“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

IBGE revela crise na igreja evangélica: Ela pode acabar?


“De 2003 a 2009, 4 milhões de evangélicos decidiram
não pertencerem mais a uma igreja local”

Dias atrás postei uma reflexão intitulada: “O berro da ovelha: Por que freqüentar uma igreja”? Iniciava com a seguinte reflexão (sugiro a leitura do post completo): “Vivemos momentos de crise com relação a compromissos, especialmente no que se refere à igreja. Muitos deixaram de freqüentá-la e optaram por assistirem cultos em suas casas, seja pela televisão ou internet. Alegam que é mais confortável, escolhem os pregadores e não precisam assumir compromisso e manter relacionamentos”.

Uma pesquisa do IBGE, publicada hoje no Jornal Folha de São Paulo, mostrou que 4 milhões de pessoas, apesar de ainda se auto-intitularem evangélicas, desligaram-se do rol de membros da igreja local, no período de 2003 a 2009: “O número de evangélicos que não mantém vínculo com nenhuma igreja cresceu... o que reforça a tese da desinstitucionalização”. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/959739-sobe-total-de-evangelicos-sem-vinculos-com-igrejas.shtml).

Por quê? Cristianismo é relacionamento. Primeiro com Deus e depois com os irmãos de fé. Entretanto, vivemos um momento de crise de compromissos, vínculos, em vários âmbitos.
Por que será que o homem tem preferido ‘igrejas virtuais’, ‘amigos virtuais’?  
Será que está relacionado com o aumento do individualismo, da intolerância, do hedonismo? Ou mesmo com o medo de confrontos, julgamentos, cobranças?  Quantas pessoas, irmãozinhos nossos, que sofrem,  porque se envolveram, mergulharam na obra e se machucaram com intransigências, legalismo, traições?

Amizades (tête-à-tête, olho no olho) têm sido relegadas ao segundo plano. Com tristeza, a gente percebe que acabaram-se as cadeiras nas calçadas, as brincadeiras e as festas nas ruas.  Você é do tempo em que  a gente brincava de corda, de bola na calçada? E hoje? O que a gente presencia?

Proliferação dos ‘amigos virtuais’. Com eles, os envolvimentos mais íntimos se reduzem juntamente com os conflitos, enquanto ocorre uma banalização do significado de amizade. É constrangedor negar um pedido de amizade e assim, muitos amigos nas redes sociais são pessoas que pouco ou nada tem a ver conosco. Aparentemente, o amplo tempo gasto em frente da ‘telinha’ amplia o número de conhecidos e restringe os de amigos legítimos.

Nesta 'era virtual', não precisamos nos esforçar para mantermos relacionamentos e é cômodo porque nos torna imunes a julgamentos ou interferências no nosso modo de viver. Além disso, não precisamos chorar junto, dar o ombro ou ajudar aos que sofrem. Reduzem as necessidades de doações do nosso tempo, dinheiro ou atenção.

            Concordo plenamente com Paul Tournier: “Existem duas coisas que não podemos fazer sozinhos: casar e ser cristão”.

           Será que já não é hora de refletir e buscar mudanças? Hora de convidar amigos para um cafezinho. Hora de retornar à igreja (projeto de Deus), assumir compromisso de freqüência, de busca da santidade. 
           Assistir pregações na internet é muito bom, mas não substitui os relacionamentos, o exercício dos dons concedidos por Deus, o fazer missões, a alegria e o privilégio de presenciar irmãozinhos nascendo e crescendo na fé.

É difícil? Na igreja somos, muitas vezes, confrontados? Sim, mas nela amadurecemos nossa fé, aprendemos mansidão, humildade, tolerância, domínio próprio, a sermos imitadores de Cristo. Aprendemos a amar, a perdoar e somos impactados com a Palavra do Pai e com as trocas de experiências. 
A igreja é o ambiente propício para nos unirmos e estendermos as mãos para um mundo ferido, para cumprirmos o projeto de Deus. Não usar os dons que Deus nos concedeu e não frutificar geram sentimentos de frustração, de insatisfação.

A igreja local pode acabar? Jamais! Deus zela pela igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18). O número de membros pode até reduzir, em um dado momento, mas a igreja nunca acabará. Trata-se de um projeto de Deus e porta que Deus abre, ninguém fecha.

Você já pertenceu a uma igreja e se afastou? Sente-se frio, magoado, decepcionado? Volta... Pense como Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Retorne aos braços do Pai!

"Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque, pelos teus pecados, estás caido.
Tende convosco palavras de arrependimento e
convertei-vos ao Senhor...
Serei para Israel como orvalho;
ele florescerá como o lírio e
lançará as suas raízes como o cedro do Líbano...
Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde;
de mim procede o teu fruto" (Os 14.1-8)

Gostaria muito de receber sua opinião sobre esta postagem e sobre a reflexão: “O berro da ovelha: Por que freqüentar uma igreja”?
Agradeço desde já a sua atenção! 
Que Deus nos abençoe!

Um comentário:

Pedro Henrique disse...

Olá, querida Regina! A Paz do Senhor Jesus!

Parabéns pelo texto que, por sinal, foi bem escrito.

Infelizmente, muitos desprezam o que a Escritura ensina em Hebreus 10.25 e em outras passagens sobre o afastamento da igreja. Reconhecemos os muitos problemas que encontramos nas igrejas, mas Cristo é maior que tudo.

Desde já agradeço a visita.

Cordialmente,

PH