“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Prioridades...


       Conta uma lenda que uma mulher muito pobre, com uma criança no colo, foi convidada por uma ‘voz misteriosa’ a entrar numa caverna e apanhar tudo que desejasse, no decorrer de 5 minutos. Após este tempo, a porta se fecharia para sempre. A voz lembrava: - ‘Não se esqueça do principal’. A caverna estava lotada de ouro e pedras preciosas. A mulher colocou a criança no chão e, freneticamente, catava tudo que podia. A voz disse: - ‘Falta um minuto’. A mulher saiu correndo da caverna com os braços cheios de riqueza e ouviu a porta se fechar atrás de si. Então, lembrou-se da sua filhinha que tinha ficado dentro da caverna, para sempre.
Assim pode ser a vida. Preocupação em ‘catar, catar e catar’ e, perde-se o principal, os relacionamentos (com Deus, família, amigos). Triste troca, estúpida prioridade.

Certo homem, chamado Josias, reinou durante 31 anos (por volta de 641 a 609 a.C) sobre Judá (2 Cr 34.1). Construiu um legado admirável e exemplar que muito nos ensina:

1.  No mundo espiritual, a genética não é decisória sobre o nosso futuro.
Repetir os erros dos pais, dos que convivem conosco é decisão pessoal. Precisamos respeitar os marcos antigos, as prioridades dos nossos pais da fé e não, necessariamente, dos nossos pais biológicos.
       Josias não seguiu os caminhos do seu pai Amom, homem culpável perante Deus (2 Cr 33.23-25). Entretanto, mudou a história do seu povo quando decidiu fazer o que era reto perante o Senhor (2 Rs 22.2). Sábia decisão!  

2.  As nossas decisões e prioridades podem afetar o presente e o futuro dos que convivem conosco.
Josias não deixou que o povo continuasse no erro: '...Enquanto ele viveu, não se desviaram de seguir o Senhor, Deus de seus pais' (2 Cr 34.33)
‘Tudo que fazemos ou falamos coloca em funcionamento engrenagens,
 com efeitos irreversíveis, imediatos e eternos’ (Rev. Magno Paterline).

Este conhecimento nos desafia a zelarmos por nossas atitudes e palavras visando melhorar o nosso futuro e o futuro dos que partilham conosco desta jornada.

3.  Quando decidimos buscar a Deus, Ele se deixar achar e o nosso destino é transformado:
“Buscar-me-eis, e me achareis,
quando me buscardes de todo o vosso coração.
Serei achado de vós, diz o Senhor,
 e farei mudar a vossa sorte…” Jr 29.13-14
Josias experimentou esta promessa de Deus. Buscou a Deus com arrependimento e choro (2 Rs 22.19) e Deus permitiu que a Sua Palavra (onde expressa a Sua vontade) fosse encontrada. Josias faz aliança com Deus (2 Rs 23.3) e uma profunda reforma religiosa. A sorte de Josias e do seu povo é mudada.

Hoje, há igrejas doutoras em grandes ajuntamentos solenes, recheadas de emoções e lideradas por catedráticos titulados, mas, a Palavra de Deus foi-se do seu coração. Foi-se a comunhão; o relacionamento com o Pai, com os irmãos de fé; o rumo, a diretriz.
“O meu povo está sendo destruído,
porque lhe falta do conhecimento...” (Oséias 4.6)
Está faltando a busca de Deus e da Sua Palavra com entusiasmo, com CAFÉ (Coração, Alma, Força e Entendimento) para um novo vigor, mesmo nas intempéries (Mc 12.30).
      
4. A busca de Deus traz foco, prioridades honradas, projeto de vida.
   Josias tinha projeto de seguir a Deus (submissão); guardar a Sua Palavra (fidelidade) e cumpri-la, em todo tempo (obediência) (2 Cr 34.31). E a sua sorte foi mudada, teve uma vida de paz e os seus olhos não viram o mal (2 Cr 34.27-28)! Josias deixou um legado digno, uma história exemplar:
“Antes dele não houve rei que lhe fosse semelhante,
que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração,
e de toda a sua alma, e de todas as suas forças,
segundo toda a Lei de Moisés, e depois dele, nunca se levantou outro igual” (2 Rs 23.25).

Que tragamos a Palavra de Deus em nosso coração,
que estejamos mais próximos do Pai e de Sua vontade,
construindo um herança incorruptível!

A ELE e, somente a ELE, toda Glória e toda nossa adoração!!!!
Soli Deo Gloria!!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

“Volta para o Senhor...”


“Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque, pelos teus pecados, estás caído.
Tente convosco palavras de arrependimento e
convertei-vos ao Senhor...

Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio e
lançará as raízes como o cedro do Líbano.
Estender-se-ão os seus ramos,
o seu esplendor será como o da oliveira,
e sua fragrância como a do Líbano.
Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão...

Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde;
de mim procede o teu fruto” (Oséias 14.1-8)
          Você tem se sentido incomodado, com a fé fraquejando, distante de Deus? Parece que suas orações batem no teto e voltam? Pensa que Deus se esqueceu, desistiu de você?  
Que tal respirar fundo e buscar o Pai, com toda determinação?
Vinde, tornai para o Senhor Deus que sara, renova, levanta o abatido (Os 6.1-2).
Mas, o que é voltar para o Senhor? 

1.  É buscá-Lo com ardor, por inteiro. (Os 14.1)
“Como suspira a corça pelas correntes da águas,
assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” (Sl 42.1)
É arrepender-se, é abrir o coração, confessar seus pecados, pedir perdão e abandonar o que tem afastado sua vida de Deus, o que tem enfraquecido e tirado o seu entendimento. É libertar-se das aparências, das liturgias vazias (Os 6.6).
É atravessar as fronteiras em busca da fonte da vida. É ansiar por Ele mais que o sucesso, que os bens materiais, que o conforto, que a posição social.
É converter o pensar, o falar, o negociar. É um processo diário. É buscar estar mais perto de Deus hoje do que esteve ontem.
É confiar somente em Deus (Os 14.3.), ser curado da infidelidade (Os 14.4), da leviandade. É estabelecer novo padrão:
“Qual é o melhor trabalho? Namorado? Atividade?”
É aquele que nos aproxima de Deus.

2.   É buscá-Lo com decisão e disciplina.
            É derramar o nosso coração. É entrega absoluta. É agradecer pela Sua Presença, pedir perdão, se consagrar, se comprometer em obedecê-Lo em todo tempo.
É frutificar. Deus promete ser para nós o orvalho
Orvalho é constante e diário como a misericórdia de Deus que se renova a cada manhã.
O orvalho brota no escuro, durante as lutas. 
Do orvalho precede a benção (Nu 11.9). 
O orvalho é a própria benção, é Deus que se aproxima de nós, é a semente da fertilidade (Pv 19.12; Os 6.4; Zc 8.12).

3.   É buscá-Lo insaciavelmente.
É querer mais, é sair da superficialidade.  
É se dobrar diante do Pai em oração, confissão honesta, contando tudo que vai no seu coração, suas lutas, seu ranço, sua indiferença. É um culto racional. 
É ler a  Bíblia, assistir mensagens de homens de Deus, adorá-Lo com cânticos.
É enraizar como o cedro do Líbano alcançando águas profundas mesmo na aridez.

O cedro do Líbano, árvore conífera que atinge até 40 metros é longeva e simboliza a força e eternidade. Perfuma o ambiente, não se afeta pelas intempéries (tempestades, secas) porque enraíza densa e profundamente. Enquanto a planta cresce devagar, suas raízes crescem rapidamente. Nos primeiros anos de vida há plantas com 5-7 centímetros com raízes com quase dois metros de profundidade. Raízes que contornam pedras, trazem firmeza e alcançam águas profundas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cedro-do-l%C3%ADbano
Quando voltamos para o Senhor aprendemos a contornar os obstáculos com firmeza, a sermos felizes nas circunstâncias e não com as circunstâncias (Fp 4.11). 
Um ditado português diz que a ausência de uma andorinha não acaba com a primavera. 
As privações e as perdas não podem tirar a primavera do nosso coração.
          D. Ana, uma senhora viúva com 94 anos foi levada para um asilo. Locomovendo-se com dificuldade, ouviu a descrição da sua nova morada pela funcionária. Com muito entusiasmo disse: - ‘Eu vou gostar muito!’ A moça respondeu, com ternura: - ‘Calma D. Ana, confira primeiro, poderá se decepcionar’. Então, ouviu a sábia e racional decisão de D. Ana: - ‘Minha jovem, eu decidi valorizar e ser feliz com tudo que Deus me presentear’.
           Você também pode decidir viver contente em toda e qualquer situação (Fp 4.11). Creia que Deus nunca lhe abandonará e que tudo concorrerá para o seu bem (Rm 8.28)! ALELUIA!!!
"Bendito o homem que confia no Senhor e
cuja esperança é o Senhor porque
ele é como a árvore plantada junto às águas,
que estende as suas raízes para o ribeiro e
não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde;
e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto" (Jr 17.7-8)

Que o Eterno anime o nosso coração.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

“Rã na chaleira”

“E não vos conformeis com este século,
mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.
Para que experimenteis qual seja a
boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2).
http://www.theatlantic.com/technology/archive/2010/03/boiled-frog-does-a-surreal-meta-backflip/36934/
    ‘Comendo pelas beiradas’
Se você colocar uma rã numa panela com água quente, imediatamente ela pulará pra fora. Entretanto, se você colocá-la numa panela com água na temperatura ambiente e for aquecendo aos poucos, ela vai ficando, se acomodando até morrer cozida*.
         .
Se observarmos o mundo em que vivemos e, até nossos valores, sob a lente da Palavra de Deus, poderemos nos surpreender.
Lembra do que apostávamos na nossa infância? Quanta coisa mudou! Quantas atitudes, pensamentos tem adentrado, alguns sorrateiramente e outros nem tanto, no meio evangélico e, muitas vezes, em nossas próprias vidas?
Esta conivência com preceitos e atitudes estranhas geralmente começa devagarzinho, sutilmente: amizades, conversa fiada, condescendência com o pecado, superstições.
É a nossa consciência na chaleira.
Meus irmãos, como precisamos vigiar para não negociarmos com o inimigo, para não nos acomodarmos a ideologias inconcebíveis para a ética cristã!  

O faraó do Egito, com muita astúcia, tenta tapear Moisés, 'comendo pelas 
beiradas'. 
Moisés, no entanto, resiste com bravura e nos ensina a não negociarmos os nossos princípios:

       Faraó argumenta:
·        ‘Não saia do Egito’ (Ex 8.25)? Pra que sair do Egito? Dá trabalho. É mais cômodo ficar por aqui mesmo.
o       O Egito simboliza, neste caso, o cativeiro, o distanciamento de Deus. 
* * Deus nos quer por inteiro, quer santidade do Seu povo. Quer que abandonemos as antigas práticas que nos acorrentam e nos afastam d’Ele. Orienta-nos a não assentarmos ou firmarmos aliança com o iníquo (Sl 1.1)
* Moisés diz não ao faraó: ‘... faremos como Ele nos disser’ (Ex 8.27).

·         ‘Já que insiste em sair do Egito, saia; mas não se distancie’ (Ex 8.28)? 
Participem e curtam os recursos do Egito. Prá que se privar, se reprimir? 
o       Como cristão precisamos nos posicionar com coragem, ‘vestir a camisa’.
Só os oportunistas ficam em cima do muro.
* Moisés diz não e avisa a faraó: ‘... não mais me engane’ (Ex 8.29).

·         ‘Entendi Moisés, você não aceita ficar longe de Deus, vá mas não leve seus familiares com você’ (Ex 10.11). Não é assim que muitos dizem? Não seja autoritário, quando seus filhos crescerem, eles escolherão a fé que seguirão. 
o  * Temos responsabilidade e o privilégio de testemunhar e ensinar nossa fé ao nosso maior patrimônio: nossa família. A maior herança que podemos deixar é a Salvação em Cristo Jesus e a certeza da vida eterna!
*              Deus nos ensina: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras... tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te (Dt 6.5-7).

·         ‘Vai, mas deixe seus bens’ (Ex 10.24).
o       Tudo que temos (familiares, valores), tudo que somos (caráter, dignidade) pertencem a Deus. O inimigo não tem autoridade e controle sobre nada. 
* Moisés diz: “... Nenhuma unha ficará...” (Ex 10.26).

Com quem temos nos aliado, negociado? Há quem diga: ‘Estou me envolvendo com esta pessoa, este grupo pra evangelizá-lo’. Tome cuidado, fique atento:
         Fiz várias vezes a seguinte dinâmica: Um jovem sobe numa cadeira e o outro, no chão, pega em sua mão e o puxa pra baixo. Muito fácil! Em seguida, o que está sobre a cadeira tenta puxar o do chão pra cima da cadeira. Muito difícil, quase impossível. Um abismo chama outro abismo, é a tal da lei da gravidade... rsrs.
"Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Amós 3.3)

Sempre digo para os meus filhos e alunos da EBD que:
'Um trabalho, uma atividade ou um relacionamento são apropriados se me tornar uma pessoa melhor, mais disposta a agradar a Deus, mais disponível na Sua obra'.

Usando este parâmetro avalie suas amizades, o uso do seu tempo. Como está a temperatura da sua água? Será que está precisando pular fora? Afastar-se de situações que não edificam? Voltar-se a Deus, por inteiro?
Busque a Deus enquanto Ele está perto (Is 55.6), de mãos estendidas para aninhá-lo em Seus braços, curar suas feridas.
Uma vida distante do padrão de Deus é medíocre. Porém, Deus pode reconstruí-la e torná-la digna, nobre. Este é o tempo da oportunidade. Volte, sem demora!
“Hoje, se ouvirdes a sua voz,
não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15)

*Recomendo a leitura:
·        George Barna:  ‘A rã na chaleira’
·        http://destilardosfavos.blogspot.com/2011/11/fugir-ou-nao-fugir-eis-questao.html).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PIPOCA OU PIRUÁ?

 PIPOCA OU PIRUÁ?
Você gosta de pipoca? A transformação do grão numa pipoca me encanta...
Você sabe como isso ocorre?
Um grão de pipoca tem ar no seu interior. Com o aquecimento, o ar gera uma pressão no interior do grão (como uma panela de pressão), mas ele não pode escapar. Se o ar escapar, o grão não estoura e, portanto, não se transforma em pipoca. Vira piruá, que só serve pra quebrar o dente do cidadão.
Assim é com a nossa vida. Precisamos conservar nossa essência interior, guardar o nosso coração para, no momento certo, desabrochar: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). 
O calor do fogo representa as provações, permitidas por Deus para despertar em nós algo novo e permitir nossa transformação: “As porcelanas mais resistentes são as que vão ao forno mais vezes.”

Como guardar o nosso coração?
José do Egito é um exemplo de alguém que guardou o seu coração. Rejeitado pelos seus irmãos foi vendido como escravo. Apesar de injustiçado não se tornou uma pessoa amarga, não ficou preso ao passado, perdoou e ajudou seus irmãos. Como José conseguiu fazer isto?

1. José perdoou os irmãos porque conservou a fé de que Deus estava no controle de sua vida (Gn 50.15, 19-21).
José tinha consciência que tudo que acontecia com ele era permissão de Deus e mesmo quando armavam ciladas para ele, ele descansava num Deus que podia transformar o mal em bem. Ele cria que mesmo traições, escravidão, acusações injustas, prisão; tão diferente dos seus sonhos de infância, um dia se reverteria em algo novo, especial.
A Bíblia não narra José discutindo, questionando. Tudo leva a crer que José meditava e aguardava o tempo de Deus, quando então veria o Seu agir. Não deve ter sido fácil. A sala de espera de José era fria, escura, perigosa, na presença de bandidos e de animais peçonhentos.
Muitos vezes pensamos que o ímpio está no controle. Lembre-se, é só aparência. A Palavra final sempre será de Deus, o Deus que tudo pode e nenhum dos Seus planos pode ser frustrado (Jó 42.2)
Você tem submetido a sua vida nas mãos de Deus? Tem perdoado os seus ofensores? Tem aguardado, com paciência, em Deus?

2. José conservou a dignidade, fazendo o melhor possível com tudo que lhe veio a mão.
        José passou momentos difíceis. Entretanto, destacou-se em tudo o que fazia seja como escravo de Potifar (oficial do Faraó), como prisioneiro, como colega dos encarcerados, como governador do Egito. Era notório que o Senhor era com ele e prosperava tudo o que José fazia (Gn 39.3).
        “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...” (Ec 9.10). Deus nos conclama a trabalhar, a sermos fortes, a não termos medo, a confiarmos que Ele está conosco e que o Seu Espírito habita em nós (Ageu 2.4-5). Ele nos desafia a crermos contra as circunstâncias, a confiarmos em Suas Promessas, a fazermos tudo que estiver ao alcance de nossas mãos e que seja benéfico à sociedade em que estamos inseridos.
        Quais são os desafios que Deus tem colocado em suas mãos, seja na vida profissional, na igreja, com os seus familiares? Você tem buscado agradar a Deus, corresponder a estes desafios e oportunidades?

3. José conservou a honradez, não negociou, não pecou contra Deus, mesmo sendo ameaçado e prejudicado.
        Tentado pela mulher de Potifar, José é claro no seu posicionamento. Tinha um compromisso com Deus e pecar contra Ele estava fora de seu projeto de vida (Gn 39.9). Para José o que importava era servir e agradar a Deus somente, mesmo se a conseqüência fosse prisão, perdas, ostracismo.
       Temendo a Deus e crendo em Sua justiça, José aquietava o coração porque sabia que, um dia, o fogo consumiria as tendas do suborno e que o fim dos mentirosos seria a esterilidade (Jó 15.34).
Você tem sido ameaçado? Prejudicado? Rompa as cadeias com o pecado, mesmo que haja perdas imediatas. Escolha não pecar contra Deus.
José não manchou a sua história. Deixou um exemplo, um legado precioso para seus descendentes. Enquanto José sofria, Deus preparava novos tempos para sua vida. Deus construía a rampa que o levaria a ser governador do Egito.

4. José, mesmo diante da previsão de uma crise, aceitou o desafio de administrar a nação egípcia.
Deus revela a José os sonhos do faraó e mostra que viriam momentos difíceis; de fome, secas e grandes lutas. Mesmo assim, José, um estrangeiro, jovem e inexperiente, recém saído da prisão, aceita o desafio de governar durante esta crise.
        José sabia que o Espírito do Senhor estava com ele e que não precisava temer o futuro. Com dedicação, perseverança, sem preguiça, confiante na visão que Deus tinha lhe dado, José ajuntou os alimentos produzidos nos sete anos de abundância e soube administrá-los, negociá-los, com honestidade, de modo que trouxesse fartura aos egípcios e as nações vizinhas, no período de escassez.
        Devo estar sensível às oportunidades que vem de Deus. “...vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci p/ livrá-lo...” (Ex 3.7-8)
Conta-se que certo capitão ouviu de um soldado: - “Senhor, como vamos guerrear se tem três soldados inimigos para cada soldado nosso?” O Capitão respondeu: “Não estamos aqui para contar o inimigo e sim para vencê-lo”.  
Esta deve ser a visão de um filho de Deus. Não importa o tamanho das lutas, se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).

Qual a diferença entre pipoca e piruá?
A diferença é quem dirige a sua história. Isto determinará o modo como enfrenta o calor das adversidades. A vitória é de quem se submete às mãos de Deus e enfrenta as lutas com visão, compromisso e perseverança.
Quem tem dirigido a sua história? Com quem você tem compromisso?

José tinha tudo pra ser piruá. Mas ele não se conformou, não negociou valores, não fez aliança com o pecado, não se fechou para a vida. Piruá é quem se refugia, paralisado pelo medo, em cavernas, culpando o outro pelo seu fracasso.  Caverna parece poético, mas é um local frio, escuro, cheio de perigos. Caverna é sinônimo de dor, solidão, mediocridade. José foi odiado, ameaçado de morte e vendido pelos irmãos (Gn 37); foi rotulado como escravo e estuprador pela sociedade (Gn 39), porém não se deixou vencer.

Se você tem sido rotulado como piruá, decida virar o jogo. Não deixe que outros escrevam a sua história. Rompa as amarras da mediocridade. Estas cadeias não são suas. Não as aceite. Mas, para virar o jogo, você tem que se dispor a mudar. 
Já disseram que é ilusão continuar fazendo as mesmas coisas, do mesmo modo e esperar mudanças. Peça orientação de Deus e faça o que compete a você, (cursos, preste concurso), preparando-se, com fé, para alcançar novos horizontes. Não pra ser melhor do que os outros, mas pra ser melhor amanhã do que você é hoje.

A história está repleta de potenciais perdedores que viraram o jogo. Conta-se que Demóstenes era gago, mas tinha um sonho. Fascinado pelo poder da palavra, sonhava em se tornar um grande orador. Isto pareceria impossível. Alheio a descrença dos seus amigos começou a treinar com muita determinação. Conta-se que ele corria na praia contra o vento declamando poemas; falava colocando seixos na boca. Finalmente, Demóstenes reverteu sua história e tornou-se o maior orador que a Grécia conheceu.
                 
        Lute pelos seus sonhos sem perder a doçura, sempre priorizando o Seu relacionamento com Deus, com seus familiares e amigos. Estabeleça alvos, guarde o seu coração, ouça o repicar dos tambores, receba vestes novas e novo perfume do Pai. 

Desafio: Se você tem se sentido um piruá, se invés de guardar o seu coração, tem guardado mágoas, cultivado ranços, tem vivido uma vida infértil, busque a Deus, peça perdão, peça que o sangue de Deus o purifique de todo pecado, medite na Palavra de Deus. Ela nos ensina quais são os valores que devemos guardar. Deus de milagres, que dá vida a ossos secos, poderá fazer de você uma nova criatura, alguém que desfrute e celebre a vida, alguém capacitado a cumprir o precioso projeto que Ele tem especialmente para você.
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura,
as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).
        QUE DEUS O ABENÇOE!

Abraçadinho com as rãs (Êxodo 8.8-10)

Abraçadinho com as rãs  (Êxodo 8.8-10)
O povo de Israel era escravo no Egito e Deus escolhe Moisés para libertar o povo. Faraó resiste e Deus manda muitas rãs que invadem todos os lugares. Moisés pergunta a faraó se ele quer que as rãs voltem aos rios e ele responde: - Amanhã!
  Leptodactylus rhodomystax (Rã da Amazônia) *
   Amanhã? Difícil de acreditar, não é mesmo? Como adiar algo que está transtornando a vida de todos? 
Mas será que, de certa forma, nós não fazemos o mesmo ao convivermos com situações desconfortáveis e adiarmos decisões? Por que será que fazemos isto?
      
1.   Acomodação?
Reclamamos, mas vamos nos acostumando com o ‘mau cheiro’ das rãs. São atitudes, relacionamentos, sentimentos cultivados e que tiram a nossa paz e deixam a vida cinzenta. Não acontece de repente, é devagarzinho... e, sem querer, estamos envolvidos, dormindo abraçadinhos com as rãs...
Adiar decisões pode até trazer alívio temporário, mas depois é pior, muito pior. É preciso parar, refletir. Avaliar se as nossas escolhas, atitudes estão de acordo com a Palavra de Deus e decidir mudar as que não estão. Eliminar vez por todas, as rãs de nossas vidas. Mas decisão sem ação não tem valor. É preciso 'converter' nossa caminhada:
"Considero os meus caminhos e 
volto os meus passos para os teus testemunhos" (Sl 119.59)

2.  Auto-suficiência, arrogância?
O faraó pensou que, sob sua ordem, os magos resolveriam o
assunto das rãs.   
Conta-se que, certo inverno, uma águia pousou sobre uma carcaça que boiava num rio. Faminta e confiante em suas potentes asas, devorava a carne. Mas, suas garras se congelaram na carcaça e, numa queda do rio, não conseguiu se libertar e morreu. Esperou tempo demais para usar sua excepcional habilidade de vôo.
Reconheçamos nossa impossibilidade e depositemos nossas decisões em Deus que tudo pode. Somente Ele pode nos ajudar a guerrear nossas lutas:
"Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis.... porque há um conosco maior do que o está com ele...” (2 Cro 32.7-8).

3.  Dureza de coração? 
“Hoje, se ouvirdes a sua voz,
não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15)
O Pr David Wilkerson perguntou, certa feita: “Sabe onde tem pessoas com coração mais duro?” E respondeu: - “É na igreja!” Não é chocante?
Esta praga: legalistas, cristãos de aparência, que cultivam status social, já existiam no tempo de Jesus. Pastor Wilkerson está certo, em nossos cultos há escassez de quebrantamento, de choro pelo pecado cometido, renúncias e compromisso com Deus e a Sua vontade.
Precisamos clamar a Deus para que nossos cultos deixem de serem estéreis, formais. Que a praga da dureza de coração seja substituída, sem demora, pelo arrependimento, pela santificação de modo que a igreja cumpra seu papel de levar a Palavra por todo mundo.
"Buscai o Senhor enquanto se pode achar,
invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar" (Is 55.6)
 
4.  Indecisão, perfeccionismo, medo ou preguiça?

Adiar, protelar, dormir com as rãs é fruto também da:
o       Indecisão: a dúvida, a falta de fé engessa.  
o       Perfeccionismo: a espera do tempo certo:
“Quem fica observando o vento não plantará e
quem olha as nuvens nunca colherá” (Ec 11.4)
o       Medo de mudanças: nos torna suscetível (presa fácil):
§        “Em me vindo o temor, hei de confiar em Ti” (Sl 56.3)
o       Preguiça:
§        “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Pv 13.4)

Refletindo:
Que praga tem se alojado no meu travesseiro? O que tenho adiado? Melhorar o relacionamento com Deus? Orar mais? Investir na minha família? Fazer uma faculdade? Prestar um concurso?

       Que Deus me dê discernimento para identificar ‘as rãs’ e ousadia para extirpá-las de modo que a minha vida não seja desperdiçada.  
       O compositor Renato Russo disse: "Todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo; temos todo o tempo do mundo... Somos tão jovens". Ele não tinha todo o tempo do mundo, morreu de AIDS, com 36 anos.
       Mais uma noite com as rãs? Não mesmo!
Fora rãs, fora! Hoje, agora, já!

“Sonda-me ó Deus, ensina-me a reconhecer o que precisa ser erradicado, tratado em minha vida de modo que, em 2012, eu esteja mais próxima da Sua vontade boa, perfeita e agradável, exalando a excelência do bom perfume do Seu Filho, Cristo Jesus, em nome do qual chego na Sua Presença”.

http://portalamazonia.com/noticias-detalhe/meio-ambiente/veja-lista-de-curiosidades-imagens-e-sons-de-sapos-da-amazonia/?cHash=0875324259b3b083768d281ebf9f5f28

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"Luz de Farol ou de Poste?"


“Reféns das alianças?”
“Andarão dois juntos, se não houver 
entre eles acordo?” (Am 3.3)

          A história de Neemias, profeta de Deus, é muito interessante. Aparentemente, ele era um homem alegre, bem sucedido, que se importava com o seu povo. 
Penso neste profeta como uma pessoa compreensiva, tolerante mas que não aceitava 'meias verdades', conivência ou cumplicidade com o pecado. 
O seu empenho em sair de sua zona de conforto e ir até Jerusalém construir os muros, mesmo sob pressão e ameaças, mostra um homem corajoso, dinâmico, disposto e, extremamente zeloso com os princípios de Deus.
Estudando a vida de Neemias aprendo muito, especialmente a zelar pelas:

1.  Alianças: elas podem nos fazer reféns do pecado (Ne 13.4-9)
Tobias, autorizado pelo sacerdote Eliasibe, se instalara no pátio do Templo. Neemias, indignado, expulsa Tobias. Não podia admitir a profanação do Templo.
A lealdade a Deus precede influências humanas, títulos ou ameaças (Ne 6.19).
Vivemos momentos de desarranjos sociais. Em nome da liberdade ou conveniências (financeira, política ou social) muitos ‘descem goela abaixo’ imoralidade, corrupção, vícios, adultério, frouxidão doutrinária. E Deus fica farto de tantas máscaras, de tantas iniqüidades.
"Ouvi a palavra do SENHOR... Estou farto...
Não continueis a trazer ofertas vãs...;
não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene...


Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos;

sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço,
porque as vossas mãos estão cheias de sangue.


Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.

Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas." (Is 1:10-17)

2.   Prioridades: elas afetam o nosso cerne e determinam nosso futuro (Ne 13.10-14)
Os levitas e os cantores, sem recursos, tinham se retirado para o campo. Neemias repreende os magistrados, conclama o povo a dizimar e restabelece o ministério de adoração a Deus.
O que temos priorizado? 
As nossas prioridades são as sementes que frutificarão e determinarão o nosso futuro.

3.  Compromissos: somente e tão somente com a Palavra de Deus (Ne 13.15-29)
Neemias se revolta contra a displicência ao cumprimento da Lei. Condena as ‘estrangerices’: valores, dialetos, atitudes distantes do modelo proposto por Deus. 
Luta pela identidade do povo, por um estilo de vida digno, de obediência ao Deus Eterno.

Cantinho das Reflexões:
Neemias se opõe a sacerdotes e nobres. Busca, com veemência, a inteireza da prática dos ensinos de Deus. Mesmo afrontado e ameaçado, jamais negociou a ética.
A sua autoridade provinha da observância à Palavra de Deus e não se impunha para satisfazer idéias, ‘achologias’ de homens autoritários e corruptos, cheios de títulos banais.

       Temos relaxado nosso padrão moral, nos conformado com o pecado? A quem temos nos aliado? A quem temos servido, a quem queremos agradar? O que precisa ser revisto e mudado?

       Tolstoi, escritor russo diz que a luz que procede de Deus assemelha-se a um farol que ilumina e forma um caminho:
“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).

Por sua vez, a luz que procede do mundo assemelha-se a luz de um poste. É eficaz até um determinado alcance e depois a escuridão domina.
“Há caminhos que parece direito ao homem,
mas afinal são caminhos de morte” (Pv 16.24).

Que a Palavra de Deus nos capacite a retirarmos dentre nós toda estrangeirice, modismos que possam tolher a voz do Espírito Santo. Que cânticos novos fluam, que a chama do altar do Pai seja reavivada e as primícias resgatadas, pelas boas mãos do nosso Deus!
“Os seus caminhos são caminhos deliciosos,
e todas as suas veredas, paz” (Pv 3.17)


Para refletir:
1. O que precisamos rever nas nossas vidas e nas nossas 
    amizades? Com quais pessoas temos nos aliado? 
2. Como temos usado o nosso tempo, os nossos recursos? 
3. Considerando a nossa conduta, hábitos, caráter à luz da Palavra de Deus, quem somos nós? Qual é a nossa identidade?

Leia mais sobre este tema em: http://destilardosfavos.blogspot.com/2011/09/tolerante-sim-conivente-nao.html


Experimentando a comunhão com Deus!
“Tem misericórdia da mim...,
pois em ti a minha alma se refugia;
a sombra das tuas asas me abrigo,
até que passem as calamidades.
Clamarei ao Deus Altíssimo,
ao Deus que por mim tudo executa” (Sl 57.1-2)


Estava orando pelo Leandro: “Senhor, cuida do meu filho” e, então pensei: - “Por que estou falando ‘meu filho’? Ele é de Deus também. Foi consagrado a Deus desde bebê e, hoje, pela Sua graça, conhece Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Devo dizer a Deus: ‘nosso filho’ e não meu filho”!
Foi uma sensação inexplicável. Trouxe um descanso, um alívio dentro de mim. A certeza de que não estamos sozinhos. Deus faz parte não somente da nossa família espiritual e eterna como da nossa família biológica, aqui e agora.

Pelo sacrifício de Jesus (1 Co 10.16), somos chamados à comunhão: com Deus (1 Jo 1.3), com Jesus Cristo (1 Co 1.9, 1 Jo 1.3) e com o Espírito Santo (2 Co 13.13, Fp 2.1).
Comunhão (do grego koinonia) significa parceria, participar, compartilhar (ter e desfrutar juntos) os bens, sentimentos, idéias, ideais, casamento e... os filhos. “Comum união”!
Como desenvolver esta comunhão? Promover encontros freqüentes, em oração. Declarar nosso amor, gratidão, admiração. É entrega, aliança, compromisso de ambas as partes.

 “Comunhão com Deus”: tudo que é d’Ele é meu e tudo que é meu é d’Ele. Dele é a minha vida, tudo que tenho, que sou, meus dias, meu destino. Minha é a Salvação em Cristo Jesus, a segurança de não estar sozinha, que Deus nunca abandonará a mim e a ‘nossos’ filhos. É Deus Pai que se importa comigo e eu com Ele.
ALELUIA! LOUVADO SEJA O NOSSO AMADO PAI,
EL BRIT – DEUS DA ALIANÇA!

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus,
e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Co 13.13)