“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


sábado, 23 de maio de 2015

'O berro da ovelha e a revolução dos bichos'

            Tenho me lembrado freqüentemente do livro ‘A Revolução dos Bichos’, publicado pelo escritor inglês George Orwell, em 1945, como uma sátira ao regime comunista da época. 
         É considerado um dos cem melhores livros da língua inglesa pela revista norte americana ‘Times'.
            O livro conta a história de Major, um velho porco, morador da fazenda do Sr. Jones, que sonha com uma revolução contra a opressão e os maus tratos que os animais sofriam da parte dos humanos.
            Dias antes de falecer, Major revela seu sonho a todos os bichos. Dois porcos, Bola-de-Neve e Napoleão, decidem lutar por um novo regime onde imperaria justiça e igualdade.
            Com entusiasmo, todos os animais partem pra luta, cada um com suas habilidades e características representando, curiosamente, as diferentes nuances do caráter humano.
            Estabelecem os sete Mandamentos que regeriam esta nova sociedade:
1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupa.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais. 

            Entretanto, a sede do poder perturba Napoleão que expulsa Bola-de-Neve e o acusa, injustamente, de traidor. Bola-de-Neve desaparece após ser perseguido pelos cães criados e doutrinados por Napoleão.
            Napoleão estabelece uma ditadura corrupta e passa a negociar com os humanos, a morar na antiga casa do Sr. Jones, a beber e a andar sobre duas patas.
            Para se adequar, novos mandamentos são impostos, tais como: ‘Nenhum animal beberá álcool em excesso; nenhum animal matará outro animal sem motivo’ e, finalmente: ‘Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros’.
            Os bichos são submetidos a uma escravidão muito pior que a anterior. Trabalhavam mais, recebiam menores porções de rações e eram submetidos a um regime de intolerância geral a quaisquer níveis de rebeldia ou contestação. Poucos se lembravam, ainda que vagamente, da época do Sr. Jones.
            Finalmente, há uma reunião barulhenta e festiva na casa principal entre os porcos mais proeminentes e os agricultores vizinhos.
            Os animais mais corajosos, curiosos, atrevem-se a espiar pela janela, observam os discursos sendo feitos, os jogos de baralho e consideram que já não se podia identificar quem era porco e quem era homem...
Leitura interessante e agradável, vale a pena: ler: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/animaisf.pdf

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        Momentos difíceis... onde vemos corruptos e corrompidos sendo protegidos e valores morais desconsiderados.
      Quando presenciamos, muitas vezes inertes, nova linguagem de vida sendo transmitida para as novas gerações: individualismo, superstições, oficialização da imoralidade e beneficiamento de bandidos de colarinho branco.  
      Vozes que se escancararam no passado contra a repressão, hoje, convenientemente se tornaram CONIVENTES, emudeceram num corporativismo deplorável. 

         Quanta decepção!
        Assisto perplexa os desmandos do nosso país e ouso sonhar e clamar a Deus, Senhor dos impossíveis, por mudanças!

         Menção honrosa para pessoas como o ex-ministro Joaquim Barbosa, Juiz Sérgio Moro e a todos, homens e mulheres que não se renderam; que, com ousadia lutaram e tem lutado, sem esmorecer, mesmo diante de ameaças, para que a justiça seja feita!           Ficarão para a história com um memorial apreciado e aplaudido pelas futuras gerações.
        Aos reféns, aos que se renderam, aos covardes... nosso profundo pesar e lamento. Oxalá se envergonhem do triste legado, desonrosa memória que estão deixando para os seus descendentes:
"A memória do justo é abençoada, 
mas o nome dos perversos cai em podridão" (Provérbios 10.7)

         Vamos em frente! Vamos honrar e interceder, junto a Deus, pelos dirigentes e autoridades constituídas de nossa nação para que reflitam e que coisas novas aconteçam (Romanos 13.1-7).


'Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor!'



        Como o Rev. Hernandes Dias Lopes (O Brasil, o país dos contrastes) anseio ver:
 'um Brasil onde a classe política sirva o povo em vez de servir-se dele; 
um país onde os tributos sejam destinados ao bem do povo e ao progresso da nação em vez de servir para locupletar os avarentos inescrupulosos; 
um país onde a ordem e o progresso não sejam apenas distintivos do nosso pavilhão nacional, mas um ideal defendido por todos os brasileiros'.
                
POLÍTICA (Hernandes Dias Lopes)
                É grande, profunda e crônica a decepção com os políticos. Uma onda de descrédito com os políticos varre a nação. A maioria dos políticos se capitulam a um esquema de corrupção, de vantagens fáceis, de fisiologismo, nepotismo, enriquecimento ilícito, drenando as riquezas da nação, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender às necessidades sociais.
'Nunca nos esqueçamos de que a
Bíblia nos ensina a interceder,
honrar e obedecer as autoridades constituídas' (Rm 13.1-7).

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Então, vamos em frente...
'Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor!' Sim, eu creio!
Que tal começarmos, agora, um clamor pelos governantes e pelas próximas eleições, em 2018?

Leia mais em "Corando de vergonha em 3 tempos": 
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/search?q=corando+de+vergonha

quinta-feira, 21 de maio de 2015

'Pavio curto?'

Pavio Curto?
"... e vos revistais do novo homem... 

Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira...
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem... 

Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou" (Ef. 4.23-32) 

         Você tem pavio curto? Você já falou ou já ouviu alguém disser: 'Ah, eu sou assim mesmo... Escreveu, não leu, o pau comeu?' 
         O camarada tem a síndrome de Gabriela: 'Eu nasci assim e vou morrer assim... E não tem jeito, sou descendente de ..... '  
         Triste quando a pessoa se acomoda e não anseia por ser transformado!

         Feliz é o homem que suporta com paciência e perseverança a provação porque será aprovado e receberá a coroa da vida (Tg 1.12). A ira é considerada uma obra da carne e não herdará o reino de Deus quem a pratica (Gl 5.19-21). Ah, como precisamos aprender com o Pai a perdoar, a dominar a ira e jamais ser dominado por ela. 
         Jó nos ensina que é possível resistir à tentação da ira. Durante sérias provações, Jó “não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1.22).

         Pesquisas mostram que a falta de perdão e a ira descontrolada aumentam a chance de uma pessoa saudável padecer de algumas doenças como o câncer, depressão, lúpus e também de infarto.
“Deixa a ira, abandona o furor, não te impacientes,
certamente isso acabará mal” (Sl 37.8).
         Conta-se que uma menina emprestou seu brinquedo para outra. Horas depois viu seu brinquedo quebrado na calçada e, muito irada, decidiu brigar com sua amiga. A mãe ensinou: 'Lembra da lama no seu sapato, de quando eu ensinei que quando a lama seca fica bem mais fácil de limpar?Faça isto, deixe a lama da sua ira secar. Amuada, ela foi assistir televisão. Em seguida, tocaram a campainha e era sua amiga. Um menino da vizinhança tinha quebrado o brinquedo e ela tinha ido com sua mãe comprar um novo brinquedo pra substituir o quebrado... Espere a ira secar!!!
       Picuinhas, ira cultivada tem afastado grandes amigos, devastado a saúde de muitos, prejudicado a vida familiar, trazido traumas, sequelas para nós e para quem convive conosco.
“A resposta branda desvia o furor; mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1)

É possível irar sem pecar?
Sim, se o motivo for justo e não resultado de pré-conceitos, arrogância e se a manifestação da ira demonstrar domínio próprio, sem agressão física, ofensas, acusações ou ameaças. Buscar vingança ou expor limitações e o pecado do outro não são atitudes dignas de filhos de Deus. A ira é válida se o resultado for construtivo, se promover no outro mudanças benéficas, saudáveis, agradáveis a Deus.

         Quais seriam estes motivos? Injustiças sociais (contra viúvas, órfãos, deficientes), violência, promiscuidade, blasfêmias, idolatria. Hoje, lamentavelmente, temos vistos muitos cristãos, líderes, igrejas se acomodando, não reagindo a tantas desordens sociais, sanção de leis contrárias a vontade de Deus.
Por sua vez, uma pessoa fútil, desocupada costuma ser mais barulhenta, grosseira, inconveniente do que aquela que cultiva o domínio próprio. Essa sempre terá mais autoridade ao se pronunciar. É o dito antigo: ‘carroça vazia faz mais barulho que a carroça cheia’.
“Como cidade derribada, que não tem muros,
assim é o homem que não tem domínio próprio” (Pv 25.28)
          A ira é válida se for controlada e gerar justiça e não tumulto.
         A ira é válida se não for duradoura (Ef 4.26). É necessário enfrentar com amor, 'retirando os tijolos das barreiras que se erguem antes do cimento secar'.
         O cultivo de raízes de amargura faz com que as pessoas se angustiem, percam a alegria de viver (1 Sm 18.8-11). Devemos nos afastar de pessoas que julgam precipitadamente, que com violência acusam, ameaçam e destroem a paz, levando a maldição por onde andam (Sl 1; Pv 14.7, 16.29, 22.24-25).

         Moisés, um homem considerado manso (Nu 12.3), revoltou-se ao descer o Monte Sinai e ver o povo corrompido, adorando um bezerro de ouro (Ex 32.1-10).

         Ser tardio para irar é sabedoria. Conta-se que certo imperador tratou de um grupo de rebeldes com mansidão e respeito. Eles se arrependeram e se retrataram. Um dos seus generais considerou uma covardia, que este grupo deveria ser punido. O imperador respondeu: ‘Devo punir os meus inimigos e não estou vendo nenhum aqui’.
"Quem é sábio e tem entendimento entre vocês?
Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria" (Tiago 3.13)

Que Deus nos ajude a sermos tardios para julgar, falar e irar de modo a sermos temperantes, agradando o Seu Santo Espírito que em nos habita.
'... E se perder o chão, dance sem sapatos' ... (Deborah)
"Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. 
No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, 
para que o adversário seja envergonhado, 
não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito" (Tt 2.7-8).