“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

'Holanda: uma história de superação'

Em 2013, estive na Holanda (Nederland ou países baixos), com minha irmã Carmen Silvia e algumas amigas. Experiência fabulosa! 
É verdade que as viagens ficam caras, são estressantes e rápidas. No entanto, são inesquecíveis, marcantes... Momentos intensos que ficam tatuados em nossa memória de modo indelével. Vale, e muito, cada centavo gasto e sou muita grata a Deus por estas oportunidades!
A história da Holanda e de sua superação nos impressionou.

          Seu turismo é abundante, especialmente pela sua paisagem, história, cultura exótica (em alguns aspectos), produção exuberante de tulipas e souvenirs como tamancos de madeira, bonecas de pano com roupas típicas da Holanda, queijos e cerâmicas. 

Fomos em maio e nos deparamos com uma paisagem linda, marcada por fazendas planas e bem cuidadas, com casas charmosas circundadas por belos jardins, pastos verdes, vacas holandesas (de fato e de verdade) e carneiros pastando.  Ao longo e beirando as estradas, grande quantidade de moinhos de vento, ciclovias e canais de água.
http://www.europa-mapas.com/holanda.htm
Dados interessantes da Holanda:
Localiza-se na Europa Ocidental sendo banhada ao norte e oeste pelo Mar do Norte. É dividida pelos Rios Reno, Waal e Maas. O país é percorrido por canais sendo o transporte fluvial de grande importância em sua economia. Ao sul, faz fronteira com a Bélgica e ao leste, com a Alemanha. Sua capital é Amsterdã e a sede do governo localiza-se em Haia.
Trata-se de uma monarquia constitucional parlamentar democrática. O monarca é considerado o Chefe do Estado. 
O governo holandês oferece ajuda mensal para cada criança/jovem até que completem 18 anos, para creche, compra de material escolar e também para colaborar com os passeios das férias de verão.

Apresenta alto Índice de Desenvolvimento Humano e tem sido referência pela sua assistência social (áreas de educação, saúde e segurança). 
Possui cerca de 17 milhões de habitantes, com baixa taxa de fertilidade (1.8 filhos por mulher) e com alta expectativa de vida (85 e 79 anos para mulheres e homens, respectivamente). 
País com muitos registros históricos marcantes, desde a época da pré-história, romana e idade média. Estabeleceram colônias em diferentes partes do mundo, inclusive no nordeste brasileiro.

Graças a sua capacidade de negociar conseguiram manter-se  neutros na primeira guerra mundial. Entretanto, na segunda guerra mundial, foram invadidos, em 1940, pelos alemães nazistas e mais de 100 mil judeus holandeses foram levados para os campos de concentração na Alemanha.     
Corrie ten Boom, uma holandesa cristã, retrata o seu sofrimento e a morte de entes queridos por esconderem judeus em sua casa, no comovente livro: 'O Refúgio Secreto' (recomenda muito sua leitura).

Ao lado, a casa em Amsterdam onde, provavelmente, Anne Frank escreveu seu famoso diário 'O Diário de Anne Frank', enquanto se escondia da perseguição dos judeus, juntamente com sua família, durante a segunda guerra mundial.
Originalmente, a Holanda é uma região extremamente plana (sem montanhas), pequena em sua área e com a maior parte de sua extensão mergulhada na água por estar abaixo do nível do mar. A pequena área disponível para agricultura e as freqüentes enchentes dificultaram sobremaneira a vida dos holandeses. Somado a isto, esta região é caracterizada por ventos intensos e desconfortáveis.
O que fazer? Lastimar? Abandonar 'o barco'?
Não foi assim que fizeram. Pessoas de coragem e dedicação, não se curvaram perante as dificuldades do seu país. 
Usaram a energia do vento (eólica) a seu favor, para o funcionamento das bombas hidráulicas que drenam e canalizam a água, liberando terras para agropecuária. O vento ainda move seus moinhos que trituram os cereais para elaboração de alimentos e também é usado na geração de energia elétrica.
Cerca de 30% de sua área localiza-se abaixo do nível do mar e mais da metade fica a menos de 1 metro acima do nível do mar. A recuperação das terras se deu por um sistema de pôlderes (drenagem de terras alagadas, situados abaixo do nível do mar) e diques, altamente sofisticados.
A mecanização primorosa faz deste país o terceiro maior exportador agrícola, perdendo somente para os Estados Unidos e França, lucrando cerca de 55 bilhões de dólares/ano, especialmente na venda de flores, bulbos recém-colhidos, tomate, maçã. Seu porto, Roterdã, é o maior da Europa. 
São responsáveis por 60% da produção mundial de flores e plantas ornamentais. Flores que nos encantam... Apresentam forte economia nas áreas da pesca, comércio, metalúrgica, produtos químicos, bancos, refinaria de petróleo, gás natural, turismo. 

  Tiveram problemas? Sim, muitos e imensos! Em 1953, houve o rompimento de diques quando milhares de pessoas morreram... mas, mesmo assim, não se renderam. Desenvolveram o 'Projeto Delta', visando proteger o país de enchentes, considerado como uma das sete maravilhas do mundo moderno. Apesar disso, devido as frequentes mudanças climáticas ainda estão sujeitos ao transbordamento dos rios e aumento do nível do mar.
Na alimentação, sobressaem as batatas (servidas com carnes e verduras), peixes (especialmente a enguia, arenque cru ou em conserva), mariscos (mexilhões) e seus queijos, especialmente o Gouda e o Edam. Preferem panquecas com manteiga e açúcar do que pão.

A Holanda possui cerca de 1,5 milhão de cabeças de vacas leiteiras, numa produção anual de mais de 12 bilhões de litros de leite e 600 mil toneladas de queijo. São mais de 20 mil fazendas com cerca de 75 vacas, por propriedade rural.

Por se tratar de uma região totalmente plana, o uso de biciletas é muito comum. 
Destaca-se ainda nas artes por ter sido berço de grandes pintores como Rembrandt, Vermeer, Van Gogh. 
Quanto a religião, menos de 20% freqüentam alguma igreja apesar de 64% se declararem cristãos. No sul, a comunidade católica é maior (18%) e ao norte (área mais desenvolvida), destaca-se o protestantismo (15%). Aos domingos, no norte do país, não assistem televisão e realizam dois cultos, de duas horas cada.
 Para abraçarem o protestantismo lutaram 80 anos com a Espanha. Quando a igreja tem galo no alto de sua torre é protestante e quando tem cruz é católica.
Suas igrejas e casas apresentam muitos detalhes e arabescos.

Nosso passeio e considerações
Chegamos no dia seguinte em que a argentina Máxima foi coroada rainha na Holanda. Primeiramente estivemos em Haia (capital), onde fica o parlamento e o Palácio da Paz.
Em Haia comemos arenque frito, delicioso. Visitamos a moradia da Dinastia Orange (Delft),  Afsluitdijk.
  Afsluitdijk (o Grande Dique): comportas que mudam a água salgada em doce. Trata-se de uma grande muralha erguida dentro do mar (pedra sobre pedra), com 32 km de extensão e 90 metros de largura. Liga o Norte da Holanda com a província de Frísia. Uma obra de engenharia espetacular, realizada para conter as águas do Mar do Norte. Sobre esta muralha hoje funciona uma grande rodovia.
 Em Haia fica a sede de diversos organismos internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas), Palácio da Paz (Corte Internacional de Justiça), Serviço Europeu de Polícia assim como todas as embaixadas. 

          Em seguida, fomos para Amsterdam, em holandês Den Haag, que fica a 60 quilômetros de distância de Haia. Cidades totalmente diferentes no estilo de vida. Enquanto Amsterdam é conhecida pela sua liberalidade, jovens desinibidos, ruas sujas, trânsito bagunçado, Haia se caracteriza pela sua limpeza, organização e sobriedade. Uma cidade tranquila, bem cuidada, sem o tumulto de Amsterdam. 

Em Amsterdam,  visitamos a bordo de um barco os seus canais de onde pudemos conhecer suas igrejas dos séculos 16 e 17 e o porto antigo da cidade. Na beira do rio vimos muitos barcos-moradia e seus moradores cozinhando, conversando.
Seus rios possuem túneis subterrâneoas para não atrapalhar o trânsito dos navios.

Passamos pelo Museu Rembrandt em homenagem a Rembrandt H. van Rijn (1609-1669), desenhista, pintor barroco e gravador. O museu fica na antiga casa que este pintor morou com sua esposa e filho e onde realizou a maior parte de sua obra.
http://spindlemagazine.com/2015/07/spindle-guide-amsterda

http://www.amsterdam.es/rembrandthuis.html













Visitamos ainda o Museu Van Gogh (pintor pós-impressionista), onde funciona uma loja que oferece muitos produtos (caros, mas irressistíveis), com estampas de sua obra: copos, sacolas, camisetas, etc. Dentre elas, 'Os girassóis', 'Noite estrelada', 'Iris". Fascinantes! Não resisti e comprei sacolas, copos e pratos com estas estampas.

Fomos numa fábrica de lapidação quando pudemos observar todas as etapas para a formação de um exuberante diamante.
Amsterdam destaca-se pela sua liberalidade quanto a prostituição, homossexualismo, uso de drogas, aborto e eutanásia. 
 Ao longo dos dois lados da avenida que ladeia o rio, existe um bairro chamado de Luz Vermelha, com bordéis onde mulheres semi-nuas se expõem em vitrines. Elas alugam as vitrinas e ali ficam, aguardando fregueses.  
Confesso que é deprimente andar por ali. As lâmpadas vermelhas mostram os locais das vitrines e as acesas onde tem prostitutas a espera de fregueses. 
Em Amsterdam, ficamos hospedados no Hotel Holiday Inn Express Sloterdijk, distante do centro, isolado, porém próximo à estação de trem.
Estivemos ainda em Voledam (cerca de 20 km de Amsterdam), pequeno povoado de pescadores, às margens do Lago Markemeer (com bancos de madeira irressistíveis para uma tarde de lazer), com muitas casas de madeira coloridas. Em outra área, casas iguais, diferenciadas pelas suas portas (detalhes impressos nas madeiras). 
Fomos para Marken, primeira em produção de leite da Holanda. Fica situada em uma ilha ligada ao continente por dique, onde estivemos numa fábrica de queijo holandês onde provamos queijo de cabra, vaca e ovelha.
Como toda Europa, a chegada da primavera veste os campos de verde intenso e muitas flores.
       
No dia 02 de maio de 2013, visitamos a exposição de tulipas em Keukenhof (tradução: 'horta da cozinha'). Batizada com este nome no século 15 por se tratar de uma área utilizada para caça e também para produção de hortaliças que serviam a cozinha do castelo van Beieren. Hoje continua com o mesmo nome, mas é conhecida também, desde 1949, como 'O Parque holandês das tulipas'. 
Fica em Lisse (30 km de Amsterdam). Trata-se de 32 hectares de plantio de flores, com 7 milhões de flores, especialmente tulipas, além de jacintos, orquídeas, lírios, cravos e narcisos. Trata-se de um parque de exposição divididos em áreas temáticas com diferenças nas cores das tulipas e arranjo onde os produtores expõem uma mostra de sua produção. 
São 7 semanas de exposição (21/03 a 17/05/2013). Chegamos exatamente nos dias em que a maioria das tulipas estava aberta. Foi uma benção! Geralmente, o início de abril é o período considerado mais adequado para visitação. Entretanto, em 2013, a primavera atrasou, para nossa alegria. No parque encontramos esculturas, pavilhões, uma mini fazenda com exposições, lagos, um moinho típico holandês (antigo) onde podemos subir e apreciar a vista do alto. Fascinante! Cada ano a exposição homenageia um país. Em 2013 foi o Reino Unido.

O plantio dos bulbos ocorre em outubro. Então elas são cobertas com palha e descobertas em janeiro. É necessário que sofram um frio intenso para que despertem e abram em abril/maio.

Refletindo...
As intempéries, os ventos e as enchentes abalaram de tal modo os holandeses que os forçaram a se unir em prol da construção de um país que, de maneira geral, se destaca hoje, pela qualidade de vida. 
É verdade! Assim como o frio desperta a beleza das tulipas, as lutas, se bem administradas por um povo, podem mudar sua história e o futuro dos seus descendentes.
Vamos orar e pedir que a crise terrível que abala hoje o nosso país, acorde o patriotismo do nosso povo para uma nova história. Não nos faltam recursos e oportunidades e sim, disposição, união e valores cristãos que precisam, urgentemente, serem resgatados.
No mês passado (07/09) comemoramos o aniversário da Independência do Brasil... temos que vigiar para que esta conquista não se perca ao longo dos séculos, especialmente como resultado de homens desprezíveis e gananciosos.

          Parafraseando Martin Luther King (1963): 'Eu tenho um sonho... Sonho de ver o Brasil sair da lama da corrupção, do jeitinho (não criativo e sim malévolo) brasileiro de considerar virtude o 'levar vantagem em tudo' e partir para uma nova época onde reine o altruísmo, o amor cristão, a dignidade sob a luz da Palavra de Deus: 
"Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, 
e o povo que Ele escolheu para Sua herança" (Sl 33.12) 

O que posso fazer em prol do meu amado país, chamado Brasil?
Vamos orar, refletir. Vamos sonhar...

Um comentário:

Elaine Scazzuso disse...

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