“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

'Domínio Próprio'

Aprendendo com os gatos domésticos (Felis silvestris catus)
Texto Bíblico: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu... tempo de estar calado e tempo de falar...” (Ec 3.1)

            Fico encantada observando o jeito e os trejeitos singulares de um gatinho. É irresistível a sua independência, sua curiosidade, a graciosidade de seus movimentos. Se, por um lado, aprecia companhia, por outro não admite a falta de liberdade. Sabe exatamente aonde quer ir, ficar, o que comer. Expressam com clareza suas emoções seja prazer, fome, irritação, medo com sons específicos, movimentos do corpo, eriçamento dos pêlos. Quando felizes, amolecem o corpo e ronronam. 
       Estudos mostraram que a presença de gatinhos auxilia no tratamento de pacientes depressivos e também na redução de problemas cardiovasculares.
Pipoca: nossa charmosa gatinha.
            Limpam seu pêlo com a língua e, cuidadosamente, escondem seus dejetos com terra. Demonstram admirável noção espacial, girando o corpo e aterrissando em pé durante uma queda, usando com maestria o rabo pra se equilibrarem. 
           Prudentes e desconfiados, observam atentamente antes de tomar uma direção ou mesmo se achegar perto de estranhos. Cada novidade é identificada, observada, cheirada, tocada e, se possível, dominada.
            
Durante décadas valorizou-se o quociente de inteligência (QI) do homem, índice resultante de testes que analisam a capacidade cognitiva. Entretanto, nas últimas décadas tem se enfatizado o conceito de inteligência emocional (Goleman, 1995) que considera a capacidade de entender e saber lidar com as suas próprias emoções (domínio próprio); sentimentos do próximo e também com o inesperado.
  
Lembro-me que, ao participar de algumas comissões na universidade, aprendi muito com um colega. Diante de assuntos controversos ele ouvia atentamente os argumentos e aguardava com paciência. Finalmente, se manifestava. Então, todos se calavam e a ordem era estabelecida. Considerando os diferentes argumentos e construindo uma visão global dos prós e dos contras, dos sentimentos e das necessidades do grupo e do tema, ele se posicionava com sabedoria. Uma pessoa que sabia exercitar a liderança, incentivar o grupo e ajudar a reduzir os conflitos.

Com tudo isso aprendo a não me precipitar em conclusões, julgamentos e a praticar o domínio próprio. Aprendo que devo avaliar o ambiente, as condições, as pretensões do outro, antes de me posicionar. Devo ainda estabelecer os meus limites e, quando cair, devo cair de pé, pronto para prosseguir. 
Difícil não é mesmo? Mas não estamos sozinhos. Domínio próprio é um atributo do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22-23), concedido a todos os que crêem e, sem dúvida, é uma qualidade essencial para a convivência diária. Quem buscar praticá-lo nos seus relacionamentos evitará conflitos e poderá gozar de uma vida de qualidade.

Para Refletir: Tenho buscado conhecer e praticar o fruto do Espírito Santo? Tenho exercitado domínio próprio e evitado confrontos? Tenho estabelecido limites baseados na Palavra de Deus e não negociado seus valores?

Oração: “Pai de amor, obrigado porque quando recebi Jesus como meu Salvador pessoal, tornei-me moradia do Espírito Santo que tem me ensinado amor, alegria, perdão, domínio próprio... Peço perdão pelas vezes que tenho, por rebeldia, me precipitado e desobedecido. Que o Seu Espírito tenha liberdade de atuar em minha vida de modo que eu cresça em santidade e graça diante da Sua presença e dos homens. Amém!”


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

'O gene egoísta'

Altruísmo: Aprendendo com as formigas (Atta spp)
Texto Bíblico: “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1 Pe 1.22-23)

        As formigas, admiradas pela sua união, trabalho incansável e previdência, armazenam alimento para épocas de escassez. Apesar de sua pequenez e de serem, muitas vezes rotuladas, injustamente, como símbolo de insignificância ('Não faço mal a uma formiga...'), muito nos ensinam:  
        
1. A aparência externa nem sempre revela a realidade, as reais intenções. 
          Muitos acreditam que elas se alimentam de folhas e, no entanto, o seu alimento preferido são os fungos cultivados sobre estas folhas trituradas. 
2. Sempre é hora de recomeçar. 
            Quando um formigueiro é destruído, rapidamente, elas iniciam um novo. São capazes de construir formigueiros que são admiráveis obras de engenharia com túneis extensos e câmaras diferentes de acordo com sua função (berçário e estocagem de alimentos), num emaranhado complexo e eficiente. 
           Assim deve ser, se não estabelecermos alvos e perseverarmos neles, ficaremos à deriva, mesmo que o vento sopre a favor.

3. Relacionamentos resultam da comunicação e altruísmo.
         Quando estão nos carreiros (trilhas) e encontram companheiras param, trocam um “cheirinho” pelas antenas e, nesta troca de odores, informam a localização de fontes de alimento e as condições do estado de nutrição da outra. Se preciso, a que está com o papo cheio regurgita, doando alimento para a parceira. 
    Ah, como precisamos aprender a trocar idéias, possibilidades, a sermos generosos com os colegas de jornada: 
             "Se quiser ir rápido, vá sozinho. 
Se quiser ir longe, vá em grupo" (Provérbio africano)

          Quem semeia, colhe. Um dos pesquisadores mais produtivos que eu conheci não tinha receio de competição. Distribuía idéias para pesquisas, compartilhava resultados e publicava muito.
             Quem retém, míngua.  Quem só ajunta e não espalha fica estagnado, como água parada. Quem não é fonte e não flui, é poço de armazenamento e, como tal, sujeito a contaminações (porque não se renova) e, finalmente, torna-se um grande candidato a extinção.

            Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, autor do “O gene egoísta” relata que somos reféns dos nossos genes. Segundo ele, os genes nos controlam e nos obrigam a negociar, o que for preciso, a fim de multiplicá-los para próximas gerações. Segundo William Hamilton não existe altruísmo na natureza. Os insetos sociais se sacrificariam pelo ninho para que os seus próprios genes, presentes em suas irmãs, possam sobreviver.
          
          Entretanto, para o ser humano e, até mesmo, para muitos animais*, percebemos que não é bem assim. A história mostra que muitos homens e mulheres têm sacrificado suas vidas em prol de pessoas desconhecidas:
            David Livingstone (1813-1873), missionário médico escocês, foi para África e se dedicou ao povo africano. Cuidou de enfermos, combateu tenazmente o tráfico de escravos e contribuiu para o conhecimento dos recursos ambientais da África. Encontrado por jornalistas, magro, enfraquecido pela malária, não aceitou retornar à Inglaterra. Morreu ajoelhado, ao lado de sua cama, orando. O seu coração foi enterrado sob uma árvore, em solo africano e o seu corpo levado para Londres, onde foi sepultado na Abadia de Westminster. 
        Interessante relatar que a história conta que, anos depois, missionários voltaram para África e, ao falarem de Jesus e do seu imenso amor, ficaram surpresos quando os nativos disseram que tinham conhecido Jesus e que Ele tinha vivido entre eles. Referiam-se a Livingstone. Confundido com o próprio Cristo. Isto é ser de fato cristão.

         É bom ressaltar ainda que o verdadeiro altruísta se doa com amor, sem lamentar as perdas, o cansaço, o desgaste, enfim, sem divulgar. A sua mão esquerda desconhece o que faz a direita (Mt 6.3). Caridade, assistência feitas com exigências e alardes deixam de ser altruísmo e se tornam mero exibicionismo.

Para Refletir: Temos sido altruístas ou exibidos no nosso dia a dia? Temos lutado para que a nossa vizinhança, nossa cidade, nosso país seja melhor ou temos sido coniventes com padrões éticos e morais corrompidos?


Oração: “Senhor, ensina-me a ser imitador de Jesus Cristo. Tira o egoísmo do meu coração e faz de mim uma pessoa amorosa, disponível, altruísta. Em Jesus, amém!”

http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/03/reservatorio-ou-canal-de-bencao.html

sábado, 18 de janeiro de 2014

'Aniversário do meu filho Leandro (Escrito em 2013, Atualização: 2014, 2015 e 2016)'

18 de Janeiro: Aniversário do meu primogênito, Leandro! (Escrito em 2013 e atualizado em 2014, 2015 e 2016)

Existem datas que nos remetem ao passado e, como o dia de hoje, aos sonhos concretizados.
Acordei lembrando-me o tanto que eu sonhava em ter um filho em meus braços.
Confesso que o sonho de me casar era tênue.
Por ter crescido em meio a tantos disparates, não via o casamento com bons olhos. Mas, filho, como eu queria ter um!
Olho para minha vida e vejo como Deus tratou comigo.
Hoje, sou ferrenha defensora do casamento (sob a orientação de Deus) e desfruto de um marido e três  filhos extraordinários (uma nora adotada no coração).
Três meses após o meu casamento, o que eu gestava no coração concretizou-se: estava grávida!
Leomam construiu um berço de borboletas. Quanta alegria e ansiedade!

17 de Janeiro de 1987: faltavam 15 dias pro Leandro nascer, segundo as contas do médico. Neste dia, das 9  às 19 horas, participei de duas bancas examinadoras de doutorado no Departamento de Genética da Faculdade de Medicina - USP (RP): Profs. Dejair Message (Universidade Federal de Viçosa) e Malcon Brandeburgo (Universidade Federal de Uberlândia).
Com papai, em Fortaleza
          O dia todo uma dorzinha me incomodava. Do Campus da USP fomos direto para o Hospital Beneficiência Portuguesa onde Leandro nasceu aos 40 minutos do dia 18 de janeiro, sob a conversa animada do médico e auxiliares sob a escalação do time da Copa do Mundo, a ser realizada no México. Se Telê Santana tivesse ouvido, o resultado seria outro...


         Dois dias depois, ao sairmos do hospital, pensei aflita: - E agora? Não vou dar conta. Como vou saber quando o Leandro tem sede, fome? Ali, pedi a Deus que ele nunca sofresse frustração. Já pensou que tolice a minha? Ainda bem que Deus filtra nossos pedidos. Essas mães... Hoje eu sei que frustrações, perdas são fundamentais para o amadurecimento.

          De lá pra cá quantas lembranças com o melhor filho que alguém poderia ter: primeiros passos, palavras;  juntando as letrinhas sozinho, na maior ansiedade para ler (hábito que conserva até hoje - ontem me disse que já leu dois livros este ano - 2014); sustos, quedas; ponte do rio que cai, casinha na árvore; muitos e preciosos amigos, brincadeiras; festas; jantares familiares à luz de velas;  muita música, aprovação no vestibular, faculdade e mestrado na USP de São Carlos, namoro e o seu casamento (05/10/2013) com a Cynthia. E, hoje, casado e profissional realizado como doutorando e professor efetivo na Universidade Federal de Uberlândia (MG).
        Louvado seja o nosso Pai por tudo que tem feito em nossas vidas. 
        Que daremos diante de tantos benefícios (Sl 116.12)? Louvarei a Deus e contarei a todo o povo sobre o amor, o zelo e a misericórdia infinita de Deus que nos alcançou, em Cristo Jesus.


"Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. 
Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo" (Sl 116)

"Senhor, quero agradecer por tudo que tens feito em minha vida. Por resgatar valores, princípios. Por tornar sonhos, realidade. Ensina-me a não somente obedecer a Sua vontade, mas a estar mais em Sua Presença. Continua, ó Pai, zelando e tratando do nosso filho Leandro e de sua família. Obrigada por eles conhecê-Lo como Senhor e Salvador pessoal. Que nunca se apartem da Sua vontade e que cumpram, em todo o tempo, ao Seu Santo e precioso propósito. Em nome de Jesus, amém".

A seguir algumas fotos pra ilustrar o quanto Deus tem preparado para aqueles que O amam.


Casa na árvore
Como são parecidos, em tudo.



Sorvete? Limão, sempre!
Enquanto curtia a chupeta, dizia: Coiacoiacoia...

Com vó Luiza, tia Carmen Silvia e priminhos.
Sempre bagunçando com a irmãzinha Deborah
Viagens: muito bom!
Rio de Janeiro: vó Luiza e tia Nega.

Niver: amigos e piscina.. tudo de bom!

Niver e fantoches: tia Maria Luiza e priminhas Renata e Moniza.
Servindo ao Senhor: família e namorada Cynthia, hoje esposa.
Casamento do Leandro e Cynthia: 05/10/2013
            Hoje, aniversário do Leandro (18/01/2016). Nosso filho casou-se, já faz quase 3 anos, com a Cynthia, moça que conhece a Deus e busca também fazer a Sua vontade. Graças a Deus por isto! Leandro está finalizando seu Doutorado na UFU onde já é professor efetivo. Deixamos a seguinte mensagem em seu 'facebook' que expressa parte da nossa emoção e admiração: 
          Meu filho, meu tesouro, herança de Deus! Parabéns! Louvado seja Deus por mais um ano que Ele concede na sua vida. Que o nosso Pai Eterno continue abençoando e construindo sua história.                 Que você continue sendo este filho digno, amoroso - homem de Deus. Não há como agradecer ao Pai por tamanha benção que você é na nossa vida. Nós, seus pais, o abençoamos usando a benção de Jacó para José - Gn 49:22-26: Que você esteja sempre junto a Fonte (Jesus Cristo), com o arco firme e os braços ativos pelas mãos do Pastor de Israel. Que suas fronteiras se expandam, pra honra e glória do Seu Santo nome e que seja bem sucedido em tudo que fizer. Amamos e admiramos você.



Leia mais em: 
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2012/07/mensagem-ao-meu-filho-leandro-decisao.html
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/10/casamento-do-meu-filho-leandro.html

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

'Grande é a tua fidelidade!'

O que eu não posso esquecer? Aprendendo com os elefantes (Loxodonta africana)
Texto Bíblico: “Quero trazer a memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21)

Recordar... É retornar ao coração retalhos de idéias, emoções, imagens, como um filme silencioso. Há lembrança que traz dor, outras alegria, esperança. 
Porém, relembrar geralmente é bom. As experiências passadas, de diferentes tamanhos e importância, se interagem de modo dinâmico, gerando opiniões, estabelecendo prioridades, ajudando-nos a não repetirmos erros, a evitarmos situações perigosas. A lembrança faz de nós indivíduos únicos nas respostas aos desafios, às decisões. 

Os elefantes são conhecidos pela sua memória privilegiada. Eles perfazem grandes percursos em busca de alimento e água.  Conseguem relacionar locais e épocas de frutificação, retornando sempre que há abundância de alimentos. Conseguem ainda reconhecer os sons de companheiros que foram distanciados do grupo, por anos. Esta capacidade é interessante para a vida social e preservação da espécie.

Entretanto, a memória deve ser bem administrada. Ela deveria nos ensinar a apreciarmos o que realmente tem valor, a valorizarmos pessoas e não coisas.  A memória não pode ter o poder de nos paralisar, de cauterizar nossas mentes, deixando-nos frios, indiferentes a novas oportunidades, a bondade, a beleza. 
Certa mulher tirou as pilhas do relógio de parede deixando registrado o horário que o marido morreu. Muitos, como ela, gastam seu tempo nutrindo mágoas e vão arrastando, pela vida afora, entulhos pesados, doentios. Sentem-se esgotados, queimados.
Capa do livro Esgotamento Espiritual - M. Smith
Pedro, ao ouvir o galo cantar, lembrou-se do aviso de Jesus que ele O negaria e, então, chorou amargamente. O canto do galo foi o despertador de Deus para lembrar a Pedro a necessidade de voltar para o Pai. Pedro voltou e a sua vida floresceu como um renovo do Altíssimo. 
Deus usa despertadores para que desenvolvamos um coração perdoador, agradecido, coração de adorador. Deus nos desperta para reavivar nossa fé.
Deus tem usado despertadores para que mudemos o rumo de nossa vida? Quais? Quem sabe uma palavra de admoestação, ventos contrários, desertos, prejuízos?


            Jeremias, um homem que viu a aflição de perto, num momento em que tudo parecia dar errado (Lm 3) confessa a sua angústia. Sentia-se sem paz, com os ossos despedaçados, num lugar tenebroso e, mesmo assim, humano como nós, nos ensina. Ensina-nos a não nos prostrarmos diante das impossibilidades, a trazer à memória o que pode nos dar esperança. O que traz esperança ao profeta?
O amor, o zelo do Pai que não nos abandona: '... Grande é a Tua fidelidade' (v.23). Independente da nossa fidelidade, Deus continua fiel. Aleluia!
Jeremias ainda nos adverte que o nosso lamento deve ser pelos nossos pecados (v.39) e nos ensina a invocarmos o nome de Deus com humildade (v.55) e, então, ouviremos: 'Não tenha medo' (v.57). O Deus da compaixão julgará a nossa causa e remirá a nossa vida (v.58).

Quando o despertador toca, na cabeceira da nossa cama, podemos escolher o modo como enfrentaremos os desafios, ao longo do dia: medo ou confiança naqu’Ele que luta por nós. Queixumes ou gratidão porque a Sua misericórdia infinita se renovou enquanto dormíamos (v.22-23). 
          Relembrarmos o agir miraculoso de Deus, sempre presente em nossas vidas é como irmos à academia e exercitarmos o músculo da fé. Ali recebemos a alegria da esperança, visão, ousadia e orientação do Altíssimo seja para enfrentarmos as lutas fazendo o que compete a nós ou para esperarmos com fé a restauração que Deus está preparando, para o devido tempo. 

Para Refletir: O que tem povoado minha memória? O que eu preciso lembrar que já me esqueci? Tenho me esquecido do meu Deus de amor, poder e graça? Tenho lembrado de chorar pelos pecados e pedido perdão a Deus? Tenho agradecido a Deus por tudo que tem feito?

Oração: “Deus, ajuda-me a ser seletivo na minha memória. A perdoar os que me ofenderam. A reconhecer tudo de bom que o Senhor e que as pessoas têm feito por mim. Que eu traga à memória somente o que sirva para o Seu louvor e para minha edificação. Que o meu prazer esteja em fazer somente a Sua vontade. Por Jesus, amém”.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

'Quando a igreja se cala...'


"É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens" (Atos 5.29 b)

            Quando a igreja se cala...

            A Palavra de Deus nos ensina por meio das vidas de muitos líderes (Moisés, Elias, Neemias, dentre outros) que existem situações em que o servo de Deus deve reagir não somente ensinando/lembrando os valores eternos como também defendendo-os, com determinação.

            No momento delicado em que vivemos, como a igreja de Deus no Brasil tem reagido diante de tantos descalabros que não somente afrontam a família cristã como também propõem, por meio de leis, a invalidação de valores absolutos claramente expressos na Palavra de Deus?

            Muitos tem cochilado e se acomodado a tal ponto que não conseguem enxergar a avalanche que tem atingido diretamente os princípios eternos seja na forma de projetos leis, na mídia e, até mesmo, ao nosso redor.

            Buscando cultivar amizade com todos e preocupados em não desagradar ao mundo, a igreja tem se calado e até, muitos irmãos, tem questionado os que levantam a sua voz.

            O pastor Felipe Borges, num estudo muito oportuno sobre João 15.18-17, afirmou que se o cristão não tem se sentido perseguido algo está errado porque não há comunhão entre luz e trevas.

            É hora de refletir: 'será que tenho negociado valores para ser aceito ou por medo de ser questionado?'

"Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu...

Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros... porquanto não conhecem aquele que me enviou..." (Jo 15.17-24).

            Devemos amar o nosso próximo como o texto nos ensina sem, jamais, deixar a fidelidade aos ensinamentos do Pai e à nossa missão de alertar ao mundo sobre eles, para que conheçam a Deus e a Cristo Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas.

            Meu irmão, abra os jornais de hoje e reflita no que está acontecendo em nosso país, à luz das Escrituras. Será que podemos, como igreja do Senhor, nos omitirmos diante de tantos desajustes, imoralidades que, inclusive poderão se tornar leis que regerão a vida da nossa nação? Projetos sendo gestados que afrontam diretamente a Palavra de Deus e que são abomináveis aos olhos do nosso Deus e Pai?

            Será que já não passou da hora de acordarmos e retirarmos a mordaça da negligência, do conformismo, da omissão em nosso contexto diário?

            Quando a igreja se cala...

            Diante do que?

* Diante de doutrinas doentias. Se a igreja se cala, as seitas se disseminam.

* Diante dos maus feitos de nossos políticos. Se a igreja se cala, a corrupção e a falsidade se multiplicam.

* Diante de tanta imunidade à violência, ao roubo, ao suborno, à mentira em nossa sociedade. Se a igreja se cala, a brutalidade se instala e se torna ‘normal’. 

* Diante da imoralidade, dos desajustes sociais. Se a igreja se cala, a iniquidade se torna lei e ai de quem a questionar.

            O silêncio diante da iniqüidade é pecaminoso, contamina o sal, embaça a luz e dá liberdade para o avanço das trevas.

            Que Deus nos oriente, nos dê sensibilidade para enxergarmos a história como ela é. Dê-nos visão para não nos desviarmos de Seus propósitos. Dê-nos coragem e ousadia para enfrentarmos com sabedoria os desarranjos de modo a gerar justiça e não mera represália; transformação e não tumulto ou destruição; tolerância e amor ao pecador, mas jamais conivência com o pecado.

            Leia mais em 'Tolerante sim, conivente jamais': http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/04/tolerante-sim-conivente-jamais.html

Para Refletir: "O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons" (Martin Luther King)





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Li, gostei muito e compartilho a mensagem 'Agradar'. Espero que sirva para sua reflexão.

Mensagem do 'Pão Diário' (Samaritano), 2011: 'Agradar', escrita por Vanessa Weller Ribas de Juí (RS).
Em 1940, Aristides de Sousa Mendes era cônsul de Portugal em Bordeaux, na França. Um dia conheceu um rabino (judeu) que queria um visto para emigrar com sua família para Portugal. Ele avisou ao cônsul que a vida de todos os judeus estava em risco, pois o nazismo avançava. O governo português decidiu que não podiam ser concedidos vistos a refugiados sem consulta prévia.
E agora, a quem Sousa Mendes obedeceria? Ao governo de seu país, do qual era representante, ou à sua consciência?
Em 16 de junho decidiu conceder vistos sem distinção de nacionalidade, raça ou religião. "Só agindo dessa forma, seguindo a minha consciência, serei digno da minha fé de cristão", disse. Em poucos dias, estima-se que ele concedeu 30 mil vistos! Foi delatado e perdeu seu cargo. No dia 30 de junho, os nazistas chegaram àquela cidade.
Em sua defesa, Sousa Mendes disse: "Meu desejo é mais estar com Deus contra o homem do que com o homem contra Deus". Buscar a aprovação de Deus é a melhor escolha que podemos fazer, mesmo que as consequências sejam duras. Sousa Mendes e seus familiares não conseguiram emprego e foram perseguidos pelo governo. Ele morreu miserável e só foi reabilitado em seu país 34 anos depois, em 19877.
Será que ele se arrependeu de sua escolha? Conforme seu neto, Sousa Mendes viveu em paz de consciência, apesar de todas as injustiças que sofreu. No museu Yad Vashem, em Jerusalém, há uma árvore plantada em sua honra e também uma medalha com a inscrição: "Quem salva uma vida, salva a Humanidade".
http://en.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem
Jerusalém 
Quando você toma uma decisão, busca agradar a Deus, aos outros ou a você mesmo? 

Quanto vale uma consciência tranquila?
A decisão de Sousa Mendes representou o fim de sua carreira diplomática e o início de muitos problemas para sua família, mas os milhares de vistos concedidos valeram as vidas que ele pode salvar do Holocausto.


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Para refletir: Quando a igreja se cala... 'O que temos feito, como igreja de Cristo, em prol daqueles que caminham rumo a morte espiritual, rumo à morte eterna?'

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

'Ano Novo... Tudo vai ser igual?' - Paulo César Baruk

'...desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, 
corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, 
olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...' (Hb 12.1-2)

TUDO IGUAL (Paulo César Baruk)
Ano novo, vida nova.
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual.
Novas estações, outras emoções.
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual.

Se a gente não ficar numa boa,
Se ficarmos estressados à toa.
Se não nos importamos com as pessoas.
Tudo vai ser igual.
Se brigar por causa de futebol.
E falar palavrão no farol.
Se não virmos a beleza do sol,
Tudo vai ser igual.
Se o amor de Deus não for a diferença
Tudo vai ser igual
Ano novo, vida nova.
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual.
Novas estações, outras emoções.
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual.
Sem valorizar aquele amigo.
Se olhar só para o próprio umbigo.
Se não se importar com alguém ferido,
Tudo vai ser igual.
Se a gente não quiser perdoar,
Se a magoa persistir no olhar.
Se você não conseguir se casar...
Desculpa ai, era só pra rimar...
Tudo vai ser igual.
Muito amor de Deus ai na sua casa,
Vai ser muito legal.
Muito amor de Deus.
E o teu ano novo vai ser sem igual.
Pois sem o amor de Deus.
Tudo vai ser igual.
'Porque d'Ele, e por meio d'Ele, e para Ele são todas as coisas. 
A Ele, pois, a glória eternamente' (Rm 11.36)

Esta cansado, sobrecarregado?

Aceite o convite de Jesus!
Mensagem na Igreja Presbiteriana de São Joaquim da Barra (SP) no dia 26/03/13
Textos: Lucas 13:10-13 e Mateus 11.28