“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


sábado, 23 de novembro de 2013

'Nem tudo que reluz é ouro'

Ilusão ou eternidade? - Aprendendo com o vagalume do cerrado (Pyrearinus termitilluminans)
Texto Bíblico: “... como um leão que ruge, que arrebata a presa, assim eles devoram as almas; tesouros e coisas preciosas tomam, multiplicam as suas viúvas no meio dela... Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas e ganharem lucro desonesto”¹.

No cerrado do Centro Oeste do Brasil existem larvas de um besouro capazes de emitir luz verde amarelada2. Em noites quentes e úmidas enfeitam com exuberância cupinzeiros de até 2 metros de altura, emitindo um brilho que atrai mariposas, vespas, formigas, cupins. Cada luzinha intensa e atrativa nada mais é que uma larvinha de tocaia, prestes a atacar e devorar presas incautas.
“Nem tudo o que reluz é ouro...”. Provérbio popular que ensina que as aparências enganam. Consideração importante numa época de multiplicação incontrolável de seitas e filosofias.
Paulo já se referia aos falsos irmãos que se intrometem sorrateiramente dentro das igrejas, impondo fardos pesados do legalismo, condutas estranhas à Palavra, levando o povo à servidão3. Alguns operam sinais e prodígios e, como as luzes das larvinhas, enganam e desviam até os eleitos para caminhos de morte4.
Falsos doutores, reverenciados por títulos, amantes de si mesmo, propagando ensinos de homens, distorcendo a verdade pura do Evangelho de Cristo. Lobos vestidos de ovelhas que devoram suas presas dizendo: “Assim diz o Senhor Deus, sem que o Senhor tenha falado”5.

Nem tudo que reluz é ouro. Nem toda obra, mesmo que use a Palavra de Deus, vem de Deus. O povo de Deus tem que provar, discernir se os espíritos são de Deus6. E o que não é de Deus, é inimigo de Deus.
Como diferenciar? Conhecendo a Palavra, a sã doutrina. O povo de Deus tem sido destruído, se envolvido em doutrinas falsas porque lhes falta o conhecimento7
Sou fã da Escola Bíblica Dominical (EBD), da qual sou aluna desde os meus 15 dias de idade. Assim, lamento profundamente muitas igrejas estarem cancelando esta oportunidade ímpar de aprender, resolver dúvidas, trocar experiências.

A falta de conhecimento da Palavra tem desencadeado um comércio de ilusões, falsas promessas, Tem feito com que muitos saíam dos templos satisfeitos com sua vidinha espiritual medíocre e famintos por prosperidade financeira, distantes do projeto eterno de Deus. Laços de destruição. Luzinha verde, brilhante e charmosa dos cupinzeiros que gera morte.
http://e-cerrado.com/entrevista-vadim-viviani/
Há quem diga que o verdadeiro profeta de Deus traz esperança, mas traz palavra de repreensão, arrependimento, mudanças. Muitas vezes, as mudanças vêm com perdas materiais pra que a eternidade tenha espaço em nosso coração. 
'Deus nos chama pra recebê-Lo e desfrutar do peso leve e significativo da eternidade e excelência em tudo que fizermos, em nossos princípios e relacionamentos. É ir ao encontro d'Ele com ardor, não pelas benesses, pra resolver nossos problemas ou pelo pão que estraga (Jo 6.27) e sim por uma vida digna de ser reproduzida por outros, que transmita valores que ministram comunhão com Deus, cura, alívio, paz' (Rev. Magno Paterline*).

O verdadeiro profeta traz, ao coração de todo aquele que crê, tristeza pelo pecado; disposição de mudar, de assumir compromissos com Deus e a Sua vontade.
Deus procura homens que tapem o muro, que se coloquem na brecha perante Ele, a favor da terra8. Oxalá Ele encontre em nós intercessores, famintos pela sã doutrina, que levantem um clamor em favor desta geração.

Para Refletir: Você tem buscado aprender a Palavra de Deus? Quando escuta a respeito de novas tendências, novas doutrinas têm clamado a Deus por discernimento? Ou tem corrido atrás delas?

Oração: “Senhor, obrigado pela Sua misericórdia, que se renovou nesta manhã. Trata comigo, dá-me discernimento, conhecimento da Sua vontade, da Sua sã doutrina. Obrigada pela Sua Palavra que ilumina, com luz de vida, minha caminhada. Coloca-me na brecha, junto ao Seu trono de Glória, como intercessor de minha família, da minha geração. Que eu nunca me desvie da Sua presença e não me deixe enganar por falsos preceitos, falsos profetas. Em nome de Jesus, Único e Santo caminho até a Sua presença, amém”.

¹  Ezequiel 22.25,27.
2 Redford, K.H.1982. Prey attraction as a possible function of bioluminescence in the larvae of Pyrearinus termitilluminans (Coleoptera: Elateridae). Revista Brasileira de Zoologia 1 (1): 31-34.
3 Gálatas 2.4.
4 Mateus 24.24.
5 Ezequiel 22.28b.
6 1 João 4.1.
7 Oséias 4.6.
8 Ezequiel 22.30.
* Mensagem do Rev. Magno V. Paterline na IPCG – Gama (Brasília – DF) no dia 22/09/2013 - http://www.ipcg.org.br/index.php?option=com_webplayer&wid=10




terça-feira, 19 de novembro de 2013

'Na roda do oleiro'

'Dispõe-te, e desce...' (Jr 18.2)
Deus diz ao profeta Jeremias para dispor-se e ir até a casa do oleiro. Jeremias obedece e, ali chegando, fica observando o oleiro construindo um vaso de barro. De repente, o vaso arrebenta e então, com paciência, o oleiro faz  dos cacos um outro vaso.
Deus, então, fala com Jeremias que nós somos o barro e Ele o oleiro. Aquele que se arrepender dos seus maus caminhos e se submeter às Suas mãos, será modificado num vaso novo: vaso de honra!

Quantos ensinamentos neste texto: 
1. Aprendo que preciso reconhecer que sou pó e se respiro e me movo é pela misericórdia de Deus. 
O Senhor sabe que somos pó e que nossos dias são efêmeros como a relva (Sl 103.14), mas em Cristo Jesus, somos purificados, remodelados e revestidos com novas vestes.
Mas, para isto, é necessário obedecer: 'dispõe-te e desce...' (Jr 18.2)
Disposição em obedecer e descer do pedestal da auto-suficiência e nos submetermos integralmente às mãos do oleiro (Jr 18.2-7, 11b).

2. Aprendo que para ser modelado pelo Pai, preciso me submeter.
Deus quer fazer de nós não um remendo e sim uma obra prima. Para isto somos amassados, moldados, submetidos ao forno da provação:
'Foi-me bom ter eu passado pela aflição para que aprendesse os teus decretos... Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a Tua palavra' (Salmo 119.71, 67).

As provações me despertam, faz com que eu avalie minhas escolhas sob a luz da Sua Palavra e volte atrás naquilo que não convém (Sl 119.59).
O Rev. Magno V. Paterline disse que as derrotas nos ensinam a nos superarmos. A atuação de Deus faz de nós pessoas abençoadoras. Entretanto, a mesma circunstância pode ter efeitos diferentes, dependendo da consistência de cada um:
“O mesmo martelo que despedaça o vidro é o martelo que forja o aço; 
O mesmo fogo que consome a palha é o fogo que purifica o ouro; 
O mesmo sol que amolece a manteiga é aquele que endurece o barro; 
O vento que amedronta o pardal é o mesmo vento que faz com que a águia alce os vôos mais altos. 
Jesus, o varão Galileu, homem de dores, que sabe o que é padecer, veio para que você pudesse se sobrepujar, sair da dor mais forte, mais maduro, mais vitorioso”.
O que somos? Vidro ou aço? Palha ou ouro? Manteiga ou barro? Pardal ou águia? Somente Deus pode fazer com que nossa existência valha a pena, seja útil, abençoada e abençoadora.

3. Aprendo que Deus faz de mim vaso de honra, preparado para toda boa obra.
           Quando cumprimos os desígnios de Deus desfrutamos do melhor desta terra (Is 1.18-20) porque a Sua vontade é boa, perfeita e agradável  (Rm 12.2).
Num retiro espiritual na minha mocidade ouvi a história de um missionário que me impactou. Ele contou que, quando criança, sonhava em ser aviador. Algumas vezes, na igreja, resistia ao chamado para assumir um compromisso com Deus porque pensava: “Deus vai querer que eu seja pastor e eu vou ser piloto de avião”. Certo dia, já adolescente, não resistiu. Chorando disse a Deus: “Eu renuncio ao meu sonho. Faço o que o Senhor quiser”.
Os anos se passaram e ele se tornou um missionário aviador da Organização “Asas do Socorro”, missão que leva mantimentos, medicamentos aos índios, aos caboclos, aos missionários residentes em locais de difícil acesso. Testemunhou que a sua vida não poderia ser melhor, mais cheia de aventuras e significado.
Deus, como Pai, tem prazer em presentear os seus filhos com os sonhos de seus corações, mas sonhos consoantes ao Seu propósito, e sempre no devido tempo.
“Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4).

Um coração submisso a Deus tem sonhos sintonizados com o d’Ele. Deus tem uma aliança de ser o nosso sócio nos investimentos que Ele mesmo projetou. Não projetos medíocres, imediatistas, mas algo que terá o sentido de eternidade.
Deus transforma cacos em vasos perfeitos, limpos, restaurados. 
Canais de bênçãos e não reservatórios.

Hoje somos barro nas mãos do oleiro, porém, amanhã, seremos ouro refinado. O ouro para ser purificado tem que ser fundido no meio do fogo, local mais quente, de modo que queime, elimine as impurezas. O ouro só estará purificado quando refletir a imagem do Seu fundidor, como num espelho. Nas provações, se nos submetermos, Deus purifica o nosso caráter, retirando as impurezas para refletir a Sua imagem em nossas vidas (Sl 66.10). Aleluia!!!

'Obrigada Senhor por não desistir de mim. Faz de mim, Senhor, um vaso novo, separado para Sua Glória. Faz de mim um vaso limpo, não pelo meu esforço pessoal porque isto seria impossível, mas pela Sua graça. Modela-me e usa-me segundo os Seus propósitos. Em nome de Jesus, nosso referencial e Salvador. Amém!'

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

'Crer pra ver!'

Deserto: Abandono, Castigo ou
Oportunidade de Deus?
 “Portanto, eis que Eu a atrairei, e a levarei para o deserto, 
e lhe falarei ao coração” (Os 2.14).

Conta-se que num vestibular para ingresso numa Faculdade de Publicidade, um dos itens da prova era redação livre, com o seguinte tema: “Descreva o que você vê na folha anexa”. Os candidatos estranharam: a folha estava em branco. A melhor nota foi conferida a um candidato que escreveu: “Nesta folha em branco, vejo uma grande oportunidade”.     

Quantos dias, quantos anos nos restam? Não sabemos! Podem ser poucos ou muitos. Sabemos, entretanto, que são folhas em branco que indicam que a nossa história ainda não acabou. 

É crermos que estar vivo é um presente de Deus, uma grande oportunidade!
Como precisamos absorver esta verdade e nos animarmos, aquietarmos o nosso coração mesmo em meio a um deserto árido e seco. É vislumbrarmos pela fé que algo novo pode acontecer, um renovo do Pai que mudará a nossa história.

Você pode pensar: “Está complicado demais... Meu passado é bem isto: uma folha mal aproveitada, sem realizações que mereçam ser divulgadas. Muitas frustrações, muitos sonhos desfeitos. Foram tantas as lutas, tantas expectativas e eu aqui, estagnado, na aridez de um deserto, sem saber o que fazer.  Como posso, nesta situação, enxergar oportunidades?”
Francisco Otaviano (1829 – 1889) declarou na poesia “Ilusões da Vida”: “Quem passou pela vida em branca nuvem, e em plácido repouso adormeceu. Quem não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem - não foi homem. Só passou pela vida, não viveu”.

Para os que confiam que Deus está no controle absoluto da sua história como enxergar um deserto? Um castigo? Um lugar de abandono, de indefinições? Ou oportunidade de construir um novo legado, num local especial, num ateliê, onde uma nova biografia é delineada e esculpida pelas Mãos do Eterno Pai.

Quando meditamos na história dos grandes homens de Deus vemos que os desertos foram o palco onde ocorreu o sobrenatural e a fé destes homens amadureceu. 
Vemos que a luta é o material e método de Deus pra nos ensinar dependência e perseverança na fé. O resultado? Experiência com o Pai, a esperança no porvir (Rm 5.3-4).
A calmaria pode gerar soberba em nosso coração e nos afastar da fonte da nossa energia, que move nossa vida para propósitos eternos:
“Quando tinham pasto, eles se fartaram, e, uma vez fartos, 
ensoberbeceu-se-lhes o coração; por isso, se esqueceram de mim” (Os 13.6).

Como um lápis precisa ser afiado, lapidado para escrever melhor, para deixar marcas nítidas, nós precisamos ser tratados por Deus, passados por apontadores para ficarmos mais competentes, preparados para novos desafios. Os desertos podem significar pausas de preparação.

Você pode pensar: 'Tudo isto parece tão teórico!' Gostaria de compartilhar uma experiência. Por algumas razões, mudamos de cidade. Saímos do conforto, do aconchego de amigos, do conhecido para algo novo, estranho. A adaptação foi árdua, penosa! Enxergava, incorretamente, um deserto. Entretanto, foi um período fértil de experiências. Aprendi a depender de Deus, vi milagres acontecendo, meus valores foram testados, minha confiança em Deus fortalecida e, posso garantir, que sai mais enriquecida, com mais convicção da minha fé, com muitos frutos e com novos e preciosos amigos. Foi um período extraordinário e indispensável na minha biografia. 

       Quando nos submetemos a Deus pela fé, Ele se revela e, então, algo surpreendente acontece. A certeza de não estarmos sozinho, que Deus está conosco e Ele tem um propósito para nossa vida que jamais será frustrado (Jó 42.2). É fascinante! Os desertos transformam-se em campos floridos, férteis, transbordantes de frutos suculentos.

Há pedras no caminho? Sim! Entretanto, quando reclamamos, Deus nos repreende: “Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do Jordão?” (Jr 12.5). Como receber maiores incumbências, novos desafios como usufruir de uma vida abundante, se lutas infantis, elementares abatem, paralisam o nosso interior?

O sofrimento é pedagógico porque nos ensina a lei de Deus (Sl 119.71). Conta uma historia que certo dia um garoto resolveu nadar, junto com os seus irmãos, num rio que havia no fundo da casa dos seus avôs. Uma cobra sucuri grudou no menino que começou a se debater, em vão. Os seus gritos alertaram o avô que foi até ali e o puxou tenazmente.  A força da cobra era grande, mas maior era a paixão de seu avô pelo menino e nada o faria soltá-lo. Com uma faca ele foi furando a cobra que amoleceu e soltou o garoto. Ele trazia no corpo as marcas da mordida da cobra, mas trazia também as marcas das mãos do seu avô, resultantes do esforço feito para retirá-lo das garras da serpente.
Muitas vezes trazemos marcas em nossas vidas. Marcas de lutas, cicatrizes, permitidas por Deus para nos proteger, para que não nos perdêssemos nas arapucas da vida. Quando o mundo tentava nos seduzir, nos engolir, Deus nos puxava para mais perto dele.

Para nós o sofrimento pode representar confrontação, dor. Entretanto, para Deus, uma oportunidade de nos resgatar, de renovar a aliança conosco. Pode doer, mas pode ser a grande oportunidade de conhecermos melhor o Deus vivo: Eu te conheci no deserto, em terra muito seca” (Os 13.5).
O que as provações têm causado em nós? Tem tornado nosso coração amargo, intolerante, duro, atolado na autopiedade? Tem paralisado nossa vida? Ou as lutas têm nos aproximado de Deus, tem nos feito enxergar o Seu agir, o Seu cuidado, o Seu propósito?

Que Deus nos ajude a reagir com sabedoria diante das provações!



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

'Guardando o coração: fonte da minha vida'

 PIPOCA OU PIRUÁ?
Você gosta de pipoca? A transformação do grão de milho numa pipoca me encanta...
Você sabe como isso ocorre?
Um grão de milho tem ar no seu interior. Com o aquecimento, o ar gera uma pressão no interior do grão (como uma panela de pressão), mas ele não pode escapar. Se o ar escapar, o grão não estoura e, portanto, não se transforma em pipoca. Vira piruá, que só serve pra quebrar o dente do cidadão.
Assim é com a nossa vida. Precisamos conservar nossa essência interior, guardar o nosso coração para, no momento certo, desabrochar: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). 
O calor do fogo representa as provações, permitidas por Deus para despertar em nós algo novo e permitir nossa transformação: “As porcelanas mais resistentes são as que vão ao forno mais vezes.”

Como guardar o nosso coração?
José do Egito é um exemplo de alguém que guardou o seu coração. Rejeitado pelos seus irmãos foi vendido como escravo. Apesar de injustiçado não se tornou uma pessoa amarga, não ficou preso ao passado, perdoou e ajudou seus irmãos. Como José conseguiu fazer isto?

1. José perdoou os irmãos porque conservou a fé de que Deus estava no controle de sua vida (Gn 50.15, 19-21).
José tinha consciência que tudo que acontecia com ele era permissão de Deus e mesmo quando armavam ciladas para ele, ele descansava num Deus que podia transformar o mal em bem. Ele cria que mesmo traições, escravidão, acusações injustas, prisão; tão diferente dos seus sonhos de infância, um dia se reverteria em algo novo, especial.
A Bíblia não narra José discutindo, questionando. Tudo leva a crer que José meditava e aguardava o tempo de Deus, quando então veria o Seu agir. Não deve ter sido fácil. A sala de espera de José era fria, escura, perigosa, na presença de bandidos e de animais peçonhentos.
Muitos vezes pensamos que o ímpio está no controle. Lembre-se, é só aparência. A Palavra final sempre será de Deus, o Deus que tudo pode e nenhum dos Seus planos pode ser frustrado (Jó 42.2)
Você tem submetido a sua vida nas mãos de Deus? Tem perdoado os seus ofensores? Tem aguardado, com paciência, em Deus?

2. José conservou a dignidade, fazendo o melhor possível com tudo que lhe veio a mão.
        José passou momentos difíceis. Entretanto, destacou-se em tudo o que fazia seja como escravo de Potifar (oficial do Faraó), como prisioneiro, como colega dos encarcerados, como governador do Egito. Era notório que o Senhor era com ele e prosperava tudo o que José fazia (Gn 39.3).
        “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...” (Ec 9.10). Deus nos conclama a trabalhar, a sermos fortes, a não termos medo, a confiarmos que Ele está conosco e que o Seu Espírito habita em nós (Ageu 2.4-5). Ele nos desafia a crermos contra as circunstâncias, a confiarmos em Suas Promessas, a fazermos tudo que estiver ao alcance de nossas mãos e que seja benéfico à sociedade em que estamos inseridos.
        Quais são os desafios que Deus tem colocado em suas mãos, seja na vida profissional, na igreja, com os seus familiares? Você tem buscado agradar a Deus, corresponder a estes desafios e oportunidades?

3. José conservou a honradez, não negociou, não pecou contra Deus, mesmo sendo ameaçado e prejudicado.
        Tentado pela mulher de Potifar, José é claro no seu posicionamento. Tinha um compromisso com Deus e pecar contra Ele estava fora de seu projeto de vida (Gn 39.9). Para José o que importava era servir e agradar a Deus somente, mesmo se a conseqüência fosse prisão, perdas, ostracismo.
       Temendo a Deus e crendo em Sua justiça, José aquietava o coração porque sabia que, um dia, o fogo consumiria as tendas do suborno e que o fim dos mentirosos seria a esterilidade (Jó 15.34).
Você tem sido ameaçado? Prejudicado? Rompa as cadeias com o pecado, mesmo que haja perdas imediatas. Escolha não pecar contra Deus.
José não manchou a sua história. Deixou um exemplo, um legado precioso para seus descendentes. Enquanto José sofria, Deus preparava novos tempos para sua vida. Deus construía a rampa que o levaria a ser governador do Egito.

4. José, mesmo diante da previsão de uma crise, aceitou o desafio de administrar a nação egípcia.
Deus revela a José os sonhos do faraó e mostra que viriam momentos difíceis; de fome, secas e grandes lutas. Mesmo assim, José, um estrangeiro, jovem e inexperiente, recém saído da prisão, aceita o desafio de governar durante esta crise.
        José sabia que o Espírito do Senhor estava com ele e que não precisava temer o futuro. Com dedicação, perseverança, sem preguiça, confiante na visão que Deus tinha lhe dado, José ajuntou os alimentos produzidos nos sete anos de abundância e soube administrá-los, negociá-los, com honestidade, de modo que trouxesse fartura aos egípcios e as nações vizinhas, no período de escassez.
        Devo estar sensível às oportunidades que vem de Deus“...vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo...” (Ex 3.7-8)
Conta-se que certo capitão ouviu de um soldado: - “Senhor, como vamos guerrear se tem três soldados inimigos para cada soldado nosso?” O Capitão respondeu: “Não estamos aqui para contar o inimigo e sim para vencê-lo”.  
Esta deve ser a visão de um filho de Deus. Não importa o tamanho das lutas, se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).

Qual a diferença entre pipoca e piruá?
A diferença é quem dirige a sua história. Isto determinará o modo como enfrenta o calor das adversidades. A vitória é de quem se submete às mãos de Deus e enfrenta as lutas com visão, compromisso e perseverança.
Quem tem dirigido a sua história? Com quem você tem compromisso?

José tinha tudo pra ser piruá. Mas ele não se conformou, não negociou valores, não fez aliança com o pecado, não se fechou para a vida. Piruá é quem se refugia, paralisado pelo medo, em cavernas, culpando o outro pelo seu fracasso.  
Caverna parece poético, mas é um local frio, escuro, cheio de perigos. Caverna é sinônimo de dor, solidão, mediocridade. José foi odiado, ameaçado de morte e vendido pelos irmãos (Gn 37); foi rotulado como escravo e estuprador pela sociedade (Gn 39), porém não se deixou vencer.

Se você tem sido rotulado como piruá, decida virar o jogo. Não deixe que outros escrevam a sua história. Rompa as amarras da mediocridade. Estas cadeias não são suas. Não as aceite. Mas, para virar o jogo, você tem que se dispor a mudar. 
Há quem diga que ilusão é continuar fazendo as mesmas coisas, do mesmo modo e esperar mudanças, resultados diferentes. Peça orientação de Deus e faça o que compete a você (cursos, preste concursos, perdoe, cultive o domínio próprio, administre seus gastos), preparando-se, com fé, para alcançar novos horizontes. Não pra ser melhor do que os outros, mas pra ser melhor amanhã do que você é hoje.

A história está repleta de potenciais perdedores que viraram o jogo. 
Conta-se que Demóstenes era gago, mas tinha um sonho. Fascinado pelo poder da palavra, sonhava em se tornar um grande orador. Isto pareceria impossível. Alheio a descrença dos seus amigos começou a treinar com muita determinação. Conta-se que ele corria na praia contra o vento declamando poemas; falava colocando seixos na boca. Finalmente, Demóstenes reverteu sua história e tornou-se o maior orador que a Grécia conheceu.
                 
        Lute pelos seus sonhos sem perder a doçura, sem negociar princípios, sempre priorizando o Seu relacionamento com Deus, com seus familiares e amigos. Estabeleça alvos, guarde em todo tempo o seu coração.


  E, então, como a pipoca, ouça o repicar dos tambores, receba vestes novas e novo perfume do Pai. 

Desafio: Se você tem se sentido um piruá, se invés de guardar o seu coração, tem guardado mágoas, cultivado ranços, tem vivido uma vida infértil, busque a Deus, peça perdão, peça que o sangue de Deus o purifique de todo pecado, medite na Palavra de Deus. Ela nos ensina quais são os valores que devemos guardar. Deus de milagres, que dá vida a ossos secos, poderá fazer de você uma nova criatura, alguém que desfrute e celebre a vida, alguém capacitado a cumprir o precioso projeto que Ele tem especialmente para você.
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura,
as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).
        QUE DEUS O ABENÇOE!