“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

IBGE revela crise na igreja evangélica: Ela pode acabar?


“De 2003 a 2009, 4 milhões de evangélicos decidiram
não pertencerem mais a uma igreja local”

Dias atrás postei uma reflexão intitulada: “O berro da ovelha: Por que freqüentar uma igreja”? Iniciava com a seguinte reflexão (sugiro a leitura do post completo): “Vivemos momentos de crise com relação a compromissos, especialmente no que se refere à igreja. Muitos deixaram de freqüentá-la e optaram por assistirem cultos em suas casas, seja pela televisão ou internet. Alegam que é mais confortável, escolhem os pregadores e não precisam assumir compromisso e manter relacionamentos”.

Uma pesquisa do IBGE, publicada hoje no Jornal Folha de São Paulo, mostrou que 4 milhões de pessoas, apesar de ainda se auto-intitularem evangélicas, desligaram-se do rol de membros da igreja local, no período de 2003 a 2009: “O número de evangélicos que não mantém vínculo com nenhuma igreja cresceu... o que reforça a tese da desinstitucionalização”. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/959739-sobe-total-de-evangelicos-sem-vinculos-com-igrejas.shtml).

Por quê? Cristianismo é relacionamento. Primeiro com Deus e depois com os irmãos de fé. Entretanto, vivemos um momento de crise de compromissos, vínculos, em vários âmbitos.
Por que será que o homem tem preferido ‘igrejas virtuais’, ‘amigos virtuais’?  
Será que está relacionado com o aumento do individualismo, da intolerância, do hedonismo? Ou mesmo com o medo de confrontos, julgamentos, cobranças?  Quantas pessoas, irmãozinhos nossos, que sofrem,  porque se envolveram, mergulharam na obra e se machucaram com intransigências, legalismo, traições?

Amizades (tête-à-tête, olho no olho) têm sido relegadas ao segundo plano. Com tristeza, a gente percebe que acabaram-se as cadeiras nas calçadas, as brincadeiras e as festas nas ruas.  Você é do tempo em que  a gente brincava de corda, de bola na calçada? E hoje? O que a gente presencia?

Proliferação dos ‘amigos virtuais’. Com eles, os envolvimentos mais íntimos se reduzem juntamente com os conflitos, enquanto ocorre uma banalização do significado de amizade. É constrangedor negar um pedido de amizade e assim, muitos amigos nas redes sociais são pessoas que pouco ou nada tem a ver conosco. Aparentemente, o amplo tempo gasto em frente da ‘telinha’ amplia o número de conhecidos e restringe os de amigos legítimos.

Nesta 'era virtual', não precisamos nos esforçar para mantermos relacionamentos e é cômodo porque nos torna imunes a julgamentos ou interferências no nosso modo de viver. Além disso, não precisamos chorar junto, dar o ombro ou ajudar aos que sofrem. Reduzem as necessidades de doações do nosso tempo, dinheiro ou atenção.

            Concordo plenamente com Paul Tournier: “Existem duas coisas que não podemos fazer sozinhos: casar e ser cristão”.

           Será que já não é hora de refletir e buscar mudanças? Hora de convidar amigos para um cafezinho. Hora de retornar à igreja (projeto de Deus), assumir compromisso de freqüência, de busca da santidade. 
           Assistir pregações na internet é muito bom, mas não substitui os relacionamentos, o exercício dos dons concedidos por Deus, o fazer missões, a alegria e o privilégio de presenciar irmãozinhos nascendo e crescendo na fé.

É difícil? Na igreja somos, muitas vezes, confrontados? Sim, mas nela amadurecemos nossa fé, aprendemos mansidão, humildade, tolerância, domínio próprio, a sermos imitadores de Cristo. Aprendemos a amar, a perdoar e somos impactados com a Palavra do Pai e com as trocas de experiências. 
A igreja é o ambiente propício para nos unirmos e estendermos as mãos para um mundo ferido, para cumprirmos o projeto de Deus. Não usar os dons que Deus nos concedeu e não frutificar geram sentimentos de frustração, de insatisfação.

A igreja local pode acabar? Jamais! Deus zela pela igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18). O número de membros pode até reduzir, em um dado momento, mas a igreja nunca acabará. Trata-se de um projeto de Deus e porta que Deus abre, ninguém fecha.

Você já pertenceu a uma igreja e se afastou? Sente-se frio, magoado, decepcionado? Volta... Pense como Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Retorne aos braços do Pai!

"Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque, pelos teus pecados, estás caido.
Tende convosco palavras de arrependimento e
convertei-vos ao Senhor...
Serei para Israel como orvalho;
ele florescerá como o lírio e
lançará as suas raízes como o cedro do Líbano...
Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde;
de mim procede o teu fruto" (Os 14.1-8)

Gostaria muito de receber sua opinião sobre esta postagem e sobre a reflexão: “O berro da ovelha: Por que freqüentar uma igreja”?
Agradeço desde já a sua atenção! 
Que Deus nos abençoe!

Dez Características de um Pastor Segundo o Coração de Deus - Pastor Silmar Coelho

“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência” (Jeremias 3.15).

1 . Autoentrega. "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10.11). O apóstolo Paulo nos dá um exemplo de como se age com pessoas, mesmo cheio de problemas - e até fazendo oposição ao ministério, como foi o caso dos coríntios. A eles Paulo escreveu: "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado?" (II Coríntios 12.15).

2 .
Preocupação com a restauração de cada um individualmente.
"Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa para ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou? E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta, do que pelas noventa e nove, que não se extraviaram. Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos" (Mateus 18.12-14).

3.
O pastor segundo o coração de Deus sempre ha de se considerar um servo, dando toda a honra a Cristo Jesus.

4.
Não age como dominador sobre o rebanho, antes serve como um exemplo: "Nem como dominador dos que te foram confiados, antes te torna modelo do rebanho” (I Pedro 5.3).

5.
Busca ao Senhor para saber a sua vontade: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscam ao Senhor; por isso não prosperam, e todos os seus rebanhos se acham dispersos” (Jeremias 10.21).

6. Não apascenta a si mesmo: "Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores que apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos de lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas" (Ezequiel 34.2-3).

7. Apascenta as ovelhas: "A fraca fortalece, a doente cura, a quebrada não liga, a desgarrada torna a trazer e a perdida busca” (Ezequiel 34.4). Visita e não deixa os fracos na sua fraqueza, e os feridos recupera. Vai atrás dos que estão se afastando. Mesmo muito ocupado, sempre acha tempo para atender aos que necessitam de cuidado. Pastoreia os que o amam e nunca

8. Não exerce domínio sobre o rebanho: "Mas dominais sobre elas com rigor e esquece que também é pastor das ovelhas que lhe são contrárias. dureza" Ezequiel 34:4b. Sabe que não é dono, mas pastor das ovelhas de Cristo. "Não como dominadores sobre o rebanho..." (I Pedro 5.3).

9.
Não quer ter a primazia: "Escrevi alguma coisa à Igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida" (III João 9). Pratica a liderança servidora (II Coríntios 4.5). Não é obstinado pelo poder (III João 9).

10. Dá acolhida na igreja a pessoas que não o apoiam III João 9b.

"As minhas ovelhas se espalham, por não haver pastor, e se tomaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes, e por todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure, ou quem as busque"

Extraído do site do pastor Silmar Coelho: http://www.silmarcoelho.com.br/artigos/153-dez-caracteristicas-de-um-pastor-segundo-o-coracao-de-deus.html

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que uma gata pode me ensinar???

PIPOCA (Gatinha pula-pula)
Deborah Nogueira Couto



Um dia, fomos adotados por uma gata. Eu estava estudando na sala quando ouvi um miado – “Mainhêe, a senhora esqueceu de desligar o gato!”...O GATO!? Nós não tínhamos um gato! E lá estava a substância felpuda se enrolando em nossos pés. Foi amor a primeira vista! Logo estaria a pequena felina em minha jugular em uma de suas diversas tentativas de me exterminar. Sim, a gata era nervosa... beirando a loucura.

Uma das minhas teorias sobre suas psicoses era que o rabo a deixava atordoada. Ele tinha vida própria. Era incrível como ele continuava se mexendo mesmo enquanto a gatinha dormia. Pensando bem, no lugar dela eu não ficaria satisfeita caso possuísse um apêndice hiperativo. Mas, o tempo passou e o rabo aquietou-se. Entretanto, a Pipoca (o nome da gata era condizente com seu estado de alucinação) continuava hostil. 

Dentre suas diversas peculiaridades, poderia salientar o fato de que, diferentemente dos outros gatos, a Pipoca passava longe do que chamaríamos de “auto-limpante”. A preguiça parecia tão determinante em seus banhos, que após duas ou três lambidas uma imensa fadiga muscular parecia impulsioná-la ao sono, então ela preferia não se dar ao trabalho. Com isso, foi-se formando um ninho de mafagafos nas suas costas, que depois de um tempo foi heroicamente retirado em um pet shop. Foi quando achei minha bicicleta. A Pipoca tinha guardado lá. Ok, não chegava a tal ponto. Só tentei dimensionar.

A Pipoca não comia ração, não gostava de colo, abominava seres humanos e qualquer forma de carinho, gostava de ficar em posição budista e miava de uma forma indescritivelmente estranha. Por tudo isso, eu carinhosamente a apelidei de “Pipocossaura”. 

Além disso, era o terror dos pássaros! E você pode estar pensando: Enfim, algo normal a todos os felinos. Mas devo frustrar-lhe, dizendo que a atitude dela diante dos pássaros era desesperadora. O primeiro passo constava em observá-los com um semblante hipnotizado, fazendo um ruído semelhante ao de uma porta sem óleo. Caso o passarinho caísse no chão, a segunda fase permanecia à base de observação! Sim, a gata de rabo hiperativo, descomunalmente, era hipoativa nesses momentos. Entretanto, devo mencionar, não sem dor, que ela dava pequenos tapinhas no voador, para certificar-se que ele estava se mexendo, o que aparentemente lhe causava extrema satisfação. Qualquer pássaro preferiria uma morte digna no lugar dessa lenga lenga.

Mas não estou aqui para falar mal da gata. Pelo contrário! Escrevi o texto no passado, porque ela mudou muito. Ela já não me ataca com tanta freqüência, portanto parei de usar escudo e de andar armada; além disso, contanto que não a contrariemos, ela permanece no colo por alguns segundos e, ainda, começou a comer requeijão, ao invés de comer só ração. Outra coisa: sua atual obesidade não permite que ela faça exercícios extenuantes, como por exemplo: dar dois passos, sem tirar uma soneca. Isso é o esperado dos gatos normais independentemente do índice de massa corporal.

Diante disso tudo, concluo que os animaizinhos têm personalidade única e podem também mudar com o tempo. Após uma seqüência que tivemos de felinos de todas as tribos, vejo que cada um é peculiar e conquistou nossa família de um jeito. A Pipoca, por exemplo, nos conquistou porque a gente sabe que ninguém mais agüentaria conviver com ela... Isso a torna interessante, misteriosa e... eventualmente, chata! Mas o que é o eventual diante do todo? E, ao todo, ela é peluda, fofinha, engraçada, cheia de frescuras e... chata. De novo!? Mas sabe o que é mais legal: ela nos adotou!

E, além disso, ela nos ensina que dá pra mudar mesmo sendo o ser mais cabeça dura do universo e isso sim é um feito notável. Obrigada, Pipoca! 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Dignidade nas aflições!"

“Dignidade nas aflições!” – Uma história real!
TEXTO BIBLICO: 1 Samuel 25.1-38                  
Davi vivia um momento difícil. Samuel, que ungira Davi como futuro rei de Israel, tinha morrido e Davi, ameaçado de morte pelo Rei Saul, foge, com todo o povo que vivia com ele (600 homens e familiares), para o deserto de Parã.
Naquela região vivia um homem rico, Nabal, de uma tribo amiga de Judá. Era época de festa, momento em que os pobres eram ajudados. Davi manda pedir apoio já que, tempos atrás, tinha socorrido os servos deste homem.

Nabal, homem duro e maligno desdenha Davi, que decide atacá-lo. Um dos empregados de Nabal conta para Abigail (esposa de Nabal) o perigo que corriam e os benefícios que Davi proporcionara a eles. Rapidamente, Abigail prepara pães, vinhos, ovelhas, trigo, pastas de figo e leva para eles, intercedendo pelo seu povo. Reconhece que Deus está com Davi, que ele seria o futuro príncipe sobre Israel e o aconselha a não sujar a sua história, vingando-se com suas próprias mãos.

Davi reconhece que Deus havia enviado Abigail ao seu encontro para impedi-lo de cometer um grande erro. Abigail volta para casa, encontra o seu marido bêbado. Não conta nada, a não ser no dia seguinte. Dias depois, Nabal, ferido pelo próprio Deus morre e Abigail, se casa com Davi.

Linda história! História de prudência nas aflições, arrependimento, transformação.
O que eu aprendo?

  1. Todos têm fardos para carregar, mas eles não devem comprometer a nossa dignidade:
Os personagens principais desta história... cada um com sua luta:
Davi, perseguido injustamente, vivendo foragido e com medo, num deserto.
Abigail vivendo com um homem intolerável, perverso.

E nós? E você? Tem algum fardo encurvando a sua vida?
Jesus Cristo, é o Único que pode aliviar a nossa dor e Ele nos convida:
 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e
sobrecarregados,e Eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

           Dia a dia percebemos que há muitos Nabais, Jezabéis (1 Reis 16-18), pessoas más, indiferentes, que tentam tirar a paz, a alegria dos filhos de Deus. Quantos lares sufocados pela tensão, egoísmo, brigas, traições? 
           Nabal era um ótimo administrador, mas insensível às necessidades do próximo e de sua família.

E nós? Temos estado atentos às necessidades do nosso próximo? 
Que saibamos dar os valores devidos às nossas atividades, relacionamentos. Que Deus nos livre da ganância, do exclusivismo e de viver dirigido pelo: ‘custo & benefício’. Que enfrentemos, carreguemos nossos fardos, sem perder a honradez, sem nos aliarmos ou nos tornarmos reféns de pessoas malignas.  

  1. A vingança pertence somente a Deus.
José quando podia se vingar de seus irmãos disse: “...acaso, estou eu em lugar de Deus?” (Gn 50.19). Deus diz: “... A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei” (Rm 12.19b).           
           Com Deus não se brinca. Tudo que o homem semear, ele colherá, em porção multiplicada e da mesma espécie. 
           Davi desiste da vingança. Deus faz justiça e Nabal morre.

  1. Devo pagar o preço: lutar, sem descanso, pela minha família.
Abigail sai de sua comodidade para salvar o seu povo. Sem vacilar, prepara comida e sob o sol forte do deserto, apressa os passos para entregá-la pessoalmente.
       Será que a nossa família, nosso povo não está precisando de ajuda? 
          
           Quero que o meu lar seja transformado? Preciso pagar o preço! Orar pelos familiares, adotar meus filhos. O que é adotar? É ser mais tolerante, amoroso, dar tempo a eles, orar por eles e com eles, ser exemplo em minhas atitudes e palavras. Pedir ajuda, se preciso for.
Quero progredir na minha vida profissional? Preciso pagar o preço! Aprimorar meus conhecimentos, fazer cursos, melhorar meu desempenho, prestar concursos.
Quero ser feliz? Preciso pagar o preço! Melhorar o que for possível: cumprir promessas, não mentir, pedir perdão quando necessário. 
Decidir ser feliz em toda e qualquer situação, valorizando os relacionamentos e as boas dádivas de Deus.

Aprendemos com Abigail a sermos:
  • Formosos (v.3): O que me deixa formoso? Cirurgia Plástica? Nem sempre! Mas um coração alegre! (Pv 15.13). Conheço pessoas com rosto destituído de beleza, da simetria tão propagada, mas que são tão simpáticas que é uma delícia conviver com elas. O contrário também é verdadeiro.
  • Disponíveis, acessíveis (v.14): O servo procura Abigail e encontra guarida. As pessoas são bem recebidas por você?
  • Prudentes (v.18): Abigail não espera acontecer, se dispõe a lutar pelo seu povo, sem delongas.
  • Humildes, sem negociar a excelência (v.23-31): Mesmo reconhecendo que Deus está com Davi e que ele seria o futuro rei de Israel, Abigail o admoesta, firme em suas convicções.
  • Discretas (v.36-37): Espera a hora certa para falar com Nabal.

  1. Deus nos dá oportunidades, mas um dia elas acabam.
Deus deu oportunidade a Nabal de se aliar ao futuro Rei de Israel, mas ele não considerou. Anos depois, Davi é consagrado rei em Hebrom, a cidade mais importante na região ocupada pela tribo de Calebe (linhagem de Nabal) (2 Sm 2.1-4). Nabal morre, deixando um triste memorial.
       Deus deu oportunidade a Abigail de se casar com o Rei Davi, um homem sensível, amoroso, um homem segundo o coração de Deus (At 13.22) e ter um filho com ele, Quileabe ( 2 Sm 3.3). Abigail presenciou milagres, livramentos de Deus sobre a vida de sua família.
            Deus deu oportunidade a Davi de não cometer uma injustiça.

Que o nosso amado Pai, nosso Deus Altíssimo, Eterno:
  • Incomode o nosso coração para que possamos sonhar com ventos de mudança, de restauração.
  • Dê sensibilidade ao nosso coração para não perdermos as oportunidades de falarmos a verdade, de modo cordial, sem negociar valores para agradar o outro.
  • Faça de nós pessoas dignas, responsáveis, honestas, em todo tempo.
    • Servos corajosos para sair, com intrepidez, da zona de conforto e fazer diferença em nossa geração.
Que os Nabais e as Jezabéis sejam transformados, pela ação miraculosa de Deus, em Davis e Abigais, para que o nome do Pai seja louvado e para que: 
“... todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que
a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou” (Is 41.20).
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

'Espanando as ‘teias’ de antigos sonhos'

Alguém disse que os nossos sonhos são como estrelas. Não podemos tocá-los, mas podemos escolher quais deles utilizaremos como guias. Você tem sonhos? Há quem diga que vivemos uma geração de gente cansada, que deixou de sonhar.

Thomas E. Lawrence (1888-1935), conhecido como Lawrence da Arábia, arqueólogo e escritor britânico disse: “Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Os que sonham de noite, nos recessos poeirentos de suas mentes, acordam de manhã para verem que tudo, afinal, não passava de vaidade. Mas os que sonham acordado, esses são homens perigosos, pois realizam os seus sonhos de olhos abertos, tornando-os possíveis”.

Sonhadores de dia: gente ousada, que encena (mentalmente) seus sonhos até torná-los possíveis. Gente com foco, com direção, gente que sabe o que quer.

A história bíblica conta a respeito de homens que sonharam com olhos abertos e fizeram grandes conquistas: Moisés sonhou com a liberdade do seu povo, Davi em construir um templo para o Senhor, Josué e Calebe em conquistarem Canaã.
Alguém perguntou: “Qual o lugar mais rico da terra? Seriam as minas de diamante da Rússia ou as reservas de petróleo da Arábia Saudita?” - Nenhum deles! O local mais rico da terra é no cemitério. Lá jazem telas que nunca foram pintadas, poesias que nunca foram escritas, projetos que nunca se realizarão, inventos não testados, palavras de amor nunca ditas. Quantos sonhos enterrados! Muito triste!

            No livro “Artesões de uma nova história”, Ricardo Gondim diz:
“Necessitamos de gente que saiba sonhar de novo. Precisamos de pessoas...
... cujo exemplo seja uma inspiração;
... que amem mais a humildade do que a propaganda;
... conhecidos e amados no céus;
... conhecidos e temidos no inferno!
Ora, se o mundo do cego é limitado pelos olhos que não vêem e o do ignorante pelo conhecimento que não possui, o mundo do medíocre é limitado pelos sonhos que não possui.
Uma geração pobre não é aquela sem riquezas, e sim aquela que não possui homens e mulheres que saibam sonhar...”

Quero desafiá-lo a relembrar, agora, antigos sonhos. A trazê-los à luz, a tirar a poeira, as teias de antigos projetos. A consultar a Palavra de Deus pra entender se este anseio é digno, se ele está de acordo com as promessas do Pai. Se sim, estabeleça, com urgência, as estratégias para alcançá-lo. É tomar atitudes com entusiasmo, zelo e avançar.

            Jabez foi um jovem comum, que não levou em conta seu passado, o estigma do seu nascimento. Ele se destacou por saber sonhar: “Foi Jabes mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabes, dizendo: Porque com dores o dei à luz.
Jabes invocou o Deus de Israel, dizendo: Oxalá me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido...” ( 1 Cr 4.9-10).

Minha família está vivendo, hoje, momentos de decisões. Tenho orado: “Senhor, qual é o seu sonho para nossas vidas? Queremos sonhar este sonho. Sei que os Seus sonhos não são medíocres, pois não atenta para nossa possibilidade, para nossas limitações. Em Suas mãos, sonhos majestosos tornam-se viáveis, reais e visíveis, pois não somente é um Deus de poder como também é um Deus de amor, que zela por nossas vidas até quando dormimos.
Deus, ensina-nos a sonhar, a perseguir os sonhos que provém do Seu querer, com intrepidez e perseverança. Dê-nos sensibilidade para identificarmos nas coincidências, nas portas abertas, as Suas providências, o Seu poder revelado e atuante em nossas vidas. Usa-nos, para Sua honra e glória, somente.  E, obrigado pelo muito que já tem feito. ”: “As suas mãos dirigem o meu destino, acasos para mim não haverá”.  
Louvado seja Deus!



Para o seu deleite segue a letra do Hino 163 do Novo Cântico (um dos meus favoritos), autoria de S. P. Kalley:

“As Tuas mãos dirigem meu destino!
Ó Deus de amor, que seja sempre assim!
Teus são os meus poderes, minha vida;
Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim.
Meus dias sejam curtos ou compridos,
Passados em tristezas ou prazer,
Em sombra ou luz, de acordo com o teu plano
É tudo bom se vem do teu querer...

As Tuas mãos dirigem meu destino,
Por mim cravadas na sangrenta cruz!
Por meus pecados foram traspassadas,
Bem posso nelas descansar, Jesus!
Nos céus erguidas, sempre intercedendo,
As santas mãos não pedirão em vão;
Ao Seu cuidado, em plena confiança,
Entrego a minha eterna salvação.

As Tuas mãos dirigem meu destino,
Acasos para mim não haverá!
O grande Pai vigia o meu caminho
E sem motivo não me afligirá!
Encontro em seu poder constante apoio,
Forte é Seu braço, insone o Seu amor;
Por fim, entrando na cidade eterna,
Eu louvarei meu Guia e Salvador, Amém!

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'Espanando as ‘teias’ de antigos sonhos'

Alguém disse que os nossos sonhos são como estrelas. Não podemos tocá-los, mas podemos escolher quais deles utilizaremos como guias. Você tem sonhos? Há quem diga que vivemos uma geração de gente cansada, que deixou de sonhar.

Thomas E. Lawrence (1888-1935), conhecido como Lawrence da Arábia, arqueólogo e escritor britânico disse: “Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Os que sonham de noite, nos recessos poeirentos de suas mentes, acordam de manhã para verem que tudo, afinal, não passava de vaidade. Mas os que sonham acordado, esses são homens perigosos, pois realizam os seus sonhos de olhos abertos, tornando-os possíveis”.

Sonhadores de dia: gente ousada, que encena (mentalmente) seus sonhos até torná-los possíveis. Gente com foco, com direção, gente que sabe o que quer.

A história bíblica conta a respeito de homens que sonharam com olhos abertos e fizeram grandes conquistas: Moisés sonhou com a liberdade do seu povo, Davi em construir um templo para o Senhor, Josué e Calebe em conquistarem Canaã.
Alguém perguntou: “Qual o lugar mais rico da terra? Seriam as minas de diamante da Rússia ou as reservas de petróleo da Arábia Saudita?” - Nenhum deles! O local mais rico da terra é no cemitério. Lá jazem telas que nunca foram pintadas, poesias que nunca foram escritas, projetos que nunca se realizarão, inventos não testados, palavras de amor nunca ditas. Quantos sonhos enterrados! Muito triste!

            No livro “Artesões de uma nova história”, Ricardo Gondim diz:
“Necessitamos de gente que saiba sonhar de novo. Precisamos de pessoas...
... cujo exemplo seja uma inspiração;
... que amem mais a humildade do que a propaganda;
... conhecidos e amados no céus;
... conhecidos e temidos no inferno!
Ora, se o mundo do cego é limitado pelos olhos que não vêem e o do ignorante pelo conhecimento que não possui, o mundo do medíocre é limitado pelos sonhos que não possui.
Uma geração pobre não é aquela sem riquezas, e sim aquela que não possui homens e mulheres que saibam sonhar...”

Quero desafiá-lo a relembrar, agora, antigos sonhos. A trazê-los à luz, a tirar a poeira, as teias de antigos projetos. A consultar a Palavra de Deus pra entender se este anseio é digno, se ele está de acordo com as promessas do Pai. Se sim, estabeleça, com urgência, as estratégias para alcançá-lo. É tomar atitudes com entusiasmo, zelo e avançar.

            Jabez foi um jovem comum, que não levou em conta seu passado, o estigma do seu nascimento. Ele se destacou por saber sonhar: “Foi Jabes mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabes, dizendo: Porque com dores o dei à luz.
Jabes invocou o Deus de Israel, dizendo: Oxalá me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido...” ( 1 Cr 4.9-10).

Minha família está vivendo, hoje, momentos de decisões. Tenho orado: “Senhor, qual é o seu sonho para nossas vidas? Queremos sonhar este sonho. Sei que os Seus sonhos não são medíocres, pois não atenta para nossa possibilidade, para nossas limitações. Em Suas mãos, sonhos majestosos tornam-se viáveis, reais e visíveis, pois não somente é um Deus de poder como também é um Deus de amor, que zela por nossas vidas até quando dormimos.
Deus, ensina-nos a sonhar, a perseguir os sonhos que provém do Seu querer, com intrepidez e perseverança. Dê-nos sensibilidade para identificarmos nas coincidências, nas portas abertas, as Suas providências, o Seu poder revelado e atuante em nossas vidas. Usa-nos, para Sua honra e glória, somente.  E, obrigado pelo muito que já tem feito. ”: “As suas mãos dirigem o meu destino, acasos para mim não haverá”.  
Louvado seja Deus!



Para o seu deleite segue a letra do Hino 163 do Novo Cântico (um dos meus favoritos), autoria de S. P. Kalley:

“As Tuas mãos dirigem meu destino!
Ó Deus de amor, que seja sempre assim!
Teus são os meus poderes, minha vida;
Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim.
Meus dias sejam curtos ou compridos,
Passados em tristezas ou prazer,
Em sombra ou luz, de acordo com o teu plano
É tudo bom se vem do teu querer...

As Tuas mãos dirigem meu destino,
Por mim cravadas na sangrenta cruz!
Por meus pecados foram traspassadas,
Bem posso nelas descansar, Jesus!
Nos céus erguidas, sempre intercedendo,
As santas mãos não pedirão em vão;
Ao Seu cuidado, em plena confiança,
Entrego a minha eterna salvação.

As Tuas mãos dirigem meu destino,
Acasos para mim não haverá!
O grande Pai vigia o meu caminho
E sem motivo não me afligirá!
Encontro em seu poder constante apoio,
Forte é Seu braço, insone o Seu amor;
Por fim, entrando na cidade eterna,
Eu louvarei meu Guia e Salvador, Amém!

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

“Coração enganoso”


 “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas,
e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?
Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos;
e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações”  
(Jr 17.9-10)

            Um ancião descreveu seus conflitos internos ao tomar uma decisão: - "Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é bom, generoso. Os dois estão sempre brigando". Perguntaram-lhe: - “Qual cachorro ganha a briga? O ancião refletiu e disse: "Aquele que eu alimento mais freqüentemente. Este direciona minhas decisões e os frutos que eu colho".  
             
            Diariamente somos desafiados a lutar contra pré-conceitos, pré-julgamentos, mas, na ‘hora H’, nosso ‘enganoso coração’ pode se tornar o nosso maior inimigo. Os sentimentos podem nos fazer enxergar coisas que não existem. Por eles, rotulamos pessoas, situações, muitas vezes, injustamente. As emoções podem ainda nos impelir a tomarmos decisões que vão minando a nossa essência, gerando ranço, dor, ciúmes.

O Rei Saul deixou-se levar pelo coração. Com ciúme incontrolável, estragou sua história e perdeu grande parte de sua vida perseguindo Davi. Sua preocupação com a aparência, com o reconhecimento do povo o fez menor, mais fraco, fútil. Perdeu a oportunidade de, como Rei de Israel, cumprir o projeto de Deus e deixar um brilhante legado. Destruiu-se a si mesmo. Derrotado, longe de Deus, suicidou-se (1 Sm 31). 

Muitos têm se auto aniquilado e destruído sonhos e a alegria dos que convivem com ele. Quem está longe de Deus não só arruína sua vida, mas respinga coisas ruins por todo lado.

Davi, por sua vez, vivia pelos desertos, fugindo do Rei Saul. Teve oportunidade de matá-lo, mas não o fez porque Saul era um rei ungido por Deus. Davi tinha fé e sabia esperar pela promessa de que ele seria, um dia, o rei de Israel. Sempre atribuía a Deus as suas conquistas. Sabia que as guerras não eram ganhas porque era um guerreiro excepcional e sim, porque Deus lutava por ele.

Perseguido, sem recursos, chorava a Deus a sua dor, mas sempre nutria esperança de livramento. Legou ao mundo poemas formosos, profundos, sensíveis, resultado da intimidade que desfrutava com Deus. Um homem de discernimento, e, por isso, serviu à Sua geração, conforme o desígnio do Pai (At 13.36).

Qual cachorro você tem alimentado? Você se identifica com Saul ou com Davi? Que Deus desenvolva em nós discernimento para distinguirmos o que é real do que é fantasia. Juízo para não nos precipitarmos, para não desperdiçarmos nossas vidas ou energias cultivando sentimentos ou atitudes que desagradam a Deus, que conhece as intenções do nosso coração e pensamentos.

Que saibamos buscar, esperar e obedecer ao Senhor de nossa história e que Ele nos abençoe.

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