- "Rinocerante?" 
- "Não!" 
http://www.cpafro.embrapa.br/portal/a_unidade/laboratorio/sanidade_animal/
Muitos acreditam que o animal mais forte do mundo é o besouro-rinoceronte (Dynastes hercules), morador dos bosques tropicais e equatoriais da América Central e do Sul. Ele é capaz de sustentar um peso superior a oitocentas vezes o seu próprio peso.2 Outro besouro muito forte é o rola-bosta. - “Por que este nome?” - “Porque é o que ele faz, ele rola bosta”.

Alguém poderia dizer: - “Como pode? Que desperdício de força!”. 
Porém, esse inseto é de grande proveito. Em 1989, ele foi importado dos Estados Unidos pela Embrapa (Brasil), para ser usado no controle biológico contra o parasita de bovinos: a mosca-do-chifre.
Um casal de besouros enterra cerca de sete quilos de fezes de bovinos por ano (a cerca de 30 centímetros de profundidade do solo3), controlando em até 40% a população da mosca-do-chifre e melhorando o nível de fósforo e cálcio do capim ao favorecer a absorção de nutrientes pelo solo. 
Sua atividade evita perdas de nitrogênio e reduz a liberação de amônia, que é tóxico à pastagem. Além disso, ao cavar galerias no solo aumenta a aeração do terreno e a infiltração de água. Dispersor de sementes de frutíferas4, tornou-se uma espécie altamente desejável nas pastagens.

Uma reflexão (origem desconhecida) me impactou: – “Qual o local mais rico da terra?” Os campos de petróleo da Arábia Saudita? As minas de diamante da África do Sul? Segundo o autor o lugar mais rico do mundo é no cemitério. A explicação é que num cemitério, enterrado no solo, há sonhos não concretizados, telas nunca pintadas, poesias e canções nunca publicadas, invenções nunca testadas, projetos não realizados, igrejas nunca construídas, relacionamentos desperdiçados. Quanto potencial perdido!
Multidões de pessoas, possuidoras de tantos atributos e talentos que morreram sem fazer uso devido deles.

Entretanto, existem muitos que, apesar de ainda estarem vivos, enterraram  oportunidades e talentos preciosos, recusando-se em desenvolvê-los. Ao contrário do resultado da atividade deste besouro, deixam de contribuir para melhorar o ambiente em que vivem. 
Isso nos leva a meditar. - 'Quais são as nossas aptidões, habilidades? Como temos usado o potencial que borbulha dentro de nós, em prol da humanidade? Estamos, ainda em vida, sepultando idéias, ideais, amor, perdão, entusiasmo, poemas?'  
Há tanta escassez de sonhos elevados, de relacionamentos expressivos! Os dons que Deus nos deu são sementes para serem usadas, plantadas, adubadas e, jamais descartadas.

Precisamos confessar como Martin Luther King (1929-1968): “Eu tenho um sonho”.5 Aspirações dignas de um filho de Deus, sonhos extraordinários. Precisamos resgatar e tirar a poeira de antigos sonhos. Seja oferecer um ombro amigo, seja desenvolver o dom da música, da pintura, de uma vida profissional profícua. Enfim, empenhar-nos, dentro das nossas possibilidades em tornar o ambiente em que vivemos mais fecundo, mais encantador, como servos bons e fiéis.6

Para Refletir: Quais são os seus talentos, os seus sonhos? Tem feito bom uso deles? Tem deixado as suas habilidades fluírem, se desenvolverem? O que tem feito em prol da natureza, do seu próximo e da sociedade em que vive?

Oração: “Deus de amor, obrigado pelas oportunidades que tem me dado, com tanta generosidade! Ajuda-me a ter o coração sensível e não enterrar os talentos que tenho recebido. Que eu possa fazer bom uso deles, cumprindo o Seu Projeto. Dê-me visão, disponibilidade, intrepidez, de modo a ser útil aos que me rodeiam. Em nome de Jesus, amém”

 2 Timóteo 4.7.
2 Rassart, M. ; Colomer, J-F;  Tabarrant, T.; Vigneron, J.P.  Diffractive hygrochromic effect in the cuticle of the hercules beetle Dynastes Hercules. New Journal of Physics, v.10, 2008.
3 http://www.cnpgc.embrapa.br/, acessado dia 12/09/2007.
4 Bertone, M. A., Green, J. T., Washburn, S. P., Poore, M. H., and Watson, D. W. 2006. The contribution of tunneling dung beetles to pasture soil nutrition. Online. Forage and Grazinglands doi:10.1094/FG-2006- 0711-02-RS.  In: http://www.plantmanagementnetwork.org/pub/fg/research/2006/beetle/ Acessado dia 
          24/11/2008.
5 I Have a Dream: The Story of Martin Luther King in Text and Pictures. New York, Time Life Books, 1968.
 Mateus 25.21, 26.