“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

`A feiura em feitura - poema inédito de Deus!`



       “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).
       Sabe qual a diferença entre feiura e feitura? A cruz de Cristo! (Pr Israel Trajano).
         O amor incondicional de Jesus (oh, quão doce e puro amor), revelado na cruz, nos purifica, nos transforma e nos capacita a amar e a fazer o bem:


E então, você é feio ou feito por Deus?       
        Tive um colega que dizia: 'Tô feito mesmo!' As pessoas olhavam e ele continuava.... 'Feito bobo!'
        O pecado nos faz feios, sem graça, fedidos, desafinados... 'feito bobo'!
        Porém, Deus é um Pai zeloso para com os que são Seus filhos, lavados, regenerados na cruz pelo sangue de Jesus Cristo. 
         Ele inclina-se para nós, conhece o tamanho da nossa luta interior e se compadece. 
"Então, o Senhor se mostrou zeloso da sua terra,
compadeceu-se do seu povo" (Zc 8.2)
         Como um tocador de harpa, Deus, ao nos ver destoantes, distantes do projeto d'Ele, aperta a cravelha, estica a corda e compõe uma melodia extraordinária.

         Entretanto, quando somos ajustados, sofremos pela tensão, mas somente assim poderemos ser tratados, dedilhados por Deus.

         Você está passando por momentos de estresse? Tem buscado a Deus? Tem se submetido a Ele, sem rebelar?
         Então, aguarde, você está sendo preparado para um novo e precioso cântico.

Cântico de entrega, cântico de louvor, cântico que alegra e faz diferença neste mundo.
Desçamos do pedestal de orgulho que enfeia, da soberba que fede e, então, seremos restaurados. Tornamo-nos bonitos (a alegria embeleza), perfumados (exalamos o perfume de Cristo) e muito atraente (interior entusiasmado).
  "Considero os meus caminhos e volto os meus passos para os teus testemunhos... Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra" (Salmo 119.59, 67)

Certo jovem passou por momentos muito difíceis, nada parecia dar certo, angustiou-se e, por um momento, até pensou que Deus tinha desistido dele. Orou, crendo nas promessas de perdão em Cristo Jesus, de que Deus jamais o abandonaria. Entregou suas lutas, seus medos e teve uma experiência extraordinária de intervenção divina.  
A feiura em feitura. Do grego, feitura significa poema
Você: poema de Deus - obra prima, linda, inédita, majestosa.

"Senhor, meu Deus, limpe o meu coração de todo pecado. Trata do meu interior, arruma o que está bagunçado, desafinado. Prepara-me para toda boa obra. Sei que mudanças, acertos doem, então peço que me dê fé, perseverança e o conforto dos Seus braços. Peço que eu tenha sempre a visão de que o Senhor está no controle de todas as coisas e, sendo assim, não devo temer más notícias. Em nome de Jesus, meu Salvador, amado de minha alma, amém" 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

'A fé que gera força!'

.Aprendendo com o beija-flor  (Colibri serrirostris)
“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Sl 127.3).

          Beija-flor, ave pequena e encantadora. Sua plumagem iridescente revela inúmeros matizes. É considerado o menor vertebrado do mundo, os ossos de suas asas são flexíveis e curtos, atingindo de 50 a 80 movimentos por segundo.1,2 Ágil, voa até de marcha-ré e permanece imóvel no ar.

Entretanto, sua pequenez e fragilidade são ilusórias já que os seus músculos, em proporção ao seu tamanho, são nove vezes mais fortes do que os dos homens.           

Ousado, enfrenta e persegue aves temíveis, cem vezes maiores, como o gavião, com vôos rasantes e arriscados. Toma posse de territórios ou fontes de néctar e luta, com garra, por eles e pelos seus filhotes.

 Foto extraída de: http://www.terradagente.com.br/fauna/0,0,2,492;4,beija-flor-de-orelha-violeta.aspx

O que eu aprendo com esta delicada ave?

Aprendo que não importa a grandeza dos meus recursos porque não estou só. Deus me capacita e me dá forças pra lutar pelos meus valores, pela minha família: “... porque um há conosco maior do que o que está com ele” (2 Cr 32.7b).

Aprendo ainda que os músculos da minha fé devem ser exercitados, dia a dia, para serem utilizados nos momentos de ameaças, caso aves de rapina sobrevoem nosso ninho.
           
           Davi (por volta de 1050 a.C.), um rei poderoso, guerreiro hábil pra arquitetar estratégias e vencer guerras, foi derrotado como pai. 
A história conta que Davi não contrariava os seus filhos (1 Reis 1.5-6). Era um pai ausente, não vigiava o seu ninho, os amigos dos seus filhos, como deveria. Certo dia foi surpreendido por terríveis tragédias. Seu filho Amnom recebeu de um amigo sagaz, Jonadabe, conselhos de morte.
Davi ainda cochilou quanto às intenções de Amnom com Tamar, sua irmã. Ao saber do incesto ficou irado, mas não há registro que disciplinou Amnom. Absalão, revoltado, vinga a irmã; mata Amnom e se refugia na casa do avô (2 Sm 13.1-39).


Por sua vez, a história de Rispa, contemporânea do Rei Davi, é desafiadora (2 Sm 21.1-14). Ela perdeu dois filhos, enforcados pelos gibeonitas. Rispa tomou um pano de saco e o estendeu sobre uma penha e permaneceu de guarda, desde o principio da ceifa até as primeiras chuvas (de 60 a 90 dias), não permitindo que aves ou animais aproximassem dos cadáveres.
O zelo dessa mulher pelos filhos mortos trouxe admiração a todos. O Rei Davi, ao saber disso, ajuntou os ossos dos enforcados e os enterrou junto à sepultura do seu pai, Quis. Rispa recebeu o reconhecimento que queria para os seus filhos.

Depois disto, a Palavra nos diz que Deus se tornou favorável para com a terra (2 Sm 21.14), reverteu a maldição em benção. Depois do que? Depois de Davi ter reparado a quebra da aliança com os gibeonitas e restaurado a memória dos filhos de Rispa.
O que temos feito com os nossos filhos? Rispa fez pelos seus filhos mortos o que muitos não fazem pelos seus filhos vivos. Como Jó, precisamos clamar por eles, em todo tempo (Jó 1.5).

Como está o nosso território? Há aves de rapina querendo destruir nosso sossego, roubar a segurança de nossa família? Não podemos hesitar, temos que enfrentá-las, com coragem. O beija-flor, de pequeno porte e aparência frágil, é um exemplo de luta corajosa pela sua prole.


           Nossos filhos são heranças do Senhor. Nossa descendência precisa crescer saudável, amadurecer suas asas para que, no devido tempo, alcem vôos e cumpram o propósito de Deus.


Para Refletir: Você conhece os amigos dos seus filhos e as suas intenções?  Tem conversado, mantido um canal de camaradagem com seus filhos? Tem se colocado na brecha, orando sempre por eles e com eles?
Oração: “Senhor, meu Deus, abra os meus olhos para que eu perceba o que acontece ao redor e no interior do meu lar. Que eu esteja sempre na torre de vigia, atento às artimanhas dos predadores e tenha forças e sabedoria para enfrentá-los. Faça dos nossos filhos canais de bençãos. Não nos deixe cair em tentações e livra-nos do mal. Por Jesus, amém”.


Citações

1 Campbell, B., Lack, E. 1985. A Dictionary of Birds. Vermillion: Buteo Books, 670 p.

2 Camfield, A. 2004. "Trochilidae" (On-line), Animal Diversity Web. Acessado 18/11/2008 em http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Trochilidae.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

'Reminiscências...'

18 de Janeiro: Aniversário do meu primogênito, Leandro!

Existem datas que nos remetem ao passado e, como o dia de hoje, aos sonhos concretizados.
Acordei lembrando-me o tanto que eu sonhava em ter um filho em meus braços.
Confesso que o sonho de me casar era tênue.
Por ter crescido em meio a tantos disparates, não via o casamento com bons olhos. Mas, filho, como eu queria ter um!
Olho para minha vida e vejo como Deus tratou comigo.
Hoje, sou ferrenha defensora do casamento (sob a orientação de Deus) e desfruto de um marido e dois filhos extraordinários.

Três meses após o meu casamento, o que eu gestava no coração concretizou-se: estava grávida!
Leomam construiu um berço de borboletas. Quanta alegria e ansiedade!

17 de Janeiro de 1987: faltavam 15 dias pro Leandro nascer, segundo as contas do médico. Neste dia, das 9  às 19 horas, participei de duas bancas examinadoras de doutorado no Departamento de Genética da Faculdade de Medicina - USP (RP): Profs. Dejair Message (Universidade Federal de Viçosa) e Malcon Brandeburgo (Universidade Federal de Uberlândia).
O dia todo uma dorzinha me incomodava. Do Campus da USP fomos direto para o Hospital Beneficiência Portuguesa onde Leandro nasceu aos 40 minutos do dia 18 de janeiro, sob a conversa animada do médico e auxiliares sob a escalação do time da Copa do Mundo, a ser realizada no México. Se Telê Santana tivesse ouvido, o resultado seria outro...


Dois dias depois, ao sairmos do hospital, pensei aflita: - E agora? Não vou dar conta. Como vou saber quando o Leandro tem sede, fome? Ali, pedi a Deus que ele nunca sofresse frustração. Já pensou que tolice a minha? Ainda bem que Deus filtra nossos pedidos. Essas mães... Hoje eu sei que frustrações, perdas são fundamentais para o amadurecimento.

De lá pra cá quantas lembranças com o melhor filho que alguém poderia ter: primeiros passos, palavras;  juntando as letrinhas sozinho, na maior ansiedade pra ler; sustos, quedas; ponte do rio que cai, casinha na árvore; muitos e preciosos amigos, brincadeiras; festas; jantares familiares à luz de velas;  muita música, aprovação no vestibular, faculdade e mestrado na USP de São Carlos, namoro...
A seguir algumas fotos pra ilustrar o quanto Deus tem preparado para aqueles que O amam.

"Senhor, quero agradecer por tudo que tens feito em minha vida. Por resgatar valores, princípios. Por tornar sonhos, realidade. Ensina-me a não somente obedecer a Sua vontade, mas a estar mais em Sua Presença. Continua, ó Pai, zelando e tratando do nosso filho Leandro. Obrigada por ele conhecê-Lo como Senhor e Salvador pessoal. Que o Leandro nunca se aparte da Sua vontade, que ele atenda, em todo o tempo, ao Seu Santo e precioso propósito. Em nome de Jesus, amém".

Enquanto curtia a chupeta, dizia: Coiacoiacoia...


Com papai, em Fortaleza
Casa na árvore
Como são parecidos, em tudo.


Sorvete? Limão, sempre!

Com vó Luiza, tia Carmen Silvia e priminhos.
Sempre bagunçando com a irmãzinha Deborah
Niver: amigos e piscina.. tudo de bom!
Viagens: muito bom!
Rio de Janeiro: vó Luiza e tia Nega.

Niver e fantoches: tia Maria Luiza e priminhas Renata e Moniza.

Servindo ao Senhor: família e namorada Cynthia.












Leia mais em: http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2012/07/mensagem-ao-meu-filho-leandro-decisao.html


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

'Libere a sua formosura...'

        Michelangelo (1475-1564) dizia que o trabalho de um escultor não era o de criar e sim o de libertar, de um bloco de pedra, o monumento ali aprisionado. Num bloco de mármore ele vislumbrava uma linda escultura. 
Obra inacabada deste famoso escultor 
http://www.museumsinflorence.com/musei/David_by_michelangelo.html
    Fico imaginando que Deus juntou o pó num bloco e nele, enxergou uma formosa escultura. Foi então que fomos arquitetados em Seu coração. 
Até que um dia, nascemos ao mundo e, num outro dia, renascemos, em Cristo Jesus. Insondável e valioso mistério:
"E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; 
as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17)

Então, pouco a pouco, vamos sendo liberados do bloco ou não... na medida em que nos submetemos a Ele.
Quando nos aquietamos em Suas mãos, Deus, como um escultor, vai dando forma a algo novo e formidável. Nosso coração vai sendo tratado, transformado:
"Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; 
tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne". (Ez 36:26).

O resultado? Tornamo-nos morada do Espírito Santo e o seu fruto é libertado em nós, com todo o seu esplendor: um pomar abundante e extraordinário de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade (bons pensamentos), bondade (boas atitudes), fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22-23). 

Creio que não há limites sociais, genéticos, familiares, culturais ou variáveis de quaisquer natureza que me impeçam de ser lapidado, capacitado porque é o Senhor, Deus Criador, que me habilita para toda boa obra.

Entretanto, o que fazemos? Muitas vezes, com rebeldia, indiferença, não permitimos o desabrochar destes frutos. Seja porque nos encapsulamos no ranço das mágoas, das frustrações e dos relacionamentos mal resolvidos. Por fora, casca grossa e por dentro, azedume.

Há ainda quem veste a máscara da fuga: vícios, ativismo, vida social ou mesmo, a das "pílulas da felicidade”, transferindo para os medicamentos a responsabilidade pessoal de buscar a paz com todos os homens, de desenvolver o domínio próprio, a santificação sem a qual ninguém verá a Deus (Hb 12.14).
Interessante... um dos sinônimos de pílula é mentira, aquilo que engana. 

'Pílula da felicidade ou domínio próprio?'
É assustador saber quantos tem tomado antidepressivos porque sem eles ficam insuportáveis, não dormem, não se controlam.
Muitos tem se tornado dependente químicos não porque sofrem de depressão ou estão realmente doentes, mas porque não querem administrar a tristeza das perdas, das frustrações, a sua indisposição interior em perdoar, em avançar. Alguns, até mesmo, por confundir tristeza com depressão.
Os especialistas são unânimes em admitir que a maioria das pessoas que tomam antidepressivos não sofre de depressão profunda e sim porque tornou-se dependente ao fazer uso deles em momentos de tristeza, ansiedade, descontentamento. Sintomas que seriam passageiros, administráveis, conforme o modo de lidar com eles.
                             
Se sofrermos perdas (emprego, cônjuge, filhos, financeiras) é natural que a tristeza venha. Porém, no que depender de nós, não permitamos que ela se transforme numa depressão*. 
Jesus Cristo, ao passar por uma tristeza intensa, nos ensina a fazer isto. Sugiro a leitura da meditação do texto de Mateus 26.36-39 em: http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/01/como-evitar-que-uma-tristeza-profunda.html 
Aprendi que não faz sentido dizer:  "Amanheci hoje com depressão".
Os psicólogos ensinam que depressão trata-se de uma tristeza profunda, com sintomas intensos que perduram por semanas, meses e que interfere nas atividades básicas.

Para refletir: Como estamos trabalhando nosso domínio próprio? Até que ponto podemos nos refugiar em medicamentos, bloquear o desenvolvimento natural da beleza que Deus almejou pra nossa vida?

“Senhor, liberte a formosura que existe dentro de mim e que tenho abafado com rebeldia, comodismo, medicamentos. Quero ser totalmente livre pra lhe adorar, pra lhe servir. Perdão por me refugiar nas aparências, por não ser verdadeiro, muitas vezes, nem em minhas orações. Ajuda-me a desenvolver o fruto do Espírito Santo, a permitir que estravasse o potencial que existe dentro de mim. Que minha vida revele, com plenitude, o que o Senhor sonhou para ela. Não quero morrer inacabado. 
Peço que, em nome de Jesus Cristo e por amor do Seu nome, conclua Sua boa e preciosa obra em meu viver. Amém”.

Que o nosso Deus abençoe, fortaleça nossas vidas e libere o encanto, em toda a sua inteireza, que se encontra dentro de todos nós. 
Ao Deus Eterno, Criador e Sustentador nosso, toda nossa adoração!

Observação:
Há também depressão cuja origem é fisiológica e deve ser tratada com medicamentos apropriados.
Caro leitor, caso você utilize medicamentos, não estou recomendando que pare de usá-los. Sugiro apenas que reflita em suas motivações e, se possível, com acompanhamento médico, avalie a real necessidade de usá-los, tentando, aos poucos, se libertar deles.

sábado, 12 de janeiro de 2013

"Fé que pensa, razão que crê!"

(Segue abaixo a Introdução que escrevi para o livro, 
ainda não publicado: 
'Aprendendo com os bichos: Sobreviventes')

~~~~~~~~~~~~~~~~~
“Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar to contarão. Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? Na Sua mão está a alma de todo ser vivente e o espírito de todo o gênero humano”. Jó 12.7-10


Mistérios...
“A mais bela sensação que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele a quem essa sensação é estranha, que já não consegue deter-se perplexo e tomado pelo espanto, é semelhante ao morto: seus olhos estão fechados”.
Albert Einstein (1930)¹
           
O nome é de vivo, mas está morto2: questão de visão ou sensibilidade? 
Philip Yancey¹ considerou que muitos acontecimentos interessantes podem ocorrer ao nosso redor e não serem processados pela incapacidade de visualizarmos o panorama global. 

Seria o ponto cego, imenso na maioria dos casos, que roubaria a inteireza de nossa visão, tornando nossa vida incompleta. 
Um desperdício. Olhos embaçados, sonolentos, indiferentes diante da beleza e diversidade da criação, do encanto de uma criança, do aroma de um bolo recém assado, do esplendor do pôr-do-sol, de uma melodia suave e envolvente.

O que tem contribuído para encolher nossas perspectivas e nos tornado, muitas vezes, tão limitados? Valores ou objetivos confusos? Ativismo desmedido? Adaptações a conceitos pré-estabelecidos?
Adaptar-se a mudanças é interessante para nossa sobrevivência. Entretanto, acomodar-se a dogmas herdados, que não são necessariamente corretos ou coerentes com o momento em que vivemos é cochilar, é aceitar um modelo apático de vida.
Desfrutar da vida com intensidade é ampliar horizontes, é reagir, é vislumbrar: “O que de interessante, inédito pode estar acontecendo ao nosso redor, neste momento, que nos escapa?”

Ciência & Apatia
Ao longo da história, a percepção de que existia algo a ser desvendado, despertou cientistas, impulsionou pesquisas que redundaram em descobertas que comoveram e arrebataram gerações.
Entretanto, a história nos mostra épocas agitadas, febris, diferenciadas pelas conquistas e outros períodos, caracterizados por preconceitos, por um marasmo paralisante. Fico pensando que isso vale para épocas históricas como também para o ciclo de uma vida.

Essa indiferença tem atingido até cientistas. Muitos deles sentam-se em bancadas de laboratórios com os sentidos indolentes, limitando-se a reproduzirem pesquisas cujos resultados são sobejamente previsíveis. São os papagaios da ciência. Gastam fábulas do erário realizando meras multiplicações de investigações já feitas, com ligeiras modificações.

Existem paradoxos temíveis. Há quem se surpreenda, dia após dia, com a complexidade da natureza e outros que a banalizam. Vão perdendo a sensibilidade ao contemplá-la¹. 
Da análise do universo, a complexidade de uma célula, fica patente a assinatura de um Criador, de um Deus de poder. 
Apis mellifera na flor de camomila (Matricaria recutita) e Trigona sp na flor de berinjela (Solanum melongena)
Admitir isso é entender que um dia teremos contas a prestar. 
Isso amedronta e, muitos, por comodismo ou, até mesmo, por covardia, pelo medo de tirar a máscara da auto-suficiência e confessar limitações, refugiam-se no ateísmo. 
Isso dificulta o desfrute da vida na sua inteireza, porque restringe a busca. 
Para os cientistas, a arrogância é letal. Ela embota a visão, enterra oportunidades.

O Sopro de Deus
São tantos os mistérios! São tantos os enigmas!
 “Invoca-me e eu te responderei, anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes”³. Deus promete: - “Há fatos encobertos que só serão revelados com a minha aprovação. E para isso, você precisa Me procurar”.  
Deus está disposto a compartilhar segredos que, no passado, transformaram escravos em governadores, como José; pastores de ovelhas em reis, como Davi; jovens comuns em sábios, como Daniel.

O que seriam estes mistérios? Conhecimentos ocultos, insondáveis para o mero olhar humano? Valores? Com eles avançaríamos independentes das pré-estabelecidas barreiras ditadas para nós por herança familiar ou cultural?
Jó, um homem justo, temente a Deus, que andava em caminhos íntegros, sugeriu que muito pode ser aprendido com o estudo da natureza, da terra, das aves, dos peixes. Jó discerniu na natureza ensinamentos, solução de enigmas, instruções novas, aplicáveis para o seu viver5.

Ao contemplarmos a diversidade da criação com o coração disponível podemos nos deparar com a nossa própria limitação diante do poder imensurável de Deus. 
Sem dúvida, isso pode nos ensinar lições de tolerância, de renovação, de restauração de relacionamentos com Deus e com o próximo.

Na torre de vigia!
            Antony Flew4, filósofo conceituado, defensor do ateísmo durante cinqüenta anos, questionador ferrenho da fé incondicional num Deus soberano, finalmente se rende. Descobre a presença de Deus pela razão e não pelas emoções ao entender a improbabilidade de a natureza ter surgido do acaso, dada a sua complexidade. 

          É praticar o lema da Aliança Bíblica Universitária do Brasil: Fé que pensa, razão que crê”.

Segundo Albert Einstein (1879 – 1955), físico alemão, 'a era moderna possui meios impecáveis, mas finalidades confusas'1
Como isso é verdadeiro! O homem tem aprendido a medir, a fazer equipamentos funcionais e extraordinários. Nunca a comunicação esteve tão ao alcance do homem e nunca o homem se sentiu tão só. Nunca o homem buscou tanto conhecer os motivos de sua existência e nunca se sentiu tão distante da resposta.

Nesse momento, clamamos aos céus para que intervenha, amplie a nossa mente e coração e que Deus nos ensine coisas grandes e ocultas, a partir de Sua grandiosa criação.
Como Habacuque6, coloquemo-nos na torre de vigia, buscando a presença, o entendimento que vem de Deus e à semelhança do profeta Samuel nos rendamos aos Seus pés, disponíveis para ouvir a Sua voz: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”7.

Citações
¹ Yancey, P. Rumores de outro mundo – a realidade sobrenatural da

        fé. Editora Vida, 2004, 235 p.
² Apocalipse 3.1.
³ Jeremias 33.3.
Flew, A. Um Ateu Garante - Deus Existe - As Provas   
       Incontestáveis de um Filósofo que Não Acreditava em Nada. 
       Ediouro, 2008, 192 p.
5 Jó 12.1-7.
6 Habacuque 2.1.
7 1 Samuel 3.9-10

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Como evitar que uma tristeza profunda se transforme em depressão?"

Jesus: Da Tristeza Profunda ao Trono Celestial
 (Parte adaptada do capítulo do Livro: Vida Plena editado pela ABBA Press)

Jesus, conhecendo o vale escuro que ia atravessar e que O levaria até a Cruz do Calvário, fica profundamente triste até a morte. 
Neste estado de tamanha angústia, como Jesus Cristo agiu? 
O que devo fazer pra que uma tristeza profunda não se transforme numa depressão? 
Meditando em Mateus  26.36-46, Jesus Cristo me ensina a:

1.      Não me acomodar: 
Jesus leva os discípulos para um local especial, aprazível, onde pudessem gozar de privacidade junto ao Pai. Levou-os para um jardim (Getsêmani), próximo a Jerusalém, situado ao pé do Monte das Oliveiras.
2.      Convidar bons amigos para estarem comigo: 
Jesus Cristo convidou três dos seus discípulos, aqueles especiais: Pedro, Tiago e João, que estiveram com Ele em momentos altamente significativos, como na transfiguração (Mt 17.1-8), para O acompanharem.
3.      Desabafar, revelar, abrir o meu coração
Jesus revela que a Sua alma está profundamente triste, até à morte (Mt 26.38). Pede que eles fiquem e vigiem com Ele.
4.      Orar, clamar e entregar tudo nas mãos de Deus
Ele intensificou as Suas orações, clamou por ajuda, mas Se dispôs a obedecer à vontade do Pai.

Precisamos impedir que a depressão faça morada em nosso coração. 
Quando a tristeza vier, aprendo a enfrentá-la, perguntando-me: “Por que estou triste? Há alguma coisa que eu possa fazer? O que Jesus Cristo faria no meu lugar?” 
Se houver algo que eu possa fazer, aprovado por Deus, vou em frente! 
Se não há o que fazer, devo entregar a situação nas mãos de Deus, me aquietar e aguardar: “Guarda silêncio e ouve, ó Israel” (Dt 27.9).

A dor pode ser a oportunidade de Deus tratar, amadurecer o nosso interior; resolver pendências, produzir perseverança, quebrar barreiras,  ter oportunidade de revelar o Seu amor e estreitar o relacionamento de Pai e filho (Sl 34.19; Is 48.10; Rm 5.3; 8.35-37; I Pe 1.6-7; I Pe 5.10). 
Quando sofremos na presença de Deus, nosso interior é fortalecido como um osso quebrado que, ao cicatrizar, torna-se mais forte, mais resistente.
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito (Rm 8.28). 

Cremos ainda que nenhum sofrimento será superior às nossas forças, e como co-herdeiros com Cristo, seremos consolados (2 Co 1.5-7) e, no devido tempo, glorificados (Rm 8.17). Mesmo que passemos por tribulação, a vitória final será nossa, por Cristo Jesus.
A Bíblia registra muitas histórias de homens que enfrentaram momentos de intensa tristeza, angústias e solidão em suas vidas. Alguns entraram em depressão. 
No entanto, os que buscaram a Deus foram tratados e atravessaram desertos sem perderem a compostura, a dignidade e a fé. 
 “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos!... Porque d’Ele, e por meio d’Ele, e para Ele são todas as coisas. 
A Ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Rm 11.33-36).

 Aprendemos que precisamos ser e fazer bons amigos que, no devido tempo, nos confortam e, em outros, nos repreendem com amor, para que possamos acertar os nossos caminhos (Pv 27.5-6, 9).
 O apóstolo Paulo, quando enfrentou uma situação de grande impacto na sua vida, apelou aos amigos. Paulo revela suas lutas, seus temores, suas tribulações e o conforto que sente com a chegada de seu amigo Tito (2 Co 7.5-6). 

 Tempos atrás, uma amiga passou por uma tristeza profunda decorrente de um grande desgosto. Passamos a nos reunir para o café da manhã em minha casa, todos os dias, juntamente com outra amiga em comum. Durante semanas oramos, meditamos na Palavra, choramos e nos consolamos. Os motivos da dor não passaram, mas Deus deu libertação, alegria e grandes vitórias pra ela e sua família e, creio, que muita benção vai ainda acontecer. Continuo aqui, na torre de vigia, deleitando-me e fortalecendo o meu coração ao ver o agir de amor de Deus Pai. 

           Jesus Cristo, após orar pela terceira vez, volta-se para sua realidade disposto a enfrentá-la e anima seus amigos a se levantarem também. 
           Sabemos que Jesus Cristo sofreu muito até morrer injustamente, por mim e por você. Foi enterrado, porém hoje, sua tumba está vazia porque ressurgiu dos mortos e está assentado no trono celestial, à destra de Deus. 
           
Tumba em Jerusalém

           “Deus o exaltou sobremaneira para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11).  

           Como você está? Está passando por aflição, medo, por uma grande angústia? 
           Reflita sobre o que Jesus fez quando passou pela dor da traição, do abandono, da oposição, da injustiça. A Bíblia nos ensina a imitá-lo. 

           Façamos isto, sem esquecermos que, após a entrega total, chegará a hora de nos levantarmos para enfrentar, sempre com fé no coração, confiantes nas promessas do Pai:
 "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, 
nem jamais penetrou em coração humano 
o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” – 1 Co 2.9


ORAÇÃO: "Senhor, chego à Sua Presença no nome de Jesus Cristo. 
Eu confesso que tenho pecado contra o Seu Santo Espírito e 
peço perdão (especifique cada um deles...). 
Peço que o Seu sangue me limpe, me purifique de cada pecado confessado e 
também daqueles que, por esquecimento, não confessei. 
Sei que o Senhor conhece o meu sofrimento e 
creio que ouve o meu clamor. 
Peço que, pela Sua misericórdia, me conceda amigos de verdade, 
confiáveis que possam me ajudar neste momento. 
Pai, se porventura, eles não forem fortes o suficiente para vigiarem comigo, 
me dê forças para vigiar e para me levantar e cumprir a Sua vontade, seja ela qual for.  
Obrigada, desde já, porque estou certo de que nada poderá me separar do 
Seu tão grande e doce amor e isto é o que importa pra mim. 
Em Jesus, meu Salvador e Referencial, amém"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

'O berro da ovelha e a revolução dos bichos'

Postado, neste blog em 21/08/2012
         Era uma vez um velho porco chamado Major que morava na fazenda do Sr. Jones. Ele tinha o sonho de acabar com a opressão e os maus tratos que os animais sofriam da parte dos humanos.
         Dias antes de falecer, Major revela o seu sonho a todos os bichos. Dois porcos, Bola-de-Neve e Napoleão, decidem lutar por um novo regime onde imperaria justiça e igualdade.
        Com entusiasmo, todos os animais partem para luta, cada um com suas habilidades e características representando, curiosamente, as diferentes nuances do caráter humano.
      Estabelecem os sete Mandamentos que regeriam esta nova sociedade:

 1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.

2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.

3. Nenhum animal usará roupa.

4. Nenhum animal dormirá em cama.

5. Nenhum animal beberá álcool.

6. Nenhum animal matará outro animal.

7. Todos os animais são iguais. 


        Entretanto, a sede do poder perturba Napoleão que expulsa Bola-de-Neve e o acusa, injustamente, de traidor. Bola-de-Neve desaparece após ser perseguido pelos cães criados e doutrinados por Napoleão.
         Napoleão estabelece uma ditadura corrupta e passa a negociar com os humanos, a morar na antiga casa do Sr. Jones, a beber e a andar sobre duas patas.
   
     Para se adequar, novos mandamentos são impostos, tais como: ‘Nenhum animal beberá álcool em excesso; nenhum animal matará outro animal sem motivo’ e, finalmente: ‘Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros’.


Os bichos são submetidos a uma escravidão muito pior que a anterior. Trabalhavam mais, recebiam menores porções de rações e eram submetidos a um regime de intolerância geral a quaisquer níveis de rebeldia ou contestação. Poucos se lembravam, ainda que vagamente, da época do Sr. Jones.
         Finalmente, há uma reunião barulhenta e festiva na casa principal entre os porcos mais proeminentes e os agricultores vizinhos.
         Os animais mais corajosos e curiosos, atrevem-se a espiar pela janela, observam os discursos sendo feitos, a bebedice, os jogos de baralho e consideram que já não se podia identificar quem era porco e quem era 
Tenho me lembrado freqüentemente do livro ‘A Revolução dos Bichos’, publicado pelo escritor inglês George Orwell, em 1945, como uma sátira ao regime comunista da época. É considerado um dos cem melhores livros da língua inglesa pela revista norte americana ‘Times'.
Leitura interessante e agradável, vale a pena ler:   http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/animaisf.pdf

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Misto de tristeza, frustração, vergonha... 
       Momentos difíceis... onde vemos corruptos e corrompidos sendo protegidos e valores morais desconsiderados.
        Quando presenciamos, inertes, nova linguagem de vida sendo transmitida para as novas gerações: individualismo, superstições, oficialização da imoralidade e beneficiamento de bandidos     de colarinho branco.  
       Vozes que se escancararam no passado contra a repressão, hoje, convenientemente se tornaram CONIVENTES, emudeceram num corporativismo deplorável. Conivência com os desmandos, a injustiça, a banalização da lei. Quanta decepção!
        Assisto perplexa e ouso sonhar e clamar a Deus, Senhor dos impossíveis, por mudanças!

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Hoje, 18/09/2012: 
Algo novo está acontecendo! 
Uma nova história está sendo construída!
Louvado seja o nosso Deus!

Parabéns aos membros do Supremo Tribunal de Justiça do Brasil que não se renderam.
Àqueles que, com ousadia, tem lutado, sem esmorecer, mesmo diante de ameaças, a fim de que a justiça seja feita!

Aos reféns (felizmente, a minoria, nesse caso), aos que se renderam, aos covardes... nosso profundo pesar e lamento. 
Oxalá se envergonhem do triste legado, desonrosa memória que estão deixando para os seus descendentes!
"A memória do justo é abençoada, 
mas o nome dos perversos cai em podridão" (Provérbios 10.7)

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Hoje, 14/10/2016
         A luta continua... Avante Sérgio Moro, investigadores, juízes que sonham com um Brasil mais justo, mais íntegro. Deus os fortaleça e capacite, cada dia mais. Que nenhuma arma, nenhuma palavra injusta contra vocês prospere.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Abaixo, dois textos do Rev. Hernandes Dias Lopes (extraídos do facebook), para sua reflexão: 

BRASIL, O PAÍS DOS CONTRASTES (Hernandes Dias Lopes)
O Brasil é o país dos contrastes: um país rico, com um povo ainda assolado pela pobreza;
um país com grandes universidades e maioria da população ainda sem acesso às universidades;
um país de tributos pesadíssimos e uma gestão perdulária;
um país assaz religioso, mas entregue ao paganismo sincrético.

Anseio ver um Brasil onde a classe política sirva o povo em vez de servir-se dele; um país onde os tributos sejam destinados ao bem do povo e ao progresso da nação em vez de servir para locupletar os avarentos inescrupulosos; um país onde a ordem e o progresso não sejam apenas distintivos do nosso pavilhão nacional, mas um ideal defendido por todos os brasileiros.
POLÍTICA (Hernandes Dias Lopes)
É grande, profunda e crônica a decepção com os políticos. Uma onda de descrédito com os políticos varre a nação. A maioria dos políticos se capitulam a um esquema de corrupção, de vantagens fáceis, de fisiologismo, nepotismo, enriquecimento ilícito, drenando as riquezas da nação, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender às necessidades sociais..
'Nunca nos esqueçamos de que a 
Bíblia nos ensina a interceder,
honrar e obedecer as autoridades constituídas' (Rm 13.1-7).

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Vamos em frente!
'Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor!' Sim, eu creio!
Que tal começarmos, agora, um clamor pelos governantes e pelas próximas eleições, em 2018?


Leia mais em "Corando de vergonha em 3 tempos": 
http://destilardosfavos.blogspot.com.br/search?q=corando+de+vergonha