“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma questão de ponto: vírgula, exclamação, interrogação ou ponto final?

O poder da vírgula (ABI - Associação Brasileira de Imprensa, 2008):
Vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere. 
Ela pode sumir com seu dinheiro:
23,4.
2,34. 
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve. 
Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido. 
A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber. 
A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.
* Você colocou a vírgula após o TEM? Ou após o MULHER?


Segue uma meditação que escrevi tempos atrás sobre pontos na vida:



Uma questão de ponto: 
vírgula, exclamação, interrogação ou ponto final?
Aprendendo com o peixe-pulmonado  (Protopterus spp)
Texto Bíblico: “A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14).
            Na seca, a água dos rios se reduz e o peixe pulmonado, de origem africana, sobrevive enterrando-se na lama. Ali, mergulha num sono profundo, reduzindo o seu metabolismo de modo similar a hibernação dos animais de sangue quente, durante o inverno de regiões temperadas e árticas. Com as chuvas, os peixes retornam às suas atividades,1,2.
http://www.mundodospeixes.com.br/2011/11/peixe-pulmonado-africano.html
            Há momentos em nossas vidas que as coisas boas param de acontecer. Sobra exaustão, doenças, derrotas, perdas.

O que fazer quando a secura sobrevêm?
A ansiedade pode gerar precipitações e rumos desastrosos. Há quem interrompa, de modo prematuro, projetos que não deveriam ser suspensos.
A precipitação nas crises tem prolongado ou tornado definitivas derrotas que seriam passageiras.  A falta de perseverança tem murchado o interior de muitos. Pessoas que desistem de estudar, de lutar pelo casamento, pela sua vida profissional. 
A verdade é que nem sempre a primeira chave abre a porta. Às vezes ela só abre após muitas tentativas.
Há momentos em que Deus colocou vírgulas e não ponto final para que aprendamos a esperar e a confiar n’Ele ou mesmo para que amadureçamos para novos e extraordinários projetos: “Ah, se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários... Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha" (Sl 81.11-16).

Por outro lado, o sucesso é daquele que tem discernimento para entender a hora certa e coragem para mudar o rumo de seu caminho. Há quem coloque interrogações, dúvidas no amor de Deus, diz que foi abandonado. Em tudo, vale lembrar que se estamos vivos é porque nossa história ainda não acabou. Se Deus não colocou ponto final é porque há algo mais.

Perder uma luta não significa perder a guerra. Não coloque ponto final quando Deus colocou uma vírgula. Nos desertos, não questione, não coloque ponto de interrogação. Coloque pontinhos e aguarde a ação de Deus.
As pausas devem nos levar a reflexão, a amadurecer nosso interior. Como a pausa traz sentido à música, intervalos podem mostrar a direção, o significado para nossa vida. A pausa pode nos sensibilizar e potencializar nossa atenção para os próximos compassos, de modo que apreciemos cada detalhe das novas notas que virão que tornarão o arranjo, incluindo as pausas, muito mais extraordinário.

Não importam o espaço ou as pausas, se houver sonhos e fé em Deus ninguém conseguirá restringir a fronteira da nossa imaginação. O nosso interior tornar-se-á um abrigo exclusivo, um patrimônio tão elevado quanto a nossa proximidade de Deus. Isso fará de nós companhias agradáveis para nós mesmos e para o próximo.
A vida é como a música, misteriosa no começo e com o final certo. Entretanto, no meio pululam emoções, sentimentos que, se bem administrados, tornam tudo fascinante e inesquecível (adaptado de N. Sparks, no livro 'A última música')

Os animais preparam-se para hibernar armazenando gordura no corpo que auxiliará na sobrevivência. Da mesma forma, a Palavra de Deus no nosso coração nos sustenta, anima, orienta os nossos passos como bússola e auxilia a resistir aos dias maus.  
Como os peixes pulmonados dispõem de meios para sobreviver na seca, os que creem em Deus resistem na penúria, porque a Palavra de Deus é o fôlego da vida. Ela restaura, faz nossos olhos brilharem, fortalece os ossos, endireita nossa coluna e nos coloca de pé para avançar: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” 5. (Os 6.3a)

Para Refletir: Você tem sabido a hora de parar, de mudar o rumo dos seus planos? Tem armazenado a Palavra de Deus em seu coração? Ela nos ensina como Deus age e como quer que façamos também. Faça um propósito consigo mesmo de buscar Sua direção pela leitura diária da Sua Palavra e da oração.
Oração: “Senhor, agradeço pela Sua Palavra que é vida, orientação. Que ela ilumine os meus passos, traga sustento e esperança, nos bons e nos maus dias. Que o meu prazer esteja na Sua Lei e n’Ela eu medite de dia e de noite (Sl 1.2). Que eu anseie por ela como terra seca pela água da vida. Em nome de Jesus, amém”.

Citações
¹  Greenwood, P.H. Biology of Living Species of Lungfishes - The natural history of African lungfishes. Journal of Morphology V. 190, n.1, p. 163 – 179, 2005.
2  Fishman, A.P.; Pacl, A.I.; Delaney, R.G.; Galante, R.J. Journal of Morphology.  Biology of Living Species of Lungfishes – Estivation in Protopterus. V. 190, n.1., p. 237 – 248, 2005.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

"Dê um peteleco no feijão"

"Dê um peteleco no feijão"

            Enquanto aguarda a liberação do seu CRM de MG, Deborah está conosco e tem sido muito bom. Leomam perguntou-lhe se poderia falar à igreja na noite do seu aniversário (15/02/2012) e a resposta imediata foi afirmativa.

            Segue a meditação que ela fez. Espero que sirva pra sua edificação pessoal:
Texto Básico: Êxodo 3
            Momento histórico: Moisés vê a sarça ardendo e Deus revela o Seu plano de usá-lo na libertação do povo do Egito. Moisés recua, diz que é pesado de língua (Ex 4.10-12). Muitos acreditam que Moisés fosse gago.
           
            Certa noite em Jaboticabal, dando sopão num bairro carente, uma senhora aproximou-se com uma caneca e nela tinha um feijão grudado. Leomam questionou e ela disse: - “O que não mata, engorda”. Leomam deu um peteleco no feijão e colocou a sopa.

            Será que não precisamos dar um peteleco no feijão que temos conservado, às vezes com tanto apego? Às vezes, alguém nos admoesta e a gente retruca: “Deixa o meu feijão sossegado, não está incomodando ninguém”. Ou dizemos: “Jogue a primeira pedra quem não tiver um feijão na sua caneca”. Entretanto, há ‘feijões’ que podem matar sim!
            Acomodamo-nos, continuamos com nossa vida contaminada e vamos nos azedando. Às vezes é só um grãozinho de feijão e noutras é um pé, uma plantação inteira dificultando nossa vida.


            Deus diz a Moisés para tirar as sandálias dos pés porque iria pisar numa terra santa. Deus é santo. Ama o pecador, conhece a sua aflição (Ex 3.7), mas não admite o pecado.
            Rev. Magno Paterline dizia que muitos tem se acostumado com o sagrado, brincado com coisa séria. Gente que tem um ministério e, arrogante, se acha o melhor, o insubstituível. Gente que fica olhando, dedurando o feijão na caneca do outro e fica curtindo, às ocultas, o seu.
            Existem muitos exemplos de homens e mulheres que brincaram com a vontade de Deus e se ralaram.
            Moisés tirou suas sandálias e revela a Deus, com sinceridade, o temor do seu coração.

            Não sei aonde você tem pisado sem tirar as sandálias, sem confessar o ‘feijão’. A gagueira que tem contaminado, dificultado sua história. Qual é o seu ‘feijão’? Qual obstáculo tem impedido ou dificultado a sua caminhada com Deus? Reflita nisto.

Tem sandálias, ‘feijões’ pra tirar, pra eliminar de sua vida de modo a ter uma experiência inigualável de livramento com Deus e desfrutar de Sua Presença? Dê um peteleco no ‘feijão’ e busque refúgio entre os ombros do Pai: um lugar de refrigério, de verdade, de paz, onde sua fé é fortalecida e os sonhos não se vão...

Realmente, este lugar é tudo que eu preciso! 
Deborah finalizou sua meditação cantando: “Há um Lugar”, de Heloísa Rosa:
Há um lugar de descanso em ti
Há um lugar de refrigério em ti
Há um lugar onde a verdade reina, esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde as pessoas não me influenciam
Há um lugar onde eu ouço teu Espírito
Há um lugar de vitória em meio à guerra, esse lugar é no Senhor
Esse lugar é no senhor (4x)
Há um lugar onde a inconstância não me domina
Há um lugar onde minha fé é fortalecida
Há um lugar onde a paz é quem governa, esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde os sonhos não se abortam
Há um lugar onde o temor não me enrijece
Há um lugar que quando se perde é que se ganha, esse lugar é no Senhor
Jesus!
Tu és tudo o que eu preciso, Jesus!
Eu te preciso


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Jonas 4: Jonas faz birra e Deus ensina misericórdia.

Jonas 4: Jonas faz birra e Deus ensina misericórdia.

            O final da história é muito interessante. Jonas fica irado e pede pra morrer  (v.1, 3) porque Deus não eliminou os ninivitas. Diz que sabia, de antemão, que Deus ia se compadecer deles e não os destruiriam, justificando assim a sua fuga.

            Deus, com toda paciência, pergunta: - “É razoável essa tua ira?” (v.4). Jonas sai da cidade, assenta-se à sombra pra ver o que aconteceria com a cidade. Deus faz nascer uma planta que faz sombra para Jonas e, no dia seguinte, envia um verme que fere e seca a planta. Ao nascer do sol, manda um vento e Jonas fica quase desfalecido, pedindo a morte.

            O que eu aprendo com esta história?

1. A misericórdia e a paciência de Deus são imensuráveis.
“Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (Lc 6,36)
            A palavra misericórdia vem do latim: miser (miséria) e cordis (coração). Deus coloca o Seu coração na minha miséria e me dá, por amor (Efésios 2.4), o perdão, a salvação que eu não mereço (Tito 3.5). 
          Isto é tremendo! A misericórdia de Deus me atrai, me envolve, traz alento ao meu coração: Deus não desiste de mim! ALELUIA!

Entretanto, como Jonas, muitas vezes demonstramos egoísmo, imaturidade. Ficamos no camarote priorizando o nosso conforto, vitórias, bem estar; priorizando futilidades; abrindo brechas para o pecado da cobiça, da injustiça e, muitas vezes, insensíveis à dor e a luta do nosso próximo. 
 Deus nos ensina que a Sua motivação, os Seus valores são diferentes. Deus aprecia o quebrantamento, a renúncia, a submissão, a salvação do perdido (1 Timóteo 2.4). Pedro renunciou a tudo para seguir Jesus.
Que Deus desperte o nosso coração e nos ensine a praticar a compaixão.

2. Deus intervém para que O busquemos mais, para que aprendamos com Ele!

Deus chama Jonas à razão. Como ele pode ter compaixão por uma planta efêmera e não ter misericórdia de uma grande cidade, com 120 mil pessoas?
Deus revela a Sua prioridade. Intervém diretamente nas circunstâncias (planta, verme, vento, sol) para nos incomodar, para nos forçar a sair do nosso castelo, da nossa alienação. É o canto do galo que acorda e transforma Pedro. São palavras, obstáculos: despertadores de Deus em nossas vidas.

Certo pastor, conferencista renomado, com a agenda lotada para os próximos dois anos, ficou muito enfermo. No leito do hospital questionou. Como ficar ali, com todo potencial de comunicação, que Deus tinha lhe dado, completamente represado? Deus fala ao seu coração: - “Você tem falado muito de mim e pouco comigo. Tem carregado a obra sobre os seus ombros como se ela dependesse de você. Não é isso que Eu quero. Você está aqui para ser tratado por mim. Valorizo mais você do que o seu trabalho. Quero que aquiete o coração e se fortaleça na minha Presença!

3. Os resultados pertencem somente a Deus!

            Aprendo que preciso fazer o que compete a mim e, todo resto, pertence a Ele! Isto deve sossegar o meu coração: “... Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4.6).
       Deus está mais interessado do que nós na salvação do perdido. Somos instrumentos, graças à Sua inexplicável graça. A obra é d'Ele e é um privilégio, uma dádiva podermos participar dela, mesmo com toda nossa insignificância.        
Para Refletir:
Quais têm sido suas prioridades? Conforto? Status social?
      Tem obedecido ao “Ide” ou tem fugido, como Jonas? Usando desculpas, acusando o outro pela falta de oportunidades?

            Visitei o Museu do Cairo onde tem a múmia de Ramsés II. Há quem diga que foi o faraó que dificultou a saída do povo do Egito, sob a liderança de Moisés.

De qualquer forma, a sala das Múmias nos faz refletir. O tempo de fazermos o bem e deixarmos um legado digno é hoje, agora. Dias virão em que isto não será possível. Que possamos fazer dos anos que nos restam um pomar repleto de frutos eternos, pra honra e glória do nosso amado Pai.

A ELE E, SOMENTE A ELE, TODA GLÓRIA E TODA A NOSSA ADORAÇÃO!!!
Soli Deo Gloria!!!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Jonas 3: Jonas e Deus: parceria bem-sucedida!


Jonas 3: Jonas e Deus: parceria bem-sucedida
 Certo homem ouviu uma ordem de Deus. Ele deveria, todos os dias, empurrar uma rocha que existia na frente da sua casa. Obediente, todos os dias ele empurrava o rochedo com todas as suas forças. O rochedo não se movia.
Este homem, aborrecido, falou com Deus: - “Pai, estou aqui obedecendo, empurrando este rochedo e ele não se move. O que o senhor quer de mim? Estou cansado!”  
Deus respondeu: - “Eu mandei você empurrar, não mover a rocha. Quem move sou Eu, quando me aprouver. A sua função é empurrar. Você não percebeu a diferença, mas está mais forte, mais calejado, mais capacitado para a missão que terei pra você”. 
O que eu aprendo com esta ilustração e com a história de Jonas 3?
Muitas vezes trabalhamos, corremos, labutamos, seja nos afazeres seculares ou mesmo na igreja e parece que nada acontece. Queremos resultados imediatos e sentimo-nos esgotados, frustrados. Tudo parece estagnado.

Aconselhamos pessoas e para nós, a solução é tão evidente. Temos a fórmula na ponta da língua. Ficamos aflitos, querendo resolver o problema do outro e o outro não nos compreende, não reage. 
Falamos da nova vida que somente Deus pode oferecer e, muitos, ouvem apáticos, não se movem, não se comprometem. 
Temos certeza que Deus poderia mudar totalmente sua história, sua família e a indiferença que demonstram, suga nossa seiva.

Angustiava-me ver pessoas passando por aflições, rejeitarem convites para ouvir de Deus, para serem tratadas por Ele. 
Até que percebi o quanto estava errada. A obra e os resultados pertencem a Deus. Não preciso me afligir, preciso empurrar a pedra com alegria e, em oração, e esperar que Deus a mova, que o sobrenatural aconteça. 

Quantos pastores estão hoje queimados, esgotados porque oram, jejuam, trabalham e suas igrejas não crescem. Alguns ficam envergonhados porque ao fazerem apelo após a mensagem, ninguém se mexe, ninguém aceita o desafio.

Isto é chamado de “complexo de Messias”. Jesus Cristo, o Único e Verdadeiro Messias, não teve este problema. As multidões esperando e Ele retirava-se para orar (Lucas 5.16).

Dependência do Pai.
Como precisamos aprender com Jesus. Termos consciência (na prática, não somente na teoria) que a obra é de Deus e para sermos capacitados precisamos depender, nos abastecer n’Ele!
Como é complicado praticar esta verdade quando disparamos afoitos para fazer missões, para aconselhar! Entretanto, se não desenvolvermos este espírito de humildade, dependência, jamais teremos resultados eternos. Será tudo palha seca, que rapidinho será queimada.

Só o Espírito Santo de Deus convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8)! Só Deus salva, por meio de Jesus Cristo!
Precisamos entender que a nossa função é trabalhar, empurrar a pedra. Os resultados, o mover do Espírito Santo competem a Deus.

Obediência
“Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua Palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar...” (1 Sm 15.22).

  Jonas foge de Deus para não pregar em Nínive. Alega que Deus, na Sua bondade e misericórdia não traria juízo para os ninivitas. Seja qual for o motivo real, depois da fuga, da tempestade, de ter vislumbrado a morte de perto, Jonas torna-se capacitado para ser usado por Deus, torna-se parceiro de Deus na conversão do povo de Nínive.

O mesmo homem, a mesma mensagem e a ocasião propícia. Os historiadores comentam que Nínive tinha passado por grandes sustos: epidemias e um eclipse total do sol. Estavam, assim como Jonas, preparadinhos. O que Deus requer de nós para sermos usados por Ele? Capacidade? Não! Ele que capacita e prepara o coração do missionário e do campo missionário. Precisamos obedecer, sem questionar!

Para o missionário, Deus requer uma vida de obediência, dependência (1 Tm 4.12; 1 Sm 15.22); fidelidade (a mensagem deve ser entregue na íntegra, sem retirar ou adicionar nada) e  compromisso (João 6.66-69).

Os ninivitas crêem em Deus (v.5). Todos, sem exceção, reconhecem as maldades que praticavam, o pecado; humilham-se, proclamam um jejum, vestem-se de panos de saco (v.6). Clamam a Deus, convertem-se do seu mau caminho (v.8) e Deus reconsidera e não os destroem (v.10). Este é o nosso Deus. Ele tem prazer em abençoar!

Os resultados  eternos procedem somente de Deus (quando e como Ele quiser!)
É crer, confiar, dispor-se como parceiro do Pai nesta jornada, na preciosa missão que Deus nos presenteou! 

Segunda chance!
Benção! Jonas foge, mas Deus concede a Ele uma segunda chance!
Deus poderia chamar outro pra substituir Jonas, mas não o faz! O privilégio seria de Jonas. O aprendizado, ao Seu lado, seria de Jonas e de ninguém mais. 
Deus pessoal, Pai de amor que busca o perdido, o rebelde! Deus que não desiste de nós!
'Ah, Senhor, meu Deus, dê-me sensibilidade para não fugir, para não tomar atalhos enganosos, para não ser rebelde à Sua Palavra. Mas, Pai, se porventura eu desviar do Seu propósito, recolhe-me com o Seu cajado e dê-me compreensão para voltar aos Seus braços com alegria e por inteiro, em nome de Jesus que me ensina obediência incondicional, amém!'

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2:9).

QUE DEUS O ABENÇOE!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

'Quem não obedece, padece!' (Jonas 2)

      Jonas viveu na época do Rei Jeroboão II, no VII século a.C, quando recebeu de Deus a incumbência de levar ao povo de Nínive a seguinte mensagem: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3.4).
Nínive, capital da Assíria, era famosa pela sua violência, por roubar das comunidades vizinhas e por ser inimiga do povo de Deus.

O texto conta que Jonas se dispôs sim, mas para fugir da presença de Deus (v.3). A Bíblia relata que a fuga de Jonas seguiu uma descida linear.  Jonas parte de Samaria para Jope onde embarca num navio com objetivo de ir à Tarsis (1 Rs 10.21-22, Sl 72.10).*
Entretanto, uma tempestade ameaça a vida de todos que estavam com ele no navio. Entendendo que a tempestade era decorrente da desobediência de Jonas, o atiram ao mar (Jonas 1.15). 
http://otpbdobrasil.ning.com/
Jonas é engolido por um grande peixe e permanece em seu ventre durante três dias e três noites. 
Jonas afasta-se do local de sua missão e vai para longe e para baixo, cada vez mais... numa descida linear: 
Colina     -     Porto     -     Navio     -     Porão     -     Mar (peixe)

         Jonas estava no ventre de um grande peixe, numa situação angustiante: todo melado, sujo, fedido. Sentia-se um bagaço, um nada, totalmente excluído da Presença de Deus (Jonas 2.4).


Quem não obedece, padece!” (Rev. Magno V. Paterline)
Desfalecido, rodeado pelo abismo, Jonas confessa que não tinha esperança de vida, sente-se morto, numa sepultura. Entretanto, renova suas forças quando se lembra de um Deus de misericórdia (v.8) e eleva a Ele uma oração (v.7).

Muitas vezes, precisamos que Deus nos leve à lona pra quebrar nossa cerviz, nossa arrogância e trazer humildade, entendimento que sem Ele nada somos e nada podemos fazer. 
Depois de se tornar vômito de peixe quem pode manter a altivez? Depois de ir a um hospital e perceber a fragilidade da vida, quem pode andar com o nariz empinado?

Jonas crê no perdão de Deus e O louva (v.9). A oração de Jonas, na impossibilidade, é ouvida e respondida por Deus que providencia o seu resgate.

Este é o nosso Deus! Deus que se inclina e ouve o nosso clamor, mesmo quando estamos mergulhados no vômito dos nossos pecados e delitos. Deus de perdão (1 João 5.14-15), Pai de misericórdia que nos alcança, nos considera. Impossível compreender quão grande é o amor de Deus!
“... Para onde fugirei da tua face?
Se subo aos céus, lá estás;
se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também.” (Salmo 139.8).

 Você já se sentiu ou tem se sentido assim? Sufocado? Angustiado? Totalmente sem alternativas?
Ore, derrame o seu coração ao Senhor, somente a Ele. Deus não nos divide com ninguém. Peça perdão pela sua infidelidade, pelos pecados que tem cometido, chame o seu pecado pelo nome.  
Conte a Ele a sua dor, os seus medos, a sua fragilidade. Orar a Deus não é utilizar frases feitas, formatadas. É impossível enganar a Deus. Concentre-se n’Ele e despeje o seu coração, com sinceridade. Esta é a oração que Deus ouve.

“Oração é colocar perante Deus o que está no meu coração, não o que deveria estar” (C.S. Lewis).

    Você quer ser alguém que experimenta a Presença de Deus?
Quer ter a sua vida transformada, sem o véu do orgulho, da frieza, da indiferença? Quer desfrutar de uma vida significativa?
Decida dedicar-se a oração, pelo menos uma hora por dia. 
Recolha-se no seu quarto, num local onde tenha privacidade. Leve um caderno/caneta, uma Bíblia com você. Anote a data, os motivos da sua dor, do seu medo, das suas necessidades. 
Lembre-se também de agradecer por tudo que Deus já fez em sua vida e está fazendo. 
Adore-O pelo que Ele é. Um Deus presente, misericordioso, que se importa com a nossa luta. Deus que luta por nós.
Somente Deus pode mudar o nosso interior! 

Ore, ore sem cessar.
Creia, sua vida mudará, as circunstâncias mudarão e o seu coração jamais será o mesmo!
"Pequei contra Ti, contra Ti somente e fiz o que é mal perante os Teus olhos. Purifica-me... e ficarei limpo... Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Restitui-me a alegria da Tua salvação" (Sl 51).
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* Leia uma meditação sobre a primeira parte da história de Jonas (Jonas 1) - Jonas Resiste, porém Deus não desiste - em: http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2012/02/jonas-resiste-porem-deus-nao-desiste.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

'Jonas resiste, porém Deus não desiste' - Aprendendo com Jonas (Jonas 1)

Vamos caminhar juntos pelo livro do profeta Jonas?
Que Deus nos abençoe e fale ao nosso coração.

FUGAS (Jonas 1): ‘Jonas resiste, porém Deus não desiste!’
Jonas viveu na época do Rei Jeroboão II, no VII século a.C, quando recebeu de Deus a incumbência de levar ao povo de Nínive a seguinte mensagem: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3.4).
Nínive, capital da Assíria, era famosa pela sua violência, por roubar das comunidades vizinhas e por ser inimiga do povo de Deus.
Nínive (2011)
O texto conta que Jonas se dispôs sim, mas para fugir da presença de Deus (v.3). Por que Jonas fugiu? Há várias suposições:
1. Medo da missão (falaria para um povo violento);
2. Egoísmo ou preconceito (tratava-se de uma nação estrangeira, que ameaçava Israel);
3. Deus acabaria perdoando Nínive e, então, ele seria conhecido como um falso profeta (Jonas 4.2).
           
Jonas foge de Deus...
Por que, muitas vezes, fugimos da presença de Deus?
Fugimos da Sua Presença quando adiamos nossas orações, quando relutamos em converter nossas atitudes erradas e em cumprir nossa missão de anunciar a Sua Palavra.
São muitas as desculpas e várias as rotas de fuga: trabalho, família, computador, televisão, hobbies, vícios, sono.
Todo afastamento de Deus segue uma descida linear. Jonas parte de Samaria para Jope, com objetivo de ir à Tarsis (1 Rs 10.21-22, Sl 72.10). Afasta-se do local de sua missão e vai para longe e para baixo, cada vez mais... numa descida linear: 
Colina     -     Porto     -     Navio     -     Porão     -     Mar (peixe)

O que eu aprendo com a história de Jonas?
1.   Longe de Deus, a situação sempre pode piorar (um abismo chama outro abismo - Sl 42.7).
  Certo dia, convidamos um conhecido para ir à nossa igreja ouvir um pastor visitante. Após o culto, ele ficou muito zangado, disse que não voltaria porque o pastor tinha contado publicamente a sua história. O pastor nem o conhecia. Para nós ficou evidente que Deus queria falar ao coração deste jovem. Em seguida, por questões profissionais, mudou-se para outra cidade, onde veio a falecer, repentinamente, no prazo de um ano. Perdera a oportunidade de ter tido uma experiência com Deus antes de morrer.
 Perguntaram para um sábio quantos anos ele tinha e ele respondeu: - “Não sei, tenho os anos que me restam porque os anos que já vivi não os tenho mais, não são mais meus”.        
Não sabemos quantos anos ainda temos, quanto ainda viveremos... porém a responsabilidade é nossa de fazer com o que nos resta um grande banquete, na Presença de Deus que trará significado a cada um deles.   

Neste momento, onde está o seu coração? Se você sente-se distante, em rota de fuga, volte-se a Deus. Longe do Pai, tudo é difícil. Deus não prometeu isenção de tribulações, porém prometeu que estaria conosco, trazendo paz, doce e inexplicável paz, que só Ele pode oferecer, mesmo no meio de um tsunami.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6,7)

2. Aprendemos com Jonas que sempre que pegamos atalhos ou damos um ‘jeitinho’ fora da vontade de Deus, pagamos um preço alto.
“Jeitinho brasileiro”, considerado encantador e sinônimo de esperteza para muitos, preocupa. Vivemos numa geração que tem aprendido a torcer pelos anti-heróis e considerar caretice não aproveitar brechas para obter benefícios. 
Buscar levar vantagem em tudo é entendido, muitas vezes, como uma forma de sobrevivência interessante. Há quem até elogie como sendo algo criativo, próprio de quem se adapta melhor, tem ‘jogo de cintura’. 
Na prática significa burlar normas, indiferente ao padrão moral e social. Explicam tantas promessas não cumpridas, subornos, corrupções, fugas de responsabilidades.
Exemplos de ‘jeitinho’: transitar pelo acostamento; furar filas; entrar na contramão para fugir do engarrafamento; subornar guardas para não pagar multas de trânsito; pagar propinas para tirar carteira de motorista; colar nas provas; pagar para fazerem seus relatórios escolares e TCC; mentir sobre os motivos das falhas.
A princípio pode ser interessante, mas as conseqüências são sempre funestas: acidentes letais; profissionais incompetentes; fragilidade das instituições que deveriam educar e proteger os cidadãos; falta de paz; de comunhão; de alegria.

  Da mesma forma, a fuga de Jonas sinalizava calmaria, vantagens. Conseguiu vaga num navio, dinheiro para pagar, dormia profundamente no porão do navio, alheio a tudo. Entretanto, Deus manda um forte vento, uma grande tempestade.
 Tempestades, desertos (símbolos de carência, dor, solidão) podem ser usados por Deus para nos acordar, para falar ao nosso coração com o fim de redirecionar nossas vidas. Manifestam o amor de Deus:
“... Eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, 
e lhe falarei ao coração” (Os 2.14).

Jonas resiste, porém Deus não desiste!
Você tem enfrentado tempestades? No que você tem se agarrado? Jonas agarrou-se ao sono (v.6). Os marinheiros agarraram-se a seus deuses (v.5). Entretanto, Deus não tem substituto (v.5). 

Na vida religiosa muitos tomam atalhos. Uns participam de várias seitas, querem estar em paz com todos os ‘deuses’. Outros, feridos, sentem-se traídos por algum irmão e abandonam a igreja. Assistem cultos na internet, na televisão e dizem que procuram a Deus do seu modo. É cômodo porque não assumem compromissos, tornam-se meros espectadores.
Entretanto, o preço a ser pago é alto. Este atalho não conduz a lugar nenhum, está fora do projeto de Deus e a angústia, a intranquilidade inundam estes corações.
Que tenhamos paciência em esperar sempre no Senhor. Que, mesmo com perdas visíveis, nunca negociemos os Seus princípios e nem tomemos, precipitadamente, atalhos enganosos.
Pergunte a Deus o que Ele quer ministrar, ensinar ao seu coração e disponha-se a obedecer, a mudar o rumo de sua história.

3. Aprendemos com Jonas que pessoas que estão fora da Presença de Deus tornam-se um perigo para o seu próximo.           
Os marinheiros tiraram a sorte (v.7). Jonas precisou ser lançado fora do navio para que a paz viesse.
A disciplina de Deus para aqueles que se distanciam da Sua vontade acaba respingando em quem está por perto. Um servo desobediente prejudica, se torna maldição para os que convivem com ele. De igual modo, quando a pessoa está dentro do projeto de Deus é abençoada e abençoa a todos.
Há muitos anos atrás ouvi uma mensagem (não me recordo o nome do pastor) que comparou a experiência de Jonas e Paulo. Vou tentar reproduzí-la. 
Ambos sofreram uma tempestade no Mar Mediterrâneo:

JONAS (Jonas 1)
PAULO (Atos 27)
Situação
Homem livre
Foge da presença de Deus (v.3)
Prisioneiro
Cumpre a vontade de Deus (v.1)
Durante as lutas
Dorme (v.5)
Participa, orienta e anima a todos (v.10, 21 e 22)
Testemunho
Quando confrontado (v.8-9)
Espontâneo(v.23-25)

Opinião das pessoas
Digno de repreensão (v.10)
Digno de admiração (At 28.10). 
De prisioneiro a líder do navio.

Sua Presença
Maléfica: para que todos se salvem precisa se afastar do navio (v.15-16)
Benéfica: para que todos se salvem, precisa permanecer dentro do navio(v.42-43)

Você tem sido uma benção no seu lar, emprego, vizinhança? Você tem buscado a Presença de Deus? Tem orado? Meditado em Sua Palavra? Ou tem tomado atalhos enganosos, dado um ‘jeitinho’, distanciando-se d’Ele?

Cada um de nós é responsável pela proximidade ou não de Deus em sua própria vida. Que como Paulo, façamos diferença benéfica no meio em que vivemos.
Louvado seja Deus, que não desiste de nós. Deus que não se cala, fala conosco e nos dá oportunidades, enquanto vivemos.
“Se tu uma benção!” (Gn 12.2b)

‘Deus, ajuda-me a não retroceder, a não fugir da Sua vontade, a não tomar atalhos. Livra-me dos preconceitos e ensina-me a semear em todo tempo. Traga renovo, entusiasmo ao meu coração, aplaina diante de mim os caminhos que são Seus e desembaraça os meus  pés para que eu faça diferença benéfica aonde quer que eu vá, sempre sob a Sua direção. Em nome de Jesus que tem me ensinado amor, misericórdia e obediência absoluta ao Senhor. Amém!’