“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


terça-feira, 15 de maio de 2012

"Chega de rodear montanhas, tome um norte!"

    Você já passou por momentos em que sonha com mudanças e as coisas parecem estagnadas? Você faz, faz, faz e parece não sair do lugar?
       Certa feita, os israelitas estavam com Moisés no deserto e, por muito tempo, caminharam sem direção pela região montanhosa de Edom. Então, o Senhor disse a Moisés: “Tendes já rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte" (Dt 2.3).
Moisés e o povo obedeceram e desfrutaram de vitórias e muitas conquistas. Não havia portões, muros reforçados que subsistisse a eles e Deus, de modo grandioso, conduziu o povo até a terra prometida.
     Será que, muitas vezes, não ficamos rodeando montanhas, sem rumo certo? 
     Será que já passou da hora de darmos um novo rumo, um novo norte em nossa vida? 
       Há momentos de permanecer e há momentos de marchar. 
       Então, quando rodeamos montanhas?

1.   Rodeamos montanhas quando ainda é tempo de permanecer e somos dominados por uma inquietude estéril.
Seja onde e como estivermos, se ainda não recebemos de Deus o sinal para avançarmos, devemos permanecer aonde estamos, florescendo e frutificando, sem ansiedade inútil.
José poderia ter fugido do Egito quando era ainda escravo ou ter ficado inativo, esperando o livramento. Ao invés disso, José floresceu e fez o melhor possível com as insignificantes oportunidades que surgiram. Tornou-se o melhor escravo de Potifar, o melhor preso da cadeia para onde é levado injustamente e um companheiro atento aos sonhos dos colegas de infortúnio (Gn 39).

Visitamos um sítio e a esposa do caseiro disse: “Ah, faz cinco anos que este sítio está à venda. Não dá pra fazer uma horta, nem plantar nada porque estamos sempre esperando ir embora”. Lamentável! Se estes caseiros fizessem uma horta, organizasse um pomar, arrumasse o sítio incluindo a casa em que moravam poderiam não só ter contribuído para a sua venda como também seriam disputados para morarem e trabalharem, em melhores condições.
       Mesmo que eu não possa desfrutar dos frutos, não devo ser mesquinho, deixar de semear. Em todo tempo, em todo lugar, vamos semear com generosidade. O generoso é abençoado com livramento, proteção, alegria, conforto nas adversidades (Salmo 41.1-3).

2.   Rodeamos montanhas quando temos uma vida pobre de oração e, por falta de sintonia com o Pai, não enxergamos as oportunidades.
Deus suspira: Ah! Se o meu povo me escutasse; se Israel andasse nos meus caminhos! Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo... Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha” (Salmo 81.14-16).
       Falamos muito para Deus e pouco com Deus. Não damos tempo para que Ele fale conosco. Teimamos em rodear montanhas, inutilmente, e reclamamos que as mudanças não vêm. Como perdemos em não ouvir, meditar em Sua orientação, em Suas promessas...

3.   Rodeamos montanhas por comodismo, preguiça ou medo de abandonarmos a zona de conforto.
Há momentos em que tudo converge pra gente avançar e nos recusamos a obedecer. A sunamita, obedecendo o profeta Eliseu, saiu da terra, de junto do povo que amava tanto e ficou sete anos em terra estranha, terra dos filisteus que sempre foram inimigos do seu povo. No final de sete anos, Deus a abençoou devolvendo tudo que tinha deixado pra trás incluindo a renda de suas propriedades (2 Reis 4 e 8).
Muitos se conformam a uma vida de derrotas, massificada dizendo: “Todo mundo faz assim”. Outros, emburrados, refugiam-se em cavernas e se recusam a buscar novos rumos. Vivem mediocremente, sem perspectivas, sem alegria.
Muitos dão desculpas do seu fracasso alegando falta de oportunidade, culpam a Deus, a outros e as circunstâncias. O resultado é uma vida infrutífera ou com frutos bichados, contaminados por ranço, amargura.

4.   Rodeamos montanhas por soberba, rebeldia, por acharmos que sabemos como deve ser.
Deus sopra ventos de mudanças ao nosso coração por meio de Sua Palavra, de Seus profetas, das portas abertas. É possível reagir, estudar, prestar concursos, mudar nosso temperamento, o modo de agir, falar. Reconhecer nosso pecado, pedir perdão, perdoar nossos devedores.
Deus determina ordens explícitas e como Jonas, desobedecemos. As conseqüências nos sobrevêm e perdemos a oportunidade de sermos agentes de transformação num mundo carente de referenciais eternos.

Para refletir:
”Ó Deus, creio nas Suas promessas e anseio por desfrutar do melhor desta terra. Entretanto, tenho consciência de que isto só será possível dentro da Sua vontade. Ensina-me Senhor a não me desgastar num ativismo estéril. Ensina-me a florescer, frutificar onde estiver; avançando com rumo certo e no devido tempo sem me acomodar, sem medo ou preguiça. Quero agradá-Lo com o meu viver. Em nome de Jesus, amém!”

E que tudo seja pra Sua honra e glória porque 
somente em Sua Presença e pelo Seu querer, respiro, me movo, existo”. 
SOLI DEO GLORIA!

Um comentário:

Igreja Presbiteriana de Monte Alto disse...

Olá minha irmã, estamos seguindo seu blog e colocamos o link do seu blog no da nossa igreja, que Deus continue abençoa-la cada dia mais...
Deus abençoe grandemente!!!