“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

'Decisão & Ação'

Êxodo 2.1-10: Aprendendo com a família de Moisés
Cerca de 3.500 anos atrás, Joquebede teve um filho.
A situação era hostil. O seu povo era escravo no Egito e o faraó havia decidido que todos os meninos deveriam ser mortos, assim que nascessem.
Contexto muito triste, sem esperança, sem escolhas, porém, Joquebede toma uma atitude corajosa. Esconde o bebê e, quando ele tem 3 meses, tece um cesto e o coloca à beira do Rio Nilo, sob a vigilância de sua filha, Miriã.
Deus tem um projeto. Providencia que a filha de faraó enxergue o cesto e se encante com o menino a ponto de adotá-lo como seu filho, dando-lhe o nome de Moisés ('tirado das águas'). Mas, Moisés precisaria de uma ama de leite. Sua irmã, Miriã, que estava escondida entre os juncos, apresenta-se e oferece sua mãe Joquebede que é, então, contratada e paga para amamentar e cuidar de seu próprio filho. 
Deus de poder, que nos surpreende e cujos propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2)!
Quantos ensinamentos nesta história. Com ela aprendo que: 

1. Não importa a situação (o contexto em que vivo), Deus nos conclama a confiar, a lavrar nosso coração para disponibilizar espaço para novos e ousados sonhos. 
"Porque assim diz o Senhor...: 
Lavrai para vós campo novo e não semeis entre espinhos.
Circuncidai-vos para o Senhor, circuncidai o vosso coração" (Jr 4.3-4)
Egito: Campos lavrados margeando o Rio Nilo (2010).
É possível sonhar com um novo tempo, com um novo campo. Para isto preciso tomar uma decisão com ação. Decisão sem ação é ilusão, é balela! 
Deus nos conclama a lavrar um campo novo, a circuncidar o coração. Como? Tomando posição. Cuidando para que o nosso coração seja, diariamente, adubado pela Palavra de Deus.
Campos velhos, não tratados, são invadidos por ervas daninhas. São corrompidos pela amargura, por futilidades.
É preciso capinar, retirar os espinhos que sufocam sonhos, paralisam vidas. Arrepender-se, pedir perdão a Deus. Extirpar as mágoas. Perdoar, converter pensamentos, palavras e atitudes.  Remover tudo que atrapalha nossa comunhão com Deus para que novas sementes, novos sonhos sejam plantados. 
Quando tiramos o imprestável, disponibilizamos espaço para o renovo de Deus, para a semeadura de uma nova história:
"E o Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua semente, para amares ao Senhor, teu Deus, com todo o coração e com toda a tua alma, para que vivas" (Dt 30.6)

2. Nas mãos do Deus Altíssimo os recursos mais simples, as iniciativas mais humildes tem desdobramentos extraordinários, eternos.
Joquebede não se tornou refém do autoritarismo de faraó. Não se omitiu, não permitiu que ele escrevesse a sua história, a história de seu filho. Miriã não se intimidou perante a filha do faraó e todo o seu séquito.
Um bebê num cestinho sobre um rio imenso, com correntezas, cheio de crocodilos teve um futuro extraordinário.
Egito: Rio Nilo (2010) 
Não há faraó, estratégias, crises, tempestades, poder que possa neutralizar a nossa vida, nossa história se nos dispusermos, com fidelidade, a obedecer o projeto de Deus. Mas, para isto, precisamos renunciar ao pecado, deixar tudo que atrapalha nosso relacionamento com Deus. Assumir um compromisso real e radical com Ele.

            José foi vendido, rejeitado, escravizado, preso, mas em todo tempo foi fiel aos princípios eternos. Deus honrou sua fidelidade, preparando para ele a cadeira e o poder de governador do Egito (Gn 37-50)
Rute era uma viúva estrangeira, pobre, faminta e maltrapilha. Deus honrou sua lealdade e, de suas entranhas, procederam o grande Rei Davi e o Messias prometido (Rt 1-4).
Joquebede sonhou e agiu conforme o tamanho de suas forças  e foi honrada por Deus. Moisés retornou aos seus braços e ela passou a ganhar um salário para cuidar do seu próprio filho.

Deus honra nossos sonhos, nossa disposição em sair da zona de conforto, da indiferença e tomarmos um novo norte (Dt 2.3). Voltemo-nos para Ele, porque somente Deus poderá lavrar, fortalecer o nosso coração e nos fartar com colheitas inusitadas.
Quer construir algo novo? Esforça-te, não cruze os braços (Ageu (2.3).
O que precisa ser mudado? Precisa perdoar alguém? Deixar algum pecado? Mudar o temperamento? Praticar o amor, a mansidão, o domínio próprio?

3. Para que mudanças radicais aconteçam, preciso tomar atitudes radicais, romper com o pecado, pagar o preço de lavrar o campo.
É preciso pagar o preço pelo nosso lar, pelos nossos relacionamentos. Interceder, adotar cada um no coração. Ser modelo no agir, na lealdade, no cumprimento de promessas, na verdade, no reconhecimento dos erros.
É ser estaca, apoio, companheiro, é lavrar novo campo juntos (At 7.20). Enfrentando unidos as dificuldades, as secas, as tempestades e nunca lutando um contra o outro. É um revezamento de apoio e ânimo, cada um ajudando o outro em sua fraqueza:
"Quem é esta que sobe do deserto e vem encostada ao seu amado?"(Ct 8.5)

Joquebede apoiou-se em sua filha Miriã. Moisés apoiou-se em Arão e em seu sogro, Jetro.
A união trará força, construirá memoriais eternos, altares de adoração.
Nossos gestos, palavras são marcas impressas. Elas movimentam engrenagens, influenciam o meio em que vivemos. Todos poderão se esquecer de nós, porém nossa família jamais se esquecerá:
"Porque nós oramos ao nosso Deus e, como proteção,
pusemos guarda contra eles, de dia e de noite...
Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível,
e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, 
vossa mulher e vossa casa" (Nee 4.8,14)

Joquebede lutou, sem perder a dignidade, transmitiu valores a Moisés que deixou um legado que mudou a história do seu povo e, também a nossa. Ela jamais deve ter imaginado o gigante que Moisés se transformaria.

O sonho de Joquebede era que o seu filho sobrevivesse, o de Deus era muito maior. 
Moisés tornou-se um dos maiores líderes que Israel já conheceu. Revelou-se um arquiteto, sanitarista, legislador, diplomata, estrategista de guerra.
Este é o nosso Deus, sempre nos surpreendendo, fazendo com que do novo campo lavrado, sementes se multipliquem, profusamente, com qualidade muito superior aos nossos mais ousados sonhos.
“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1 Co 2.9 - grifo adicionado).
Está escrito: e foi Deus, que não mente e é fiel, quem escreveu. Obrigada, Senhor! ALELUIA!!!


Um testemunho pessoal: Leandro defendeu seu Mestrado e o nosso sonho era que ele entrasse no doutorado. Isto aconteceu, porém, Deus tinha um projeto muito maior pra vida dele. Exatamente há um ano atrás, 25/02/2013, recebemos um telefonema informando que a nomeação do Leandro como professor efetivo da Universidade Federal de Uberlândia tinha saído. Deus que nos surpreende tornando nossa realidade muito superior aos nossos mais ousados sonhos.




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

'Princípios & Legados: uma história de vida'

"Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os cumprires, para que bem te suceda, 
e muito te multipliques na terra que mana leite e mel...
Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, ao deitar-te, e ao levantar-te...
E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas" (Dt 6.3-9)

Deus nos ensina que a obediência a Seus princípios traz o bem e a multiplicação na terra.
Quando lemos este texto podemos pensar em prosperidade material, fama, poder. Entretanto, precisamos alargar nossas mentes e pensarmos nos reais valores, os valores eternos.

Irena Sendler (1910-2008), polonesa, conhecida como o 'Anjo do Gueto de Varsóvia', multiplicou-se durante a Segunda Guerra Mundial, apesar de correr sério risco de morte. 
Quando a guerra teve início, Irena trabalhava como assistente social, organizando refeições comunitárias. Em 1942, os nazistas criaram em Varsóvia um gueto, onde viviam judeus aprisionados. Irena, indignada, conseguiu passe para adentrar ao gueto como sanitarista, no controle da doença do tifo. Entretanto, quando saia do gueto, não estava sozinha. Levava uma criança e até adultos escondidos em caixa de ferramentas, caixões, sacos de batatas, ambulâncias.
Conseguiu cerca de 25 ajudantes (24 mulheres e um homem), neste míster. Buscava familiares das vítimas e, na falta, tentava a adoção com documentos falsificados, abrigos em conventos, orfanatos.
Conta-se que, juntamente com sua equipe, salvou cerca de 2.000 pessoas, especialmente crianças, cujos nomes foram escritos em papéis e escondidos numa jarra enterrada sob uma macieira, no quintal da casa de um vizinho. 
Delatada, foi torturada pela Gestapo, tendo uma perna e um pé fraturados, porém a sua dignidade e fé em Deus mantiveram-se ilesas. Seus amigos subornaram um guarda para que não fosse executada.
          Ao longo do tempo, sua história tem sido distorcida. Há quem diga que ela trabalhava no gueto como encanadora e, segundo os próprios relatos de Irena, isto não é verdade. Sua história real encontra-se em: http://www.irenasendler.org/


Irena Sendler, 2005, Varsóvia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Irena_Sendler
          Indicada para receber o prêmio Nobel da Paz, em 2007, foi preterida por Al Gore (político e ativista ecológico). Entretanto, muitos dos resgatados a procuravam, agradecidos, tendo sido nomeada cidadã honorária de Israel além de ter recebido muitas outras honrarias. Mas, sem dúvida, a maior delas é a certeza de dever cumprido, a alegria de não ter se omitido.

          Irena, de crença cristã, diz: 'A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade'

          Linda história. Exemplo de vida! Faz-nos pensar em legados!
          Qual legado, memorial que temos construído?
          Quais princípios temos transmitido aos nossos filhos e aos que convivem conosco?


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, 
ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6)

          Atualmente vivemos momentos de individualismo, cobranças, críticas.
          Poucos se apegam a outros ou se envolvem, com ardor, à causa alheia.
          Propaga-se o protocolo de uma dissimulada e fria convenção social.
          A vida tem sido desperdiçada em busca de bens, posição social que são tão fugazes e fúteis diante da eternidade.

          É verdade que não estamos enfrentando uma guerra ostensiva como Irena enfrentou. Mas a luta pela sobrevivência é uma guerra, e muitos se sentem derrotados. Caminham deprimidos, esfolados, carentes de um ombro amigo, de uma palavra de esperança. Como tenho reagido a tantos enfermos de alma?

          Que o nosso Deus nos ajude a tomar decisões e atitudes para que deixemos um legado de filhos que se dispõem a fazer diferença, que lute, interceda pelos menos favorecidos, pelos enlutados, pelos que se quedam, sucumbidos, diante de tantas pressões e cobrança por desempenho.
          Sempre é bom lembrar que a fé sem obras é morta. Somos salvos pela fé e confissão em Cristo           Jesus, remidos pelo Seu precioso sangue, derramado em favor de nós. Entretanto, Jesus ainda nos ensina que, no grande julgamento, as obras separarão os que realmente são filhos de Deus (Mt 25.31-46). Que Deus tenha misericórdia de nós e nos anime e capacite, aqui e agora, a sermos instrumentos em Suas mãos.
Leia mais em:
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2012/08/construindo-uma-historia-aprendendo-com.html
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2012/07/guarda-das-fontes.html

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

'Infidelidade no casamento: vergonha e não honra'

"Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe (e unir-se-à a sua mulher),
e, com sua mulher, serão os dois uma só carne.
De modo que já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem" (Mc 10. 7-9).

Tem uma dinâmica interessante para casais. Damos uma folha pra cada cônjuge e colamos as duas. Quando tentamos separá-las, as folhas se rasgam. Esta questão de uma só carne é tremenda, um grande mistério. O que machuca um, machuca o outro. O que alegra um, alegra o outro.
Uma estatística mostra que a maioria das pessoas que se casa novamente confessa que o primeiro casamento foi o melhor. Era feliz e, não sabia.
Temos trabalhado no ministério de casais e temos sofrido ao presenciar a aflição dos cônjuges feridos, traídos.

O momento em que vivemos é muito confuso. Muitos questionamentos, cobrança, a busca desenfreada por prazer pessoal e, há quem passe como um trator e, sem remorso, pelo sentimento do outro. Somado a isto, vemos o desrespeito de muitos que assediam, sem acanhamento, homens e mulheres casados, sendo instrumentos do diabo pra dilacerar famílias. 

O amor doação, sacrificial proposto por Deus em Sua Palavra (Ef 5.22-31), o perdão, a lealdade tem sido relegados a segundo plano e a sociedade tem sofrido as conseqüências deste frenesi. A paz de Deus, a inigualável e perfeita paz de Deus foi-se do coração e tem sido substituída pela 'pílula da felicidade', bebidas, drogas, ativismo que, eventualmente, pode até conceder sono e alegria, porém de um modo passageiro e tênue, nunca absoluto. 

Uma ilustração conta que um casal, ao ser questionado pelos seus 45 anos de casamento estável, respondeu: 'Nós somos do tempo em que quando algo quebrava, não jogávamos fora e, sim, buscávamos consertar'. 
Somos da opinião que qualquer casamento pode ser formidável se houver Deus na história. Deus nos capacita a respeitar as diferenças inerentes de cada um (sexo, cultura, temperamento, história de vida), a perdoar e a nos empenharmos na promoção do bem estar do outro.

Deus instituiu o casamento e, em Sua Palavra, nos motiva a sermos felizes com o amor da nossa juventude. Ele foi testemunha da aliança que fizemos e a deslealdade é abominável aos Seus olhos. Deus odeia o divórcio, o repúdio e não aceita as orações dos infiéis (Ml 2.12-16).

Se você, cônjuge, foi traído, saiba que Deus conhece o tamanho da sua dor e Ele se compadece de você porque Ele também foi vítima de traição. Israel foi caprichoso, se esqueceu de Deus apesar do zelo, dos Seus milagres, que transformou o deserto em mananciais. O coração do povo, na fartura, se tornou soberbo, mentiroso, ganancioso, traiçoeiro ao ponto de fazerem alianças com o inimigo (Oséias 8 a 13).
Meu irmão, não sofra sozinho, peça ajuda a algum conselheiro cristão. Ouça cânticos de louvor, mensagens da Palavra de Deus e, lembre-se que Deus jamais o abandonará. Você que crê, que tem buscado a Ele como Salvador e Senhor, com amor e temor é, para o Pai Eterno, um particular tesouro (Ml 3.17).
É bom lembrar também que a Palavra de Deus nos adverte: 'Quem está de pé, cuide-se para não cair’ (1 Co 10.12).
Por sua vez, quem já caiu, não confunda os princípios eternos com os deste mundo. Saiba que o pecado é uma vergonha e não honra. Que o Espírito Santo incomode, sensibilize o seu coração para se quebrantar, com vergonha e temor, perante Deus, clamando por perdão, por restauração, com disposição para abandonar o pecado. Ele é fiel e justo para perdoar todos os pecados confessados (1 Jo 1.9). Volte-se para o Senhor!
SOLI DEO GLORIA!!!   

Segue uma meditação muito interessante do pastor Hernandes Dias Lopes a respeito da infidelidade: 

O DRAMA DA INFIDELIDADE (Hernandes Dias Lopes)
Os fundamentos da nossa sociedade estão sendo destruídos. Os valores morais estão sendo invertidos. A infidelidade conjugal deixou de ser uma exceção nesta sociedade decadente. Isso é um atentado contra o casamento e sinaliza o colapso da família. 
As verdades que sustentaram, como coluna, a sociedade ao longo dos séculos, estão sendo escarnecidas nas ruas e ridicularizadas em nossas casas de leis. A sociedade aplaude o conceito equivocado de que “o amor é eterno enquanto dura”. 
A infidelidade conjugal é vista como uma conquista e não como um sinal de decadência. Os frutos da infidelidade conjugal, porém, são desastrosos. O fim dessa linha é a vergonha e a morte. Os adúlteros não herdarão no reino de Deus. 
Quem comete adultério está fora de si e, somente aqueles que querem se destruir cometem tal loucura.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

'E a vida virou de ponta cabeça...'

De ponta cabeça - Aprendendo com os morcegos (Ordem: Chiroptera).
Texto Bíblico: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Co 12.10).
           
Tinha acabado de reler este texto que escrevi meses atrás, quando ouvi de uma jovem: - 'Regina, minha vida virou de cabeça pra baixo'. Ela referia-se ao fim de seu noivado e o cancelamento dos planos de casamento (buffet, viagem, vidinha a dois, etc).
Você já teve a sensação de que sua vida virou de ponta cabeça? Tudo parece dar errado e nada faz sentido? Você sente que perdeu o controle da situação?


          O morcego, único mamífero que voa, sabe o que é viver de cabeça pra baixo. Vive assim a maior parte do tempo, agarrado em poleiros, geralmente em locais altos e isolados. As plantas de seus pés são voltadas pra frente e conseguem prender as articulações de suas garras em suportes. Ao encontrar uma superfície de apoio, relaxa o corpo e o seu peso faz com que os tendões dos seus dedos agarrem e fiquem travados nela. Esta posição, de ponta cabeça, além de possibilitar um relaxamento (o morcego dorme tranquilo), auxilia no impulso para alçar vôo, quando necessário, sem grandes gastos de energia iniciais. 
http://www.fotolog.com.br/pattydijigov/126000000000019335/
           O vôo começa com o batimento das asas, alongamento dos dedos e, então, suas garras se soltam.  Em situação de emergência, estão sempre prontos para voarem e os especialistas afirmam que o seu vôo é mais dinâmico do que os das aves, podendo alcançar 96 km/h (http://www.batcon.org/).
Ao contrário do que muitos pensam, os morcegos enxergam e, a maioria, enxerga muito bem apesar de também utilizarem a emissão de ondas sonoras que se propagam. Quando estas ondas encontram obstáculo, retornam, informando ao morcego sua localização e características (tamanho, textura, forma, velocidade).
http://www.kbcontroledepragas.com.br/pragas.html
         O que eu aprendo com os morcegos? 
De ponta cabeça, podemos nos aquietar quando nos firmamos em Deus.
De ponta cabeça, podemos ser preparados para alçar novos e extraordinários vôos.
De ponta cabeça, frequentamos a escola da vida, com graduações. A aprovação vem se atravessarmos as lutas sem perder a dignidade, sem abandonar a fé em Deus.  
Entretanto, há pessoas que nunca crescem, sempre precisando se apoiar em algo terreno (segurança de bens, pessoas, ativismo) que, sempre é tão frágil e fugaz e não traz um descanso efetivo. 
Que Deus fortaleça nossa fé para que possamos ser confirmados e promovidos para o próximo nível, sem ficar 'repetindo de ano' e dando trabalho como uma criança rebelde e birrenta.
http://biratancartoon.blogspot.com.br/2008_11_01_archive.html
De ponta cabeça, podemos enxergar a vida com uma nova perspectiva e compreender melhor a dimensão do amor e zelo de Deus - Deus que age, que vai adiante de nós, endireitando caminhos, quebrando portas de bronze e nos surpreendendo com tesouros escondidos e com o sobrenatural (Is 45.2-4).
De ponta cabeça, apoiados na fé em Deus, Ele fortalece os tendões, trava nossos pés de modo que a importância das circunstâncias é amenizada. 
No futuro, quando nos lembrarmos destas lutas e do agir de Deus entenderemos que os momentos vividos de ponta cabeça foram os mais enriquecedores e expressivos de nossas vidas. Tudo dependerá da nossa reação diante dos tsunamis da vida.

Mas no momento crucial, quando nada faz sentido, o que posso fazer
Quando as dificuldades vierem:
* Clamo a Deus, confesso a Ele a minha impossibilidade e o quanto preciso de Sua intervenção. 
* Cerco-me de intercessores e conselheiros, capacitados por Deus. 
* Robusteço a minha fé com as lembranças da fidelidade de Deus, do Seu agir em minha vida e na vida dos que convivem comigo e, assim, com o coração agradecido me refugio no louvor, na adoração. 
* Trago à memória textos bíblicos que são pontos de apoio inestimáveis. 
* Assisto mensagens bíblicas (DVD, youtube), que me trazem esperança.

         Deus nos ensina a fazer isto quando, por diversas vezes, relembra o povo de Israel o Seu amor e cuidado, ao retirá-los do Egito. 
  A compreensão de que Deus está no comando e que Seus planos jamais serão frustrados traz alívio, descanso.

Li uma história verídica de um homem doente (Mal de Alzheimer) que, todos os dias, sentava-se numa escrivaninha, lia sua Bíblia e chorando, orava em voz alta (de modo quase incompreensível), especialmente pela família e por missionários (fotos que guardava numa caixa). Os mais velhos lembravam-se dele sadio, ativo mas sua neta não. Ela confessa: "É desse homem que não quero me esquecer; o homem que se agarrou a Deus quando já tinha se esquecido de tudo. Espero conseguir fazer o mesmo" (Sarah Kidd, NY - EUA).


Ficar de cabeça pra baixo pode nos ensinar a viver de cabeça pra cima, como filhos honrados, tratados e diplomados pelo Senhor dos Exércitos.
Para Refletir: Você tem tido perdas? O inimigo roubou sua alegria? Vá à luta, até aonde os seus braços alcancem, mas guarde os valores eternos, confiante que Ele capacitará guerreiros que lutarão por você**. Anote e agradeça tudo que Deus já fez por você. Assim estará fortalecendo sua fé.


Oração: “Pai, o Senhor conhece a minha fragilidade. Preciso do Seu auxílio, da Sua intervenção. Ajuda-me, em todo o tempo a buscar a Sua Presença. Livra-me das tentações, da murmuração e que eu saiba guardar a bagagem de valores de filho remido, filho que agrada ao Pai. Em Jesus Cristo, nosso exemplo de conduta firme e confiança no Pai, em todo tempo, amém!” 


*Uma experiência pessoal em 'Por que temer más notícias?'  
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/09/por-que-temer-mas-noticias.html
** Leia também a mensagem 'Cansados demais':  http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2011/01/cansado-demais.html

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

"Corando de vergonha, em 3 tempos"

Corando de vergonha em 3 tempos:
         
I. A oração de Daniel pelo povo (Dn 9:1-19), por volta de 600 a.C:
“Voltei o rosto ao Senhor Deus,
para O buscar com oração e súplicas,
 com jejum, pano de saco e cinza.
Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor!
Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia 
para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;

Temos pecado e cometido iniquidades,
procedemos perversamente e fomos rebeldes,
apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, 
que em teu nome falaram aos nossos reis, 
nossos príncipes e nossos pais, 
como também a todo o povo da terra.

A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós,
o corar de vergonha, como hoje se vê...

Apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, 
para nos convertermos das nossas iniquidades e 
nos aplicarmos à tua verdade.

Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e 
o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, 
tem todas as suas obras que faz, 
pois não obedecemos à Sua voz...
Agora, pois, ó Deus, ouve a oração do teu servo...

Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve: abre os olhos e 
olha para a nossa desolação...
Porque não lançamos as nossas súplicas 
perante a tua face fiados em nossas justiças,
mas em tuas muitas misericórdias.
Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; 
não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu;
porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome”

 II. Discurso proferido pelo Senador Rui Barbosa, em 1914 d.C, 

na tribuna do Senado Federal (Senado Federal. Rio de Janeiro, DF Obras Completas de Rui Barbosa.  V. 41, t. 3, 1914. p. 86)
"A falta de justiça, Senhores Senadores, 
é o grande mal da nossa terra,
o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades,
a fonte de todo nosso descrédito,
é a miséria suprema desta pobre nação.

A sua grande vergonha diante do estrangeiro,
é aquilo que nos afasta os homens, 
os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem;
cresta em flor os espíritos dos moços,
semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão,

habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver 
agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude, 
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

Essa foi a obra da República nos últimos anos.
No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida 
era um homem perdido para todo o sempre,
as carreiras políticas lhe estavam fechadas.

Havia uma sentinela vigilante,
de cuja severidade todos se temiam e que,
acesa no alto, guardava a redondeza,
como um farol que não se apaga,
em proveito da honra, da justiça e da moralidade"

III. E hoje? “Qualquer semelhança é mera coincidência...”
Acomodação, omissão diante de tanta imoralidade, injustiça, corrupção?
O que fazer quando o pecado vira motivo de chacota, sinônimo de 'liberdade' e até de orgulho? Quando perplexos, percebemos que a iniqüidade não mais constrange (Is 3.9) e, pelo contrário, dissemina-se um desdém confesso pela justiça e valores eternos, até mesmo por parte de líderes, que, com gestos, palavras e atitudes desafiam e ofendem quem estima a honestidade?


         Que Deus nos ajude a rever nossa ética cristã, reconhecermos nossa parcela de culpa, nossa falha, arrepender-nos e levantarmos um clamor em favor do nosso povo, a exemplo de Daniel e Esdras:
“Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a Ti a face, 
meu Deus, porque as nossas iniquidades
se multiplicaram sobre a nossa cabeça,
e a nossa culpa cresceu até aos céus.

Desde os dias de nossos pais até hoje, estamos em grande culpa e,
por causa das nossas iniquidades...
Agora, ó nosso Deus que diremos depois disso?
Pois deixamos os teus mandamentos...

....o povo chorava com grande choro...
Ainda há esperança para Israel. (Ed 9 e 10)

AINDA HÁ ESPERANÇA PARA O BRASIL! Sim, eu creio!!!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"Tudo vale a pena se a alma não é pequena" (Fernando Pessoa)

 Resgatando a essência
E Jesus, chamando uma criança, disse: "... Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18.3).

Estava chegando à igreja triste, preocupada, quando ouvi meu nome sendo gritado, alegremente, por uma menina de 5 anos que chegava de carro com os seus pais. Naquela madrugada acordei e, dentre as lembranças que me vieram, estava esta amorosa menina. Surpreendi-me sorrindo. Ali, deitada num quarto escuro e silencioso, orei por ela e por sua família. Será que o mesmo acontece com Deus? Ele sorri quando O buscamos com o coração aberto, sem segundas intenções? Com a simplicidade de uma criança?

Soube da história de um cachorro que foi doado e levado a 60 quilômetros de distância de onde cresceu. Logo que chegou ao seu novo lar, fugiu. Um ano e meio depois, ele retornou a sua antiga morada. Tantos dias perambulando, procurando o seu dono, caçando aromas, gestos que traziam segurança ao seu interior. Lealdade, como tem sido rara nos últimos tempos!
Tenho pensado... quero, da mesma forma me apegar e ser leal, cada dia mais a Deus. Valorizar cada momento em Sua Presença. Quero também valorizar, apreciar cada pessoa que, por decisão de Deus, passa ou passou pela minha vida. Pessoas destinadas, como eu, a viver no tempo que se chama hoje e que, de alguma forma, nos conhecemos. Sabemos que nada acontece por acaso, tudo passa pelo crivo de um Deus soberano e serve para o nosso crescimento. Existe algo sobrenatural no conjunto de pessoas que compartilham da jornada da nossa vida. Que Deus nos ensine a perdoar, a amar até mesmo aqueles que ‘não são amáveis’, que ferem e perturbam a paz.

            Atualmente vivemos momentos em que são freqüentes o individualismo, o protocolo de uma dissimulada e fria convenção social. Muitos, já feridos, desgastados por tantas decepções, evitam se apegar às pessoas. Será que não é mais valioso sofrer por se doar do que ir passando indiferente, sem se deixar envolver? Creio que vale a pena arriscar sem esperar retorno, mesmo quando não nos é conveniente. As experiências, as surpresas poderão enriquecer, sobremaneira, nossas lembranças e na velhice, do nada sorriremos: Valeu, não desperdicei minha vida!

Num poema de Fernando Pessoa aprendo: 
"Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu.
Mas nele é que espelhou o céu" (Fernando Pessoa)


Parafraseando este poema, creio também que se quisermos vislumbrar um naco do céu, ir além da mesmice devemos entender que as emoções não podem ser inertes e nos fazer inertes. Elas são dinâmicas, atravessam mares, perigos e abismos, porém e, por conta disso, são os espelhos nos quais o céu se firmou, são os bumerangues das boas recordações.
               
Para Refletir: Qual tem sido a minha visão da vida? Tenho considerado e amado as pessoas que convivem comigo? Elas sabem disso? Tenho verbalizado este sentimento? 

Oração: “Deus, o meu céu, o meu espelho, o meu sustentáculo, em quem ponho toda a minha fé, transforma o meu caráter de modo que ser imitador de Cristo seja o meu Único alvo.  Sustenta os meus pés durante as tempestades e transforma a minha alma, conforme o Seu querer. Ensina-me a valorizar as pessoas, a geração em que eu vivo. Que ninguém passe incólume ao meu lado. Que eu saiba reconhecer o aflito e confortá-lo. Em nome de Jesus que tanto me ensina. Amém”!


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

'Compareça!'

          No livro "Oração: ela faz alguma diferença?", o autor Philip Yancey diz que aprendeu a nunca se perguntar: "Estou disposto a correr hoje?" Sabia que correr era essencial para sua saúde e para capacitá-lo a fazer o que lhe dava prazer, como escalar montanhas. Portanto, inquestionável! Da mesma forma, Yancey tem praticado com respeito à oração. Simplesmente tem comparecido, sem titubear, sem desistir. 

Linda meditação. Decidi caminhar sem perguntar pro meu corpo se ele está disposto a isto. Pronto, é inquestionável! 

Aprendo também a respeito de oração. A inquietude e os muitos afazeres não podem me distrair e me afastar da oração. Orar é uma decisão inquestionável, inadiável!
A palavra ‘meditar’ vem do latim e significa ‘desligar-se do que nos rodeia e concentrar, voltar nosso interior para o centro’

É desligar a tomada das preocupações, das atividades e chegar mais!
É comparecer ao centro de todas as coisas, Deus, o nosso Deus!
É comparecer, não pelo ritual da oração e sim pelo Deus grandioso, razão do nosso viver!
"Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós outros” (Tg 4.8)
Lembro-me, como num filme, de experiências passadas, resultantes de oração. Respostas a dúvidas, admoestações, orientações de um Deus que responde, que corresponde a nossa busca. Um Deus que comparece! Experiências que robusteceram a minha fé, que encheram o meu coração de amor por Deus. É um aconchego! É inquestionável!

Era 1992, meu marido estava internado já por 15 dias num hospital a 60 km de distância de nossa casa, sem diagnóstico conclusivo, mesmo tendo feito mais de 100 exames diferentes. Naquela noite, antes de dormir, pedi pra minha filha orar. Sabia que os médicos iriam fazer um exame muito invasivo no dia seguinte e, para este exame, ele passaria a noite sem o uso de analgésicos. Se com os analgésicos o sofrimento era imenso, que dirá sem... Deborah, então com 5 anos de idade, clamou: 'Deus, eu sei que você pode curar meu pai. Eu sei que se você quiser, você pode. Então, faça isto, por favor, porque não aguento mais de saudades dele'. No dia seguinte, na hora do almoço, fui ao hospital e Leomam estava de pé, pálido, apoiado numa mesa, porém totalmente curado, aguardando minha chegada para voltar pra casa. O médico disse: 'Não dá pra entender, foi um milagre!'

Ah, quanto eu perco quando descuido da oração... É inquestionável!
Se correr me prepara para esportes mais ousados, orar me prepara pra desafios mais extraordinários e, consequentemente, para o desfrute de resultados mais inusitados.

"A intimidade do Senhor é para os que O temem,
aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança" (Sl 25.14)
Aprendo também a não deixar a familiaridade com Deus ser confundida com intimidade
A familiaridade pode me deixar relaxada na minha conduta, no meu relacionamento com o Eterno. É não priorizar a oração, é orar de modo displicente, ausente, por mera obrigação.
A intimidade, todavia, provém do temor ao Deus Altíssimo. É apresentar-se diante do Todo Poderoso com humildade, por inteiro, com amor e reverência, reconhecendo que sem Ele nada somos e nada podemos fazer. 

É chegar mais perto pra conhecê-Lo melhor, pra entender o Seu projeto e cumpri-lo por inteiro.
É comparecer em Sua Presença sempre, seja na bonança ou na tempestade, sem questionar a Sua soberania, confiante em Seu amor e que, no final, tudo dará certo e cooperará para o nosso bem. É inquestionável!
     É comparecer em Sua Presença, confessando e pedindo perdão pelos pecados cometidos. É comparecer por meio de Cristo Jesus: Único caminho, a conexão que nos leva a sermos ouvidos e a ouvirmos e entendermos o caminho que devemos seguir: 
“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, 
os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo:
Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21)

'Obrigada, Senhor por desembaraçar meus pés e aplainar minha vereda. Ensina-me, ó Pai, o caminho em que devo andar, caminho honrado, caminho de paz que conduz a minha alma à santidade. Ensina-me a orar, a buscar a Sua Presença, em espírito e em verdade. Ensina-me a entender a Sua orientação, a adorá-Lo na beleza da Sua Santidade. Em Cristo Jesus, nosso Salvador e Senhor, amém!'