“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A matemática de Deus é diferente...

A MATEMÁTICA DE DEUS
(é diferente da nossa!)

Perguntaram para um sábio quantos anos ele tinha. Ele respondeu: - “Não sei. Sei quantos anos já tive, mas já passaram, não são mais meus”. 
Quantos anos temos disponível para viver nesta terra? Não sabemos! Podem ser dias, meses, anos, décadas.

Um novo ano começou. É preciso refletir e mudar a nossa concepção de vida. Deus nos mostra que a Sua matemática, o modo d’Ele contar os nossos dias, a nossa idade pode ser diferente.
Quanto adolescente tive oportunidade de assistir a uma palestra, no Acampamento Palavra da Vida, pelo Prof. Christian Chen, professor de Física Nuclear da USP, sobre a matemática de Deus que me deixou muito impressionada. Estarei relatando algumas informações baseadas também no seu livro (CHEN, s/d).

A questão básica é: “Quantos anos transcorreram entre a saída do povo de Israel do Egito (Êxodo) até o inicio da construção do templo?”
Em Atos 13.18-22 são relatados:
*  40 anos no deserto; 
* 450 anos de Juízes até Samuel; 
* 40 anos do reinado do Rei Saul. 
* Após o reinado do Rei Saul, Davi reinou por mais 40 anos (1 Reis 2.11), sendo substituído por seu filho, Salomão.  
* Salomão inicia a construção do templo após três anos de reinado (1 Reis 6.1). 
Somando, obtemos 573 anos desde a peregrinação no deserto até o início da construção do templo.
Entretanto, 1 Reis 6.1 relata o seguinte: “No ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, Salomão, no ano quarto do seu reinado sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), começou a edificar a Casa do Senhor”.
Como isto é possível? Há um erro na Bíblia? Considerando os dois períodos apresentados nota-se uma diferença de noventa e três anos (573 – 480 anos = 93 anos). Como fica essa diferença?

Analisando o tempo de escravidão do povo de Israel, como conseqüência de sua desobediência, constata-se o seguinte:
·                    Juízes 3:8: escravos por 8 anos (serviram Cusã)
·                    Juízes 3:14: escravos por 18 anos (serviram Eglom)
·                    Juízes 4:3: escravos por 20 anos (serviram a Jabim)
·                    Juízes 6:1: escravos por 7 anos (serviram os midianitas)
·                    Juízes 13:1: escravos por 40 anos (serviram os filisteus).
Somando o tempo que o povo ficou escravo de outros povos, pela sua desobediência, observa-se um total de 93 anos, exatamente a diferença que verificamos anteriormente.
Podemos entender que estes 93 anos foram nulos, ociosos e em branco perante o Senhor?
A Matemática de Deus é diferente! 
Deus disse: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos” (Isaías 55:8). 

Se for assim que Deus conta os nossos dias, quantos anos válidos você e eu já vivemos? 
Moisés pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90.12).

Interessante observar que em Atos, Paulo descrevendo a história do povo de Israel, considerou os 93 anos. 
Por outro lado, o primeiro livro de Reis destaca a atitude dos filhos de Israel diante de Deus. Neste caso, os 93 anos foram descartados.
É como se os filhos de Israel estivessem declarando 573 anos de sua gloriosa história e na realidade o tempo deveria ser contado pelos anos na presença de Deus. Na presença de Deus eles estiveram somente 480 anos. 
Pela desobediência, eles perderam noventa e três anos de suas vidas. Durante noventa e três anos Deus não governou o povo de Israel, eles estavam entregues a idolatria, longe da face de Deus. 

Isto pode valer para a nossa vida hoje: Desobediência leva a tristeza, escravidão, a um distanciamento da presença do Pai, a um mau aproveitamento dos nossos dias. 
O povo de Israel tinha sido libertado do Egito pelo braço forte de Deus. Mas como escravos de outros povos, de outros deuses estiveram distantes da presença do Santo de Israel. 
Juntamente com seus familiares perderam a benção, perderam guerras, foram servos de outros reinos, foram explorados e, muitas vezes, esfolados no seu físico e em sua integridade moral.

E nós, temos perdido tempo buscando o que não convém, tomando decisões alheias à vontade de Deus? Quanto tempo aceitável e íntegro eu já tive na presença do Senhor? Como tem sido os meus dias? Pobres, rasos, medíocres, sem significado para a eternidade, queimáveis como palhas?

Uma professora da Escola Dominical contando a respeito de Enoque disse: Era um homem que dava longos passeios com Deus. Um dia caminharam tanto, foram tão longe que o Senhor disse: “Enoque, estamos sempre juntos e você está muito afastado de sua casa e próximo da minha. Venha comigo, é melhor adentrar e habitar comigo de uma vez”.

Que possamos dizer como Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). 
Precisamos entender o que é ser um com o Senhor, desenvolver a compreensão de que não estamos sós. Ele é a nossa fortaleza. Isto faz uma profunda diferença. Como é bom ter esta compreensão da vida! 
Andar com Deus de modo efetivo é estar junto daqu'Ele que desembaraça o nosso caminho. Que isto seja uma realidade na minha e na sua vida!

Referência:
CHEN, Christian. Os números na Bíblia - vol. 1, Imprensa Metodista, 217, s/d.



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2 comentários:

ANDRÉ disse...

Professora, parabéns pelo blog!
Além de ser um exemplo para nós apaixonados pelas abelas é também exemplo de fé. Obrigado!
André Halak

Regina Helena disse...

Obrigada André, alegria imensa em tê-lo no meu blog... seja muito bem vindo.
Grande abraço em todos os amigos da UEM. Deus os abençoe, muito!