“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

'Nocaute? Deus me levanta mais do que eu possa imaginar...'

A vida não é feita somente de vitórias. Há momentos de dor, de derrotas, de deserto, aparentemente, sem fim. 
Fomos derrotados? Nocaute pra sempre? Não! Não pendure a toalha!
As perdas nos ensinam, nos fortalecem e, olhando para o Senhor, nos levantamos! Deus nos levanta mais do que podemos imaginar...
Nos vales, Deus nos faz alcançar montanhas...
Deus transforma desertos em mananciais de água pura, a maior tristeza em uma extraordinária alegria. Uma grande frustração em realizações ímpares.

Lembre-se, tudo passa e nem sempre o que começa mal termina mal.
Coisas muito ruins podem ser transformadas no futuro em grandes vitórias, sob a batuta de Deus. 
É o desempregado que se torna um empresário de grande sucesso (conheço vários). É uma péssima nota na escola que nos faz reagir e mudar a história. É uma complicação num projeto que nos abre as portas para algo novo e inusitado.

Hoje (16/12/2016) fui surpreendida por palavras inspiradoras (seguem abaixo) escritas por um pastor que admiro muito: Rev. Ismael Andrade Leandro Júnior:


"Aprendi que ventos fortes nos fazem atravessar desertos como sementes e voltamos como flores.
Aprendi que palavras voam feito pássaros, mas atitudes silenciosas são como árvores, que se fincam no chão, criam raízes e dão frutos.
Aprendi que até o céu tem seu tempo de azul e de cinza, de nuvens e de sol, de luz e de escuridão, mas que tudo acontece no seu tempo.
Aprendi que a vida não é a repetição da monotonia dos acontecimentos, mas sim a riqueza da vivência de boas e difíceis experiências.
Aprendi que com Deus provamos um amor sincero, uma vida abundante e uma esperança que se eterniza no Céu".

Nocaute? Deus me levanta mais do que eu possa alcançar e sequer imaginar!
 
ALELUIA!!!
DEUS ME LEVANTA (Marcelo Domingues)
Quando estou triste
e minh'alma está cansada
Quando o problema faz o coração pesar
Então eu paro no meio do silêncio
Até que venhas ao meu lado sentar

Deus me levanta para alcançar montanhas
Deus me levanta para andar sobre o mar
Eu sou forte quando estou sobre Teus ombros
Deus me levanta mais do que eu possa alcançar

Quando estou triste
e minh'alma está cansada
Quando o problema faz o coração pesar
Então eu paro no meio do silêncio
Até que venhas ao meu lado sentar

Deus me levanta para alcançar montanhas
Deus me levanta para andar sobre o mar
Eu sou forte quando estou sobre Teus ombros
Deus me levanta mais do que eu possa alcançar (2X)



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"Você anda enfezado?"

            Gosto muito da frase (autor desconhecido): “Promova o que te encanta ao invés de atacar o que te desagrada”.
Como devíamos praticar isto!
Muitas vezes nos irritamos por algo tão sem valor. Somos rápidos pra reclamar e tardios em elogiar.
Permitimos que um minuto de contrariedade ofusque 23 horas e 59 minutos de harmonia. Pode ser uma palavra enviesada, uma ligação fora de hora, um atraso, algo que não saiu como planejamos.
Da mesma forma, preciosas amizades, de longos anos, tem sendo destruídas por picuinhas. Tantos encontros, alegrias, realizações, tanta parceria e, de repente, um descuido momentâneo põe tudo a perder.

A pessoa fica com aversão da outra ou literalmente, do latim ‘aversus’, ela vira pro outro lado pra não enxergar o motivo da sua ira. Muitos morrem virados de lado, sem nunca mais voltar.
Pessoas enfezadas! Pessoa constipada, ‘cheia de fezes’? Há quem diga que a origem vem da época dos escravos, quando carregavam baldes cheios de dejetos fecais dos seus algozes até o rio, onde eram despejados. Entretanto e apesar do dicionarista Houaiss afirmar que enfezado origina-se do latim ‘infenso’ (hostil) e nada tem a ver com fezes, o efeito é o mesmo!
O rancor, uma raiva prolongada, é um sentimento ‘dejeto’ que deve ser eliminado porque corrompe, faz mal, gera inquietação. 
A libertação, a cura vem do perdão, do latim ‘per + donare’, é se doar, conceder o nosso melhor, esvaziado dos entulhos das mágoas. É dar descarga do que contamina... 
Perdoar é nobre, alivia, gera paz, o renovo de Deus.

Refletindo: ‘Tenho valorizado e destacado mais as coisas ruins do que as boas?’
Estas atitudes podem apagar o brilho dos nossos olhos, a alegria do nosso viver e também dos que convivem conosco. 
 Valorizemos o que traz brilho aos nossos olhos!

Certo casal decidiu divorciar-se. Conversando com um pastor, revelaram que o motivo era falta de amor. O pastor lançou um desafio: - ‘Fiquem juntos por mais um mês e venham semanalmente ao meu escritório, cumprindo algumas tarefas’. Relutante, o casal concordou. A primeira tarefa era fazer duas listas: qualidades do outro e das boas lembranças juntos. 
No final do mês estavam surpresos ao constatarem quantas vitórias, alegrias tinham compartilhado e por tantos obstáculos que tinham superados juntos. Arrependeram-se de valorizarem os pequenos entraves e de não terem conduzido adequadamente algumas contrariedades. Ainda, considerando a ordem (não opção) de Deus que deveriam se amar (Ef 5.25, 28) e que o divórcio é abominável a Deus (Ml 2.16), desistiram da separação.

Que tal telefonar hoje pra alguém que tem sido benção em sua vida e contar isto pra ele?
Que tal dar um abraço bem apertado em alguém que está pertinho de você e dizer o quanto ele é importante em sua vida? 

“Senhor, meu Deus, perdão por não valorizar tantas preciosidades que, generosamente, tem me presenteado. Ensina-me a valorizar todos os companheiros de minha jornada. 
Dê-me consciência de que cada um deles foi selecionado ‘a dedo’o Seu dedo, com algum propósito. Ensina-me a conviver com todos em paz, com alegria. Tira do meu coração qualquer sentimento indigno e coloque perdão, disponibilidade. 
Pai, tem alguém que eu precise perdoar? Tem alguém que eu precise pedir perdão? 
Sonda o meu coração, mostra-me e ajuda-me a fazer isto porque quero agradar o Seu Santo Espírito, que em mim habita. Em nome de Jesus, meu exemplo no perdão e na doação incondicional, amém!” 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Agradecimento & Ação de graças (Leandro Nogueira Couto)

Agradecimento & Ação de graças (Leandro Nogueira Couto - meu filho)

"Hoje é dia de Ações de Graças (24/11/2016). 
Esse mês resolvi admirar e fotografar o pôr do sol da minha janela (a grande vantagem do horário de Verão é que chego em casa antes de anoitecer), sempre muito bonito nesse Novembro chuvoso, ainda que a câmera do celular não faça jus à realidade. 

Agradecer é um verbo transitivo direto e indireto. Você agradece ALGUMA COISA a ALGUÉM. Só assim a gratidão é completa: com o favor recebido sem merecimento e o benfeitor da graça. 
Por isso não faz sentido ser grato ao acaso, ou à sorte. 
Nem faz sentido ser grato por algo que você acha que merece, por isso ser grato a si mesmo também não satisfaz. 

Você pode ser grato a seus pais pelo amor deles, grato à humanidade por ter chuveiro elétrico e água encanada, mas não pode ser grato a eles por ter nascido, por apreciar um abraço materno ou se sentir tão bem depois de um banho quente. 
Na verdade essas coisas são ondulações de um tsunami de graça muito maior. 
Por essas e outras coisas, pelo pôr do sol e pelas estrelas, só dá pra dar graças a Deus. 
Obrigado, Pai"

'Linda mensagem, meu filho Leandro. 
Deus o abençoe e fortaleça, cada dia mais, a sua fé!
Seguem suas fotos, nos céus de Uberlândia (MG): cada dia imagens (muitas) inusitadas que jamais se repetirão!
Este é o nosso Deus, que criou tanta beleza e se importa comigo e com você!' 

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmo 19.1)


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

'Indo contra a maré...'

Ir contra a maré é ser autêntico, mudar de ideia... é ser livre pra repensar a vida, os hábitos, as crenças, sempre em busca dos valores eternos!
Fico questionando pessoas que não conseguem 'dar o braço a torcer', a mudar o rumo, mesmo sentindo nas pernas as águas da canoa furada. 
Medo de ser isolado do seu grupo de amigos? De ser considerado covarde por recuar?

Ah, como está faltando autenticidade! 
Pessoas que, escravas da moda ou idéias ultrapassadas, teimam em usar modelos diferentes que não lhe caem bem, que não são confortáveis.
Que tal praticarmos o sermos nós mesmos? A liberdade?

Liberdade pra reconhecer, num mundo em que muitos se dizem ateus, que sem Deus a vida é medíocre, insignificante. 
Liberdade pra obedecer a Deus e a Sua vontade, mesmo que vá de encontro aos valores 'modernos', que consideram a Palavra de Deus ultrapassada.
Liberdade de ir contra a maré, contra a imoralidade. 
Mesmo com perdas, não se sentir perdedor por não dar 'jeitinho', não burlar as leis. 

A independência dos valores do mundo só será válida e benéfica se estiver atrelada a vontade de Deus. Ela deve ser a nossa bússola, nossa bóia, nossa âncora... Sem ela, naufragaremos.


         Certo garoto ganhou uma bicicleta. Ah, que felicidade! Era tudo que sonhava. Entretanto, sua bicicleta tinha rodinhas que o ajudariam no início de sua caminhada. Mas o menino sentia-se confiante, seguro o suficiente para andar sem as rodas e, então, as tira. Todo cheio de si, sobe na bicicleta e não consegue se manter em cima dela e se esborracha no chão, ralando-se todo. 

          Precisamos do preparo de Deus que fortalece nossos pés, direciona nosso caminho e nos sustenta. Pode demorar anos. A história de Moisés é muito interessante. Sua vida teve 3 etapas bem distintas:
1. Do nascimento - 40 anos: Neste período aprendeu com sua mãe biológica a cultura do seu povo e também a fé em Deus. Teve ainda, como filho adotivo da filha de faraó, a oportunidade de aprender, com os melhores professores da época, sobre a cultura do Egito. Sentia-se especial, poderoso, livre para fazer o que quisesse e, assim, o fez. Tentou fazer justiça com suas próprias mãos, matando um egípcio que feria um israelita (Exodo 2). 
         Não aceitava rodinhas na sua bicicleta... queria se virar sozinho e caiu! Perseguido, fugiu para o deserto. 

2. Dos 41 - 80 anos: Neste período, casou-se com a filha do sacerdote da terra de Midiã e alí, sentia-se um nada. Carente das coisas básicas, tinha que lutar para sobreviver. Foi um tempo de preparo, de tratamento na sua arrogância e autosuficiência. 
       Coloca as rodinhas na sua bicicleta, roda sob a dependência de Deus e vai aprendendo a se equilibrar sobre os obstáculos.

3. Dos 81 - 120 anos: Humilde, temente e submisso ao agir de Deus, Moisés estava preparado para tirar as rodas de sua bicicleta e avançar, sob a direção do Senhor e, com autoridade, dirigir seu povo. Desfrutar do sobrenatural do Pai Eterno que aplaina nossos caminhos e nos indica se é pra direita ou pra esquerda que devemos seguir!

       Quantas pessoas se vestem da arrogância porque aprenderam toda 'cultura do Egito'. Infelizes, não encontram a paz, a estabilidade, o significado da vida, que somente Deus pode dar. Acuadas, vivem num deserto... 

        O deserto pode ser um local de amadurecimento na fé ou de ranço, amargura. A escolha é pessoal.
        Que, como Moisés, sejamos sensíveis para ouvir e obedecer a voz e a direção de Deus!

Gosto muito do hino 'Amparo Divino'. 
Aqui e na eternidade não estou sozinha. As mãos do Senhor me amparam. 
Isto faz uma baita diferença no meu viver. 
Faz com que eu siga feliz sempre, em todas as circunstâncias. 

Na escuridão e incertezas não preciso temer más notícias (Sl 112.7) porque o meu Redentor vive e as Suas mãos seguram bem as minhas. 
Louvado seja meu Deus, meu Pai!

Amparo Divino (H.M.Wright)
Com tua mão segura bem minha,
Pois eu tão frágil sou, ó Salvador,
Que não me atrevo a dar jamais um passo,
Sem teu amparo, Cristo, meu Senhor!

Com tua mão segura bem a minha,
E pelo mundo alegre seguirei;
Mesmo onde as sombras caem mais escuras,
Teu rosto vendo, nada temerei.

E no momento de transpor o rio
Que tu por mim quiseste atravessar,
Com tua mão segura bem a minha,
E sobre a morte eu hei de triunfar.

Quando voltares, lá dos céus descendo,
Segura bem a minha mão, Senhor;
Cristo Jesus, conduze-me contigo,
Para onde eu goze teu eterno amor.




https://www.youtube.com/watch?v=fQPHnxixZ1s



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

'Canhotices de uma destra' - por Deborah Nogueira Couto

       Mensagem da minha filha Deborah (facebook) para o seu irmão Leandro após almoçar com ele no dia do seu aniversário (18/01/2016), num Restaurante alemão em São Paulo e, em seguida, comprarem um violão para o Leandro:


'Já perdi as contas de quantas vezes me perguntaram se eu sou canhota... Não! Sou absolutamente destra. Mas tenho lá minhas canhotices! Mudo a mão na hora de dar nó, tenho uma tendência de trocar o garfo, não entendo como segurar um estilingue com a "mão certa" até hoje. Acho q é uma questão de referências. Quem vc imita? Estive pensando. 
Uma das minhas maiores referências da vida, escreve com a "mão empurrando"! E eu tenho a honra de poder dizer q imitava seus passos, suas artes, seu jeitinho, seu sorriso! 
Indo na frente daquela menina loirinha semi-destra dramaturga do mundo da Lua, tinha sempre um garotinho canhoto, inteligente, criativo e de um coração lindo! Aquele q me viu nascer e cresceu (mto! rs) junto comigo. Companheiro de aventuras e brincadeiras da infância. Aquele q me dá os conselhos mais curtos e as bênçãos mais compridas. 
Sou infinitamente grata a Deus por vc, Oldinho! 
Obrigada por ser meu exemplo e amigo desde cedo e pra sempre! 
Meu presente mais velho ^^ Seu aniversário é motivo de mta gratidão, e poder (pela coincidência geográfica) ter a surpresa de comemorar seu dia com vc "ao vivo" foi incrível! Que seu ano seja lindo! Te amo'

Resposta do seu irmão Leandro:
'Awwww, te amo tbm, olda! Eu também troco o garfo de mão toda hora na hora de comer, pode ser influência tua  foi um dia mto gostoso! Bjao, Dé!'

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        Não pude deixar de publicar aqui... Estas mensagens, entre os filhos, geram muita alegria no coração dos pais - tipo: 'missão cumprida'
         Faz com que eu me lembre do Salmo  133: "Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!... É como o orvalho do Hermom que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua benção e a vida para sempre" . 
        Promessa de Deus: Onde há comunhão, Deus ordena Sua benção, saúde, alegria, longevidade!

       O que deixa ainda nosso coração perplexo é presenciar Deus Pai promovendo esta união ('coincidência' de Deus - que cuida dos detalhes: ah, como Deus é bom!): Deborah morando em Brasilia (DF), Leandro morando em Uberlândia (MG). Pela providência de Deus encontram-se no dia do aniversário do Leandro em São Paulo. Deborah para prestar a segunda fase do exame de residência na Unifesp (foi aprovada, graças a Deus, mas preferiu a UFU - Uberlândia) e o Leandro (de férias da UFU) para acompanhar sua esposa Cynthia, que estava coordenando um curso na USP.

'Obrigada Senhor! Muito obrigada pelo Seu amor que excede a todo entendimento, por fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. Por nos deixar perplexos, sem fala diante de tamanhos benefícios. Nada podemos oferecer a não ser consagrar, dia após dia, tudo que somos, tudo que temos porque, com certeza, tudo procede do Senhor como fruto da Sua graça. E, assim declaro, com todo o meu coração: O Senhor é o meu Deus, a razão do meu viver. Anseio por serví-Lo sempre e em todo tempo enquanto tiver fôlego de vida quando, então, irei desfrutar da Sua Presença por toda a eternidade!'


SOLI DEO GLORIA!!!

sábado, 20 de agosto de 2016

'Nas Olimpiadas do casamento: Prata garantida - rumo ao Ouro!'

         Nossos irmãos Adilson/Maria Alberti comemoraram Bodas de Ouro: "Na olimpíada do casamento já ganhamos o ouro". Parabéns meus irmãos! Esta vitória supera qualquer outra...

         Por mais que você seja vitorioso na sua vida (profissional, política ou financeira), a melhor vitória é ter uma 'lar-eira aconchegante', pra onde voltar e repousar, bem acompanhado. 

         Pensei nas Olimpíadas do meu casamento: 'Prata e pérola garantidas - rumo ao Ouro!'

         No último domingo, ministrei aula na EBD sobre o tema: 'Os opostos se atraem'.
         Considerando a história de vida, a  'mala' familiar que trouxemos para o casamento, poderia dizer que Leomam e eu éramos opostos.
         Entretanto, ao preparar esta lição, fiquei agradavelmente surpresa: 'Sim, somos parecidos, muito parecidos no que é essencial'. Afinal, 'Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?' (Amós 3:3)
         Continuo não gostando de futebol, de filmes sangrentos, de dormir tarde. Gosto mais de ler do que assistir tevê. Entretanto, no que é relevante: crença em Deus, vontade de serví-Lo, de agradá-Lo - ah, nisto somos muito parecidos! 

         E as diferenças? Elas  foram criadas por um Deus que é o Pai da diversidade. Não existem dois flocos de neve iguais... 
         No casamento, somos diferentes no sexo, na personalidade, no passado e isto pode direcionar nossas opiniões para sentidos opostos e, ao mesmo tempo, gerar uma grande atração em nós. No fundo, percebemos que, no íntimo, o outro tem virtudes que nós gostaríamos de ter, que nos complementam!

         Mas, no dia a dia, as pequenas diferenças podem importunar? Sim! Se dermos mais créditos a elas do que elas merecem. Se olharmos os pontos fracos do parceiro, no qual somos fortes, como conflito e não como motivação pra encontrar um equilíbrio saudável. 
         A diversidade é desafiadora e, ao mesmo tempo, traz colorido, amplia as nossas fronteiras.
         Há renúncia, muitas vezes? Sim! Entretanto, antes da incompatibilidade de gênios, tem que existir no nosso coração a disposição de se reconciliar sempre.
         O grande problema não está nas diferenças e sim na nossa atitude com relação a elas.
Muitas rupturas são decorrentes da estreiteza de visão, por exigências oriundas de meros "ponto de vista" e, como alguém já disse, "todo ponto de vista é uma vista (visão), vista de um ponto", ou seja, todo ponto de vista é questionável.

         Aprendo que com Deus na história, estas pequenas diferenças são reduzidas: 'Com Deus na história todo final é feliz' (Pr Magno)!
         A frase, muito usada, pelos reformadores cristãos no passado ajuda muito em nossos relacionamentos:  "No essencial, unidade; no não essencial, liberdade e acima de tudo, o amor".
         A compreensão do que é essencial e a busca por nortear a vida comum pelos princípios eternos, trarão ao casal um só pensamento, um só coração, um só caminho.
        
Na lição para EBD, consideramos: Como tratar as diferenças?
1. Praticar a graça que gera amor, apesar de... 
Amor, mais que um sentimento, uma atitude a ser aprendida.
'Apesar de você ser tão diferente de mim e, muitas vezes, incompreensível para mim, eu amo você!'
Graça que gera perdão, apesar de... 
"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor... nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados" (Hb 12.14-15)

2. Compromisso de estar juntos, sempre!  
Mesmo diante de uma cultura descartável que favorece e, até estimula, o divórcio.
Segundo Stephen Kanitz: Qdo você se casou, prometeu: Sou jovem, vou encontrar centenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que você, Mas você pode ficar tranqüilo porque prometo amar você para sempre e abrir mão dessas oportunidades que surgirão”.
Compromisso de respeitar, valorizar as virtudes do outro, de cuidar do outro, em todo tempo. De tratar o meu companheiro de jornada como eu gostaria de ser tratada: como menina dos olhos de Deus.

3. Adaptação às diferenças, aceitando-as não como fraquezas, mas como características que podem me ensinar a ser uma pessoa melhor, mais maleável, mais agradável a Deus.
As diferenças podem trazer experiência, complementação, outra maneira de olhar e interpretar as circunstâncias da vida. 
Eu diria que os opostos se atraem, mas os DISPOSTOS perseveram, chegam ao prata, ao pérola, ao ouro e, quiçá, ao diamante.
Uma olimpíada, disputada a dois. Com grandes, inusitados e imprevisíveis desafios em desertos, em vales, em montanhas floridas; sob sol escaldante, chuviscos e tempestades...
          Importante crer que não é por acaso que estão juntos nesta. Sim, ninguém é peça sobressalente na sua história de vida. Deus é soberano e Ele tudo pode e nenhum dos Seus planos pode ser frustrado (Jó 42.2).

            Assim, devo honrar o meu cônjuge, valorizando suas virtudes e como alguém disse: 'No casamento pode haver perdas, renúncia, mas a alegria, a beleza, as realizações sobrepujam. 
          É como plantar uma árvore frente a janela. Você perde parte da paisagem, mas ganha sombra. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer'. 
           É saber que cada detalhe de nossa história (cada alegria, dor - sentimentos e acontecimentos) é percebido, é valorizado, é testemunhado por alguém. É uma parceria, é um laço, é forte, é gostoso demais envelhecer junto, caminhando rumo ao ouro, ao diamante!
          É interessante observar ainda que, a convivência vai reduzindo as diferenças. Vamos pegando o jeito do outro...

            Que você seja um canal da benção de Deus na vida do seu cônjuge. Que interceda, que torça por ele de modo que as suas vitórias sejam suas também e que possam declarar que, juntos, combatem o bom combate, completam a carreira, guardam a fé e, no devido tempo, a conquista das Bodas de prata, de ouro, de diamante está garantida (2 Tm 4.7): a melhor e mais completa Olimpíada!

Que Deus os abençoe, sempre!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

"Deus sempre presente - um Presente sem igual!"


DEUS LÁ ESTARÁ - Carlos Sider
"O que passou, Tudo o que ví
O que ficou, O que aprendí
Tantos momentos, Bom recordar
Comigo esteve, Deus a guardar


O que sonhei e o que já fiz
se algo acertei, fui aprendiz
A melhor coisa, a Ele seguir
Sempre lá esteve, Deus a ensinar

Busque o que busque, Ele é quem dá
Move o desejo E o realizar

bons ou maus dias o que virá
Está, sempre esteve, Deus lá estará

Onde estiver, O que enfrentar
Quanto vier, O que chegar
Claro ou escuro, Sol ou luar
Eu sei, por certo, Deus lá estará

No que eu tiver, No que eu guardar
No que esta mão Vier ganhar
Nunca me esqueça, Quem tudo dá
Quem sempre esteve, Deus lá estará"

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

'Decoração ou de coração?'

Há quem diga que Salomão escreveu 3 livros: 
Cantares: no auge, no vigor de sua juventude. 
Eclesiastes: numa crise de meia-idade e 
Provérbios: Salomão, já idoso, coloca a sabedoria de alguém que muito viu, muito viveu.

Em Eclesiastes, Salomão cita 37 vezes a palavra vaidade.

Mas, o que significa a palavra Vaidade? Significa vazio, vácuo, fútil, frívolo, ilusão, sem valor.

Imagina a cena: Salomão no trono, mergulhado numa crise existencial, considera: "Durante toda minha vida, eu me ralei pra possuir coisas inúteis, pra que, no final, outro desfrute... acho que desperdicei o meu tempo!"

O poderoso rei testemunha que teve de tudo, andou por tantos caminhos em busca de novidades, mas nada obteve de novo. Então, declara geração vai, geração vem e tudo que vivemos e sentimos já foi vivido e sentido por alguém. Tudo que pensamos já foi pensado por alguém. Enfim, confirmando a máxima tão conhecida: 'Nada se cria, tudo se transforma!'

Vaidade, tema oportuno numa época em que se valoriza mais a aparência, a embalagem, a capacidade de consumo, o efêmero do que o conteúdo, os sentimentos, o que realmente permanece.

O vaidoso luta pra agradar a todos e não aceita derrota, crítica, indispondo-se contra quem o admoesta. Busca e se alimenta de aplausos e de elogios.

A vaidade como cuidado pessoal é válida e necessária. 

Entretanto, a vaidade em excesso, quando deixa de ser um detalhe e passa a ser objetivo principal de vida pode se chamada de neura, obsessão. 
Tudo que é exagero torna-se sobra, lixo, descartável: comer demais, exercitar-se demais, trabalhar demais, falar demais. 

Hoje, muitas pessoas sofrem ao lutar pra manter o aplauso da multidão, a beleza eterna. Dias atrás, Angelina Jolie foi internada com anorexia. A princesa Diane sofria de bulimia. 

Recentemente (história verídica), na China, um lindo casal teve filhos muito feios. O rapaz ficou intrigado e achou que tinha sido traído pela sua linda esposa. Finalmente ficou sabendo que a beleza dela tinha sido arduamente fabricada por várias cirurgias plásticas, em sua tenra adolescência. Indignado, divorciou-se! Casara com a sua embalagem e não o seu conteúdo! 

Este é o mundo em que vivemos e provado até por Salomão! Formado por seres insaciáveis (Ec 1.8), sempre querendo mais.


Lembro-me de uma história que minha mãe contava: 'Um pescador pescou, certo dia, o rei dos peixes e, por se compadecer dele e soltá-lo, ganhou o direito de chamá-lo sempre que quisesse, usando um assovio na beira do rio. Poderia ainda pedir o que quisesse e seria feito. Neste primeiro encontro declarou ao peixe que morava numa choupana e não sentia necessidade de mais nada. Ao contar para a sua esposa, ela ficou indignada. Ele poderia ter pedido que a sua choupana se transformasse num chalé rodeado por um jardim florido. Assim aconteceu... Entretanto, de tempos em tempos, ela insistia para o marido voltar e pedir uma casa maior e melhor, carros, viagens. As brigas começaram, assim como a sua infelicidade... Nada satisfazia este casal. Finalmente decidiram pedir a volta de sua choupana. Eram felizes ali e não sabiam'. 


Alguém disse: 'Dê ao homem tudo o que ele quiser e logo ele verá que o tudo não é tudo'.

Muitos pensam que se fosse rico, famoso e popular, seria feliz. Salomão diz que não (Ec 6.7) e a história tem demonstrado isto, em verso e prosa.

Ah, como precisamos valorizar o que temos e quem somos... Sem se acomodar, sempre procurando melhorar, mas sem tantas cobranças e exigências.
Deus nos criou de modo admirável (Sl 139.13-14). Um poema, feitura d'Ele, uma obra prima, única, ímpar.
A melhor cirurgia plástica é aquela que ninguém percebe, que vem do coração.
"O coração alegre aformoseia o rosto..." (Pv 15.13).
O que adianta ter o rosto 'esticado', 'siliconado', jovem e belo se o interior é ranzinza, mal humorado? Pessoas que repelem outras pelo seu azedume, pela sua permanente insatisfação. 
Por outro lado, há pessoas que, ao nascer, não foram tão beneficiadas, que possuem traços considerados feios, assimétricos e que, no entanto, atraem a todos, por onde passa, pela sua ternura, ânimo e por sua conversa deliciosa e interessante.
Precisamos cuidar do exterior, mas principalmente, cultivar o nosso interior, valorizando os pontos positivos, ser feliz com o que temos.

Sermos não só aparência, DECORAÇÃO e sim, DE CORAÇÃO.

Decoração é o que fazemos para nos enfeitar, para valorizar nossa aparência. Muitas vezes, trata-se de uma máscara que tenta, inutilmente, disfarçar a tristeza ou o azedume do coração.
Por outro, de coração é o que fazemos de modo sincero, autêntico, verdadeiro.

O que temos praticado, os nossos valores, a nossa fé são decoração ou de coração?


Como a decoração que se deteriora com o tempo, a beleza externa é passageira e enganosa (Pv 6.25-26; 31.30). O que é de coração permanece!


Certo dia li a história de uma moça linda, norte-americana, 'líder de torcida', que causou notícia e inveja quando começou a namorar o melhor atleta da escola, o jovem mais popular. Entretanto, anos após ter se casado com ele, sua vida se transformou numa tristeza sem fim. O atleta se transformou num velho barrigudo, vagabundo. A moça se esfolava para cuidar dos 3 filhos e sustentar sua casa, além de conviver com um marido violento e bêbado.


A beleza da vida é vivê-la com equilíbrio, com prioridades honradas, sem perder o foco do que é realmente relevante. Aonde quero chegar? 

Gostaria de refletir com você: 'Na nossa velhice, que lembranças gostaríamos de ter quando lembrarmos do passado que vivemos hoje?'
Muitas vezes corremos tanto pra, finalmente, descobrirmos que corremos atrás do vento, em busca do que é inútil.
Precisamos ter foco e concentração. Estas duas qualidades geram fogo e resultado!
"Luz difusa produz pouco brilho, mas luz concentrada produz fogo"!

Sim, há um lugar que quero sempre estar, um lugar onde não tenho que provar nada. Este lugar é na Presença de Deus! 
Melhor lugar para se estar... Lugar onde os objetivos da minha vida se tornam claros, onde me fortaleço e me capacito pra cumprí-los. Lugar que me ensina a fazer tudo 'de coração'.


"...no entanto, não vos desvieis de seguir o Senhor, mas servi ao Senhor de todo o vosso coração. Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são (1 Sm 12.21)

domingo, 19 de junho de 2016

'I love PT' (Portugal!!!)

          Parte da minha família (Nogueira) e a do meu esposo Leomam (Couto) vieram de Portugal.
        Confesso que nunca tive vontade 'ardente' de conhecer Portugal, mas isto estava no coração do Leomam. Então, estivemos lá em abril de 2015 e fui agradavelmente surpreendida por cidades pitorescas, lindas, alegres e por um povo muito cordial e hospitaleiro.
     Amamos conhecer Portugal e os portugueses!
     Um adendo: Gostei mais do que imaginava de Portugal e dos portugueses, mas 'I love PT' já é demais pro meu coração. Extrapolou!... rsrs
Estampa comum em Portugal: toalhas, bolsas, porcelanas...
          Portugal é um país que dá (tranquilamente) pra conhecer sozinho ou com a família sem 'pacotes de turismo', sem se submeter a maratonas de entradas e saídas, à mercê de guias. Excelente pela tranquilidade de suas estradas, cidades e, especialmente, pela língua portuguesa, que compartilhamos. A maioria dos portugueses que conhecemos não tem o sotaque tão ostensivo. 

          Lisboa é envolvente pelo seu charme! À noite, às margens do Rio Tejo é uma festa com estátuas e monumentos bem iluminados cujo brilho se estende pela Praça do Comércio e o Elevador Santa Justa. 

          Ficamos hospedados no 'Quality Inn Portus Cale'. Hotel central, muito bom.
          O Elevador de Santa Justa, construido por um aluno de Eiffel (du Ponsard) em 1902, liga a Rua do Ouro (Cidade Baixa) com o Largo do Carmo (Chiado - Cidade Alta). A subida de 30 metros é feita em uma cabina de madeira e ferro. O bilhete custou 5 euros por pessoa. No alto, a vista é muito linda. Dá pra ver o Rio Tejo, o Castelo de São Jorge do outro lado, as ruínas da Igreja do Carmo e parte de Lisboa. 

Descemos a pé por trás do elevador, pelo Largo do Carmo, que nos presenteia com grandes jacarandás. O elevador fica entre o Convento do Carmo e o Palácio Valadares. O Convento do Carmo foi construído no século 14 e hoje, é usado como Museu Arqueológico do Carmo. Local interessante por ter sido palco de muitas decisões e, até revolução. Ali fica também um palácio (antigo Palácio Valadares) onde funcionava a Primeira Universidade Portuguesa, antes da transferência para a cidade de Coimbra. 
         Neste largo, morou Fernando Pessoa num quarto alugado, no periodo de 1980 a 1912. Hoje, há muitos bares com cadeiras na rua. Desta praça saem muitas ruelas estreitas. Descemos a rampa para a Rua do Ouro, é uma descida íngreme, com muitas lojinhas de comércio e casas antigas.
         Jantamos bacalhau no Restaurante O Bacalhoeiro (50 euros). Muito bom, recomendamos. Inclusive retornamos para jantar na última noite em que estivemos em Lisboa.
        Após o jantar desfrutamos de um momento ímpar na Praça do Comércio localizada junto ao Rio Tejo, com seus monumentos iluminados, muito lindo e festivo. Era meia noite e estava muito movimentado, inclusive com jovens, senhoras de idade sentadas nos bancos, caminhando sozinhas.  
         Este local era a entrada oficial de Lisboa, vindos do Rio Tejo. Pela escada de mármore do Cais das Colunas muitos reis, rainhas e famosos subiram.
Praça do Comércio e o Arco ao fundo
       Ao fundo desta imensa praça um edifício imenso onde funcionou a residência dos reis de Portugal por mais de 200 anos e, hoje é utilizado pelo Governo e pelo Supremo Tribunal de Justiça. Esta praça é considerada o centro da capital e do governo e presenciou a chegada de muitos reis, rainhas e nobres. Foi palco ainda de assassinados (Rei D. Carlos e o seu filho D. Luís Felipe em 1908), invasões, prisões e proclamação da República em 1910.
       
        No meio da praça  destaca-se uma estátua de bronze de D. José I (cor verde), voltada para o Rio Tejo e ao fundo o Arco Triunfal da Rua Augusta por onde se entra na Baixa Portugal. O Arco da Rua Augusta que liga a Praça do Comércio com a Rua Augusta foi construído em 1873 - 1875. Conta-se que D. José não quis posar para o escultor e ele precisou usar das poucas imagens que dispunha para fazer o rosto. Para desviar as atenções das imperfeições do rosto, o escultor adicionou um capacete bem vistoso. Embaixo do cavalo tem cobras.
          Nesta praça fica ainda a cafeteria Martinho da Arcada que era muito frequentado por Fernando Pessoa.
          À direita do Rio Tejo visitamos a Torre de Belém, o Padrão de Descobrimento e o Mosteiro dos Jerônimos. Próximo destes recantos turísticos encontra-se o famoso pastel de Belém, que funciona desde 1837. Mas, cá entre nós, o melhor pastel de Belém que provamos é o da 'Nata Lisboa' (Rua da Prata, 78): recheio mais suculento, casquinha mais crocante. Enfim... delicioso!
   






Visitamos ainda o Oceanário. Muito lindo, imperdível.


  



Percorremos de carro (um Peugeot 208 - alugado da DSCar) de Lisboa a Porto (cerca de 370 km). Passamos pela cidade medieval (século 12) de Óbidos; pela praia de Nazaré (almoçamos no Restaurante Luiz - caldeirada de cação/lula grelhada e batatas por 36 euros); Conimbriga (ruínas de muralhas antigas); Coimbra (com uma universidade fundada há 725 anos atrás, com os cursos de Direito, depois Letras e, o terceiro curso instalado: Medicina). Próximo à universidade, Coimbra é muito charmosa, peculiar, com ruas estreitas e muitos prédios antigos (local de moradia de muitos alunos). Passamos, em seguida, por Aveiro (considerada a Veneza portuguesa - canais com gôndolas). Aveiro estava deserta e ali compramos um doce famoso 'ovos moles' (muito ruim) e, finalmente, Porto (cidade charmosa, também com ruelas estreitas ladeadas por construções antigas, escadas, pátios e arcos medievais). Fomos pela rodovia A1 e A8. 
        Óbidos é uma cidade medieval do século 12 com torres e muralhas antigas com muitas bancas de frutas. Maravilhosas! Comemos o maior tremoço que já vi na vida, imensos e deliciosos... Muitas cerejas, morangos imensos e muito doce. Ali podemos conhecer o Castelo (século 13) e percorrer suas ruelas com muitas igrejas (uma delas, a Igreja Santa Maria, local do casamento de Afonso V e sua prima Isabel, ainda crianças - com 10 e 8 anos de idade, no dia 15/08/1441) e muitas lojas.
        Na estrada vimos muitas plantações, especialmente de frutíferas (cereja, videira, maçã, azeitona) e eucalipto.

Óbidos (cidade medieval)
Óbidos - Portugal
      







Voltamos, bem devagar, pelo Rio Douro e, no caminho, muitas frutíferas nas encostas dos morros e pudemos desfrutar também do cantar de muitos passarinhos e um perfume delicioso no ar. Em Resende, desfrutamos da melhor refeição de toda viagem num restaurante caseiro chamado 'Emigrante'. Passamos depois em Peso da RéguaPinhão e, finalmente Lisboa.
          
No nosso último dia em Lisboa, curtimos o por-do-sol nas escadarias às margens do Rio Tejo.
Voltamos pela AirFrance - Airbus A321. Interessante relatar que as aeronaves não tem poltronas número 13. Do 12 pula para poltrona 14.

           Sim... ficou o gostinho de 'quero mais' - queremos retornar a Portugal, se assim nosso Deus permitir. 
           Obrigada, Senhor, por este delicioso privilégio e por este povo que foi tão hospitaleiro para conosco!

terça-feira, 7 de junho de 2016

'Saboreando a vida'

Devaneios de minha filha Deborah publicado no facebook - 29/05/2016
          Esses dias eu estava parada no Semáforo e o carro ao lado começou a buzinar. A motorista gesticulava escandalosamente! Interrompi meus pensamentos e, preocupada, logo diminui o volume do rádio e baixei o vidro do carro para tentar entender quais Leis de Trânsito eu estava infringindo ou quantos seres viventes eu havia atropelado para causar tamanho incomodo àquela senhorinha. Mas notei q ela gesticulava e sorria. Ufa.. Ok! Dei um sorriso amarelo enquanto tentava lembrar de onde poderia conhecê-la. Hospital? Mercado? Igreja? TV!?... Nada! Demorei alguns segundos ainda para conseguir entender o q ela me falava. 
          Para minha surpresa, ela apontava uma árvore próxima e me questionava, maravilhada, se eu já tinha visto um pássaro azul tão lindo quanto aquele que lá estava pousando. Meus olhos o encontraram após uma triagem entre os galhos e eu concordei. Ele era realmente azul... E lindão! Ela se deu por satisfeita, o sinal abriu, abanei a mão e agradeci, sorrindo. 
          Confesso que acelerei o carro me perguntando quantas vezes eu deixei de permitir essa leveza na vida... Leveza que cria a necessidade de apontar um passarinho azul para um completo desconhecido. Talvez devêssemos fazer mais dessas maluquices! Compartilhar vida. Ao vivo! Distribuir mais daquilo que é gratuito e ao mesmo tempo não tem preço que compre. Aquele dia, eu ganhei um pássaro azul na minha memória. Ganhei também matéria prima pra ponderar sobre a vida, sua singularidade... Sobre aquelas coisas que, de tão simples, não dá pra deixarmos passar em branco :) Bom domingo! Bjo da Deh 
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Segue um dos textos que ministrei para mulheres da IPB de Jundiaí (maio/2016), intitulado: 'Descomplica, saboreie cada porção da vida'

"Tudo tem o seu tempo determinado, 
e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ecl 3.1)


        No livro de Eclesiastes, o autor (possivelmente o Rei Salomão) busca sentido, alegria (2.1) em vários âmbitos: descobrimentos científicos (1:10-11), sabedoria e filosofia (1:13-18 ), álcool (2:3), arquitetura (2:4), bens (2:7-8; 19-20) e sexo (2:8).

        Finalmente, confessa que teve tudo que alguém poderia desejar mas, tardiamente, percebe que é tudo fútil, canseira e que nada dura para sempre.

        Parece que Salomão, na sua meia-idade, está dizendo: 'Olha, vou contar pra vocês o que aconteceu comigo para que os meus erros não se repitam em sua vida'.

        Ele enfatiza que o destino é um só: a democrática morte que atinge a todos. Um ditado popular diz que todos (peão, reis e damas), no final do jogo, sem exceção, voltam para dentro da caixa.


        Salomão considera ainda que ralou pra construir um patrimônio, para outros desfrutarem dele. Pessoas que não lutaram para adquirí-lo e que, portanto, não darão a ele o devido valor: 


"Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim.

E quem pode dizer se será sábio ou estulto?

Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade" (2:16, 18-19).

        Apesar de Eclesiastes parecer um livro muito pessimista, na realidade, não é! Trata-se de um livro que nos ensina a valorizar o que temos e o momento em que vivemos, sem perder a visão da eternidade. Alerta-nos a não nos apegarmos ao que é passageiro porque jamais nos satisfará por completo. 
       Enfim, ensina-nos a saborear a vida, a desfrutá-la em sua inteireza, sem perder de vista a nossa missão.
       Conta-se que alguém disse para Einstein: 'Deus não joga dados' e Einstein replicou: 'Sim, Deus joga xadrez: nada é por acaso, é estratégia com um propósito'. 
       Que Deus nos capacite a cumprir este projeto, a exemplo de Davi:
“... tendo Davi servido à sua própria geração,

conforme o desígnio de Deus, adormeceu...” (At 13.36)


        Entretanto, vivemos numa sociedade cruel pelas suas exigências, muitas vezes, inatingíveis. Especialmente as mulheres são cobradas a cumprir jornada dupla e a ser a melhor profissional, mãe e esposa. Estar sempre linda, jovem, arrumada, feliz, e, numa neurose coletiva, em busca do corpo perfeito, um padrão de beleza inacessível. 
        Existe um corpo perfeito? Se existir, tem prazo de validade muito curto!

        Trata-se de uma imposição que transcende o cuidado pessoal. Um assunto permanente em toda refeição: ansiedade sobre as calorias consumidas, celulites e o benefício do que se come. O custo tem sido caro: transtornos alimentares, cirurgias em série, consumo de tranqüilizantes. 

        O Brasil é o segundo país do mundo em cirurgias plásticas. Numa total perda de bom senso, a beleza deixou de ser um detalhe e passou a ser história de vida, o objetivo essencial.

        E há muitos que vivem mexendo na trave do nosso gol. Quando conquistamos algo nem dá pra comemorar porque novos desafios surgem e há sempre alguém que conseguiu resultados melhores e faz melhor que nós. Ufa!!!
        Há ainda quem queira modelar o corpo e também a alma, com recursos externos. Já ouvi várias vezes: 'Se eu não tomar antidepressivo, viro um monstro, brigo com todo mundo, não durmo a noite'.

       

        Eu proponho que não se fale em calorias quando comemos! Que saboreemos cada porção com muita satisfação, sem pensar na porção seguinte. Isto vale pras refeições e também para cada atividade. 

        Que vivamos com a cabeça limpa, sem antidepressivos (salvo as necessidades médicas, devidamente justificáveis).
        Ah, mas e o meu temperamento? Deus nos presenteia com o fruto do Seu Espírito, que em nós habita, que é alegria, amor, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22-23). É só buscar desenvolver...
       
        Ah, meus amados, precisamos de tão pouco pra viver, pra ser feliz. Deus pode nos dar paz, alegria, significado. Com Ele na nossa história podemos fazer de cada bocado um grande banquete. Ver um passarinho azul em cada momento de nossa vida.

        O próprio autor de Eclesiastes resume o seu livro dizendo: 

"De tudo o que se tem ouvido, a suma é: 

Teme a Deus e guarda os seus mandamentos... " (Ec 12:13-14)


         Os resultados pertencem a Deus e Ele não exige competência, desempenho acima de nossas forças.

"O que a mim me concerne

o Senhor levará a bom termo..." (Sl 138.8a).


        Sabedoria é um estilo de vida! É valorizar o conteúdo e não as embalagens. É aprender rir com seus próprios tropeços. É ter uma vida mais leve, mais tranqüila. É compreender que o melhor da vida pode estar nos lugares mais singelos e inesperados.

Sabedoria é saber que tudo que tenho é o suficiente,
o bastante, é o que eu preciso pra ter uma vida extraordinária.
        Alguém disse: 'Dê ao homem tudo o que ele quer e logo ele verá que o tudo não é o bastante' (Ec 1.8). Mas, como podemos querer mais se não cuidamos do que temos?
        Sabedoria é se adaptar, se ajustar ao contexto, às nossas possibilidades e recursos.

        Sabedoria é fazer o melhor com que temos. Fazer o extraordinário de coisas triviais. É viver cada momento sem perder a noção da efemeridade desta vida e da eternidade (Jó 19.25-27).
"Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio" (Sl 90.12).

        Muitos de nós não gosta de falar da morte, mas a perspectiva dela faz com que valorizemos a vida e nos ocupemos em cumprir o propósito de Deus.


        Sabedoria é ter consciência que está vivo, respirando, comendo (porque tem alimento disponível, apetite), dormindo (porque tem sono, tem um lugar pra fazer isto), bebendo porque tem a disposição uma água límpida, deliciosa - sim, água tem sabor e é muuuito bom.

        A pessoa tola não presta atenção, não valoriza, não tem o coração agradecido. Por isso, torna-se uma pessoa enfadada e enfadonha, chata. Faz tudo no automático. Morreu e se esqueceu de cair, como dizia meu pastor (Rev. Magno). Não há tédio naquilo que valorizamos... que saboreamos. 

        'Carpe diem', frase em latim tirada de um poema de Horácio significa aproveitar o momento, sem gastar tempo com coisas inúteis.

        Pessoas felizes porque valorizam o que tem sem inventar necessidades para ser feliz. 

        Enfim, vamos simplificar, saborear a vida. Reduzir as exigências conosco mesmo e  com os outros. Façamos do que temos um majestoso banquete. Se for pão duro, um delicioso pudim de pão. Afinal, o bolinho de arroz amanhecido é muito mais gostoso que o arroz fresco, não é mesmo?


Não faz sentido ter mais dias de vida

se não tiver vida em nossos dias (autor desconhecido).

DESAFIO: O que eu preciso mudar pra simplificar minha vida?