“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"TOLERANTE SIM , CONIVENTE JAMAIS"


       Neemias (por volta de 400 a.C) desfrutava de uma vida confortável. Era copeiro do Rei Artaxerxes, na cidade de Susã, na Babilônia. Entretanto, Neemias era um homem que se importava.
Neemias orava, jejuava, lamentava a miséria e a vergonha de pessoas desconhecidas, que viviam distantes (1.600 km), em Jerusalém, mas que pertenciam ao seu povo, povo de Deus.
       Com o aval e ajuda do rei, Neemias viaja até Jerusalém onde anima o povo a fortalecer suas mãos, a se ajudarem mutuamente para a reedificação das muralhas. Teriam êxito porque a boa mão de Deus estava com eles. Podiam se alegrar no Senhor e desta alegria viria a força que precisavam para concretização desta grandiosa obra (Ne 8.10).

O povo, emocionado, ouvia a leitura e explanação da Palavra pelo sacerdote Esdras. Relembravam os seus ancestrais no deserto recebendo o cuidado e a provisão de Deus. Suas vestes não envelheciam e os seus pés não se inchavam. 
Entretanto, o livro de Neemias finaliza com um capítulo de confronto (Nee 13), mostrando que este profeta podia ser um homem alegre, animado, compreensivo, mas não era conivente com o pecado.

Neemias nos ensina a diferença de tolerância e conivência. Tolerante é o que compreende as lutas, as limitações do próximo. Acolhe, com misericórdia, o pecador arrependido.
Coniventes são aqueles que se aliam, acolhem, simpatizam com o pecado. Não gostam da Palavra de disciplina, de transformação que vem de Deus. Polemizam para que a verdade não seja dita.
Alisam a cabeça do pecador e falam o que ele quer ouvir: “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz, quando não há paz” (Jr 6.14).

Tem um hino no Cantor Cristão que diz: “Olhar com simpatia os erros de um irmão”. Um pastor disse, com muita propriedade: - “Precisamos mudar esta letra para: ‘Olhar com simpatia o nosso irmão errado”.
É não ter medo de admoestar, com amor. Ajudar o irmão a retornar aos braços de Deus sem acobertar a maldade, sem afofar a cama da injustiça. 
Limpar as feridas profundamente dói, tem que ter coragem, mas somente assim podemos desfrutar da paz, do descanso que provém de Deus.

Certa ocasião fiz uma pequena ferida no pé, decorrente de uma simples bolha. Não deixava ninguém retirar totalmente o pus que se formou, e a ferida começou a crescer e a prejudicar todo o meu corpo. Meu pé ficou vermelho, inchado e quente. Só fui sarar completamente quando permiti que o médico limpasse profundamente, esfregando a ferida e retirando todo o pus.
É assim que o Senhor faz conosco. Perdoa-nos totalmente, desde que confessemos e deixemos os nossos pecados. Isso pode doer, mas só assim haverá cura. Quando alimentamos mágoas passadas e rancores, estamos contaminando o nosso interior, dando brecha para o inimigo e impedindo a atuação restauradora de Deus:
“Porque a tristeza segundo Deus produz
arrependimento para a salvação, 
que a ninguém traz pesar;
mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Co 7.10).

Que possamos refletir na nossa conduta com relação aos desmandos sociais modernos. Estamos nos acomodando? Extrapolando as fronteiras da dignidade, da ética? 

        Que o nosso amado Pai (Deus da Paz) sonde o nosso coração, mostre-nos o que precisa ser mudado e nos conduza para o santo e puro caminho.

“E a paz de Deus, que excede todo o
 entendimento guardará o vosso coração e
 a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.7)

 ‘Guardará’, do grego, significa o estabelecer guardas num ambiente hostil, cercado de inimigos (Martin, 1985).  

Nossa paz, em Cristo Jesus, 
está guardada,
lacrada pelo Senhor da Paz:
Yahweh-Shalom! ALELUIA!!!

Referência: Martin, Ralph P. Filipenses. Editora Mundo Cristão. São Paulo, 1985, p.171.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

OBRIGADA, SENHOR TODO PODEROSO - El-Shadday (שרי על)

"O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada" (Jo 3.27)

Tudo que temos e que somos provém de Deus. Obrigada, Senhor!

VISÃO (Baptist Herald)

VISÃO (Baptist Herald)
Olhando para trás com gratidão...
    Olhando para cima com louvor...
        Olhando para dentro com quebrantamento...
            Olhando ao redor com compaixão...
                Olhando para frente com esperança.

E assim... “prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

“Dúvidas... quem não as tem?





Neste domingo, estivemos visitando nossa filha em Alfenas (MG).  
O Pastor Tato (Jonathan D. de Souza) da IPI, igreja que a  Deborah freqüenta, disse:

“Quando a dúvida bater na sua porta,
abra a porta com as promessas de Deus”.

Dúvidas... quem não as tem?
Quantas vezes nos deparamos com decisões importantes ou sonhos que não se concretizam e a dúvida sobrevém, sufocando, perturbando o nosso coração?
Se não estivermos atentos, ela pode levar até o nosso sono, nossa serenidade.

O que fazer quando a dúvida nos envolve? 
      Conta-se que certo homem estava passando por muitas lutas. Ele foi se aconselhar com um sábio e falava sem parar. O sábio começou a encher a sua xícara de modo que o chá se derramava pelo chão. O homem pediu que ele parasse. O sábio replicou: “Estou 'demonstrando' como está o seu coração. Você está muito cheio de idéias, confuso. Para aprender novos caminhos, amadurecer precisa se esvaziar primeiro e se aquietar”.

Como se esvaziar e aquietar o coração em meio as incertezas?
         Tenho aprendido a ler o livro de Salmos como se fosse uma oração (Salmo por Salmo) e a assistir mensagens de servos de Deus pela internet. Deus vai falando, ministrando as Suas Promessas, penetrando, tratando e, simultaneamente, os meus olhos e o meu coração vão se desviando, se esvaziando das ansiedades, dos medos, das dúvidas.

Posso então me apegar nas promessas de Deus:
"Precisamos aprender a alicerçar
nossas orações e decisões em fatos,
nas promessas, nos mandamentos do Senhor,
e não nos nossos sentimentos, expectativas ou desejos” (Pr Silas A. Cunha
 
Nas dúvidas, nas esperas, lembro-me que não preciso temer más notícias (Sl 112.7) porque tudo cooperará para o meu bem (Rm 8.28): promessa de um Deus fiel!
 
 Lembro-me então:
* Do que Deus já fez, 
* Das Suas promessas.

Mas, que atitude devo tomar?
* Se houver algo a ser feito que encontre amparo na Palavra de Deus, devo fazê-lo sem hesitar (Fp 4.8-9). 
* Se não houver, devo fortalecer minha fé pelas lembranças do zelo de Deus, aquietar o coração e esperar, na certeza de que as Suas Promessas serão cumpridas em minha vida, no devido tempo:
Volta, minha alma, ao teu sossego, 
pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116.7).  

* “Mas, e quando disponho de várias opções  que não ferem a Palavra de Deus e não sei que direção tomar?”
   Tenho aprendido a orar a Deus e decidir pelo caminho que traz paz ao meu coração:
“Seja a paz de Cristo o árbitro 
em vosso coração...” (Cl 3.15)

Nesta página (Experimentando...) relato 
uma experiência que tive neste sentido:
http://destilardosfavos.blogspot.com/p/experimentando-oh-provai-e-vede-que-o.html

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

“Corando de vergonha: em 3 tempos"

I. Oração de Daniel pelo povo (Dn 9:1-19), (por volta de 600 a.C):

“Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas,
 com jejum, pano de saco e cinza.
Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: 
ah! Senhor!
Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;

Temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, 
como também a todo o povo da terra.

A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê...

Apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, 
para nos convertermos das nossas iniqüidades e 
nos aplicarmos à tua verdade.

Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, tem todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à Sua voz...
Agora, pois, ó Deus, ouve a oração do teu servo...

Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve: abre os olhos e 
olha para a nossa desolação...
Porque não lançamos as nossas súplicas 
perante a tua face fiados em nossas justiças,
mas em tuas muitas misericórdias.
Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; 
não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu;
porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome”


 II. Discurso proferido pelo Senador Rui Barbosa, em 1914, 
na tribuna do Senado Federal (Senado Federal. Rio de Janeiro, DF 
Obras Completas de Rui Barbosa.  V. 41, t. 3, 1914. p. 86)
"A falta de justiça, Senhores Senadores, 
é o grande mal da nossa terra,
o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades,
a fonte de todo nosso descrédito,
é a miséria suprema desta pobre nação.

A sua grande vergonha diante do estrangeiro,
é aquilo que nos afasta os homens, 
os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem;
cresta em flor os espíritos dos moços,
semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão,

habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude, 
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

Essa foi a obra da República nos últimos anos.
No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre,
as carreiras políticas lhe estavam fechadas.

Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que,
acesa no alto, guardava a redondeza,
como um farol que não se apaga,
em proveito da honra, da justiça e da moralidade"


III. E hoje?
“Qualquer semelhança é mera coincidência...”
Temos nos acomodado diante de tanta imoralidade, injustiça, corrupção?
 Que Deus nos ajude a revermos nossa ética cristã, reconhecermos nossa parcela de culpa, nossa omissão, arrepender-nos e levantarmos um clamor em favor do nosso povo, a exemplo de Daniel e Esdras:

“Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a Ti a face, meu Deus, porque as nossas iniqüidades se multiplicaram 
sobre a nossa cabeça,
e a nossa culpa cresceu até aos céus.

Desde os dias de nossos pais até hoje, estamos em grande culpa e,
por causa das nossas iniqüidades...
Agora, ó nosso Deus que diremos depois disso?
Pois deixamos os teus mandamentos...

....o povo chorava com grande choro...
Ainda há esperança para Israel" (Ed 9 e 10)

Ainda há esperança para o Brasil! SOLI DEO GLORIA!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

“Senhor, arrimo da nossa sorte, nossa melhor herança!”

“O Senhor é a porção da minha herança... é mui linda a minha herança.
Bendigo o Senhor, que me aconselha;
pois até durante a noite o meu coração me ensina.
O Senhor, tenho-o sempre à minha presença,
estando Ele à minha direita, não serei abalado.
Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta;
até o meu corpo repousará seguro” (Sl 16.5-9)

Acordei de madrugada em oração, na expectativa de um resultado. Então, lembrei-me de José do Egito e aquietei o meu coração. Escravizado, preso injustamente, sem perspectivas, porém, nunca perdeu a fé em Deus, não sucumbiu, não cedeu às artimanhas de homens, não negociou seus valores.

“O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno...” (Gn 39.21)
O ‘porém faz toda a diferença! Apesar das lutas, das injustiças, Deus estava com José!
Ser aprovado num vestibular, num concurso, numa proposta é bom, traz alegria, mas ela é passageira. Para perdurar, dependerá de outra vitória, de mais outra... Entretanto, ser aprovado por Deus, passar por aflições sem perder a fé, a dignidade traz alegria e paz perenes.

Orei com novo ânimo e pedi a aprovação sim, mas de Deus! Isto é benção! Quando Deus controla totalmente nossa história não dependemos de acasos, de avais de pessoas ou das circunstâncias.

Que linda é a nossa herança! O Senhor Deus é tudo que temos. Ele é o arrimo da nossa sorte, do nosso destino. O nosso futuro está em Suas mãos e nada, nem ninguém poderá impedir ou dificultar o que Deus tem pra nós.  

Deus presente, Deus conosco. Com esta convicção, podemos repousar tranquilos porque até enquanto dormimos, Ele nos aconselha e nos sustenta. 'Insone o Seu amor'... Lindo demais! O amor de Deus é permanente, não cochila, não se descuida de nós. ALELUIA!!!

­­­­­
AS TUAS MÃOS DIRIGEM MEU DESTINO!
(Hino 163, Novo Cântico, autoria S.P. Kalley)
 “As Tuas mãos dirigem meu destino!
Ó Deus de amor, que seja sempre assim!
Teus são os meus poderes, minha vida;
Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim.
Meus dias sejam curtos ou compridos,
Passados em tristezas ou prazer,
Em sombra ou luz, de acordo com o teu plano
É tudo bom se vem do teu querer...

As Tuas mãos dirigem meu destino,
Acasos para mim não haverá!
O grande Pai vigia o meu caminho
E sem motivo não me afligirá!
Encontro em seu poder constante apoio,
Forte é Seu braço, insone o Seu amor;
Por fim, entrando na cidade eterna,
Eu louvarei meu Guia e Salvador, Amém!

Leia mais no artigo “Espanando as ‘teias’ de antigos sonhos”: 

http://destilardosfavos.blogspot.com/2011/07/espanando-as-teias-de-antigos-sonhos.html

“Senhor, arrimo da nossa sorte, nossa melhor herança!”

“O Senhor é a porção da minha herança... é mui linda a minha herança.
Bendigo o Senhor, que me aconselha;
pois até durante a noite o meu coração me ensina.
O Senhor, tenho-o sempre à minha presença,
estando Ele à minha direita, não serei abalado.
Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta;
até o meu corpo repousará seguro” (Sl 16.5-9)

Acordei de madrugada em oração, na expectativa de um resultado. Então, lembrei-me de José do Egito e aquietei o meu coração. Escravizado, preso injustamente, sem perspectivas, porém, nunca perdeu a fé em Deus, não sucumbiu, não cedeu às artimanhas de homens, não negociou seus valores.

“O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno...” (Gn 39.21)
O ‘porém faz toda a diferença! Apesar das lutas, das injustiças, Deus estava com José!
Ser aprovado num vestibular, num concurso, numa proposta é bom, traz alegria, mas ela é passageira. Para perdurar, dependerá de outra vitória, de mais outra... Entretanto, ser aprovado por Deus, passar por aflições sem perder a fé, a dignidade traz alegria e paz perenes.

Orei com novo ânimo e pedi a aprovação sim, mas de Deus! Isto é benção! Quando Deus controla totalmente nossa história não dependemos de acasos, de avais de pessoas ou das circunstâncias.

Que linda é a nossa herança! O Senhor Deus é tudo que temos. Ele é o arrimo da nossa sorte, do nosso destino. O nosso futuro está em Suas mãos e nada, nem ninguém poderá impedir ou dificultar o que Deus tem pra nós.  

Deus presente, Deus conosco. Com esta convicção, podemos repousar tranquilos porque até enquanto dormimos, Ele nos aconselha e nos sustenta. 'Insone o Seu amor'... Lindo demais! O amor de Deus é permanente, não cochila, não se descuida de nós. ALELUIA!!!

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AS TUAS MÃOS DIRIGEM MEU DESTINO!
(Hino 163, Novo Cântico, autoria S.P. Kalley)
 “As Tuas mãos dirigem meu destino!
Ó Deus de amor, que seja sempre assim!
Teus são os meus poderes, minha vida;
Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim.
Meus dias sejam curtos ou compridos,
Passados em tristezas ou prazer,
Em sombra ou luz, de acordo com o teu plano
É tudo bom se vem do teu querer...

As Tuas mãos dirigem meu destino,
Acasos para mim não haverá!
O grande Pai vigia o meu caminho
E sem motivo não me afligirá!
Encontro em seu poder constante apoio,
Forte é Seu braço, insone o Seu amor;
Por fim, entrando na cidade eterna,
Eu louvarei meu Guia e Salvador, Amém!

Leia mais no artigo “Espanando as ‘teias’ de antigos sonhos”: 

http://destilardosfavos.blogspot.com/2011/07/espanando-as-teias-de-antigos-sonhos.html

terça-feira, 20 de setembro de 2011

“A esperança que tenho em Deus não me envergonhará”

“Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo.
Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés (Js 1.1-3)

            Moisés, o maior profeta de Israel, o esteio de Josué, estava morto. Os filhos de Israel choraram Moisés por 30 dias (Dt 34). E agora? Josué é desafiado a substituí-lo. Como substituir um homem que falava com Deus face a face?
Momento difícil, de inquietude. Tanta gente pra aconselhar, animar, tanto trabalho pra fazer de modo que aquele povo, num deserto, se adaptasse a uma nova liderança e prosseguisse rumo à Terra Prometida...
Tinha sobrado pra Josué? Não mesmo! 

Com Deus não há restos, sempre há um renovo!
Deus faz novas todas as coisas. Deus considera e supre as necessidades de cada um individualmente. 


Deus trabalha no varejo, nunca no atacado.
Josué estava sendo lapidado, preparado pelas mãos fortes de Deus. Agora era o tempo dele, seria honrado na sua fé, assumiria a liderança do povo, sob a orientação do Pai.

Deus fala com Josué e ele ouve. Havia sintonia, reciprocidade, compreensão. Não mais seria Josué, servo de Moisés e sim, Josué, assistente direto de Deus. Josué não mais ouviria o plano de Deus pela boca de Moisés. Agora, Deus falaria direto com ele.
Entretanto, Josué só pode ser usado por Deus porque valorizava mais a Presença do Pai do que os feitos, as obras ou, até mesmo, a presença de Moisés.

Conta uma lenda que certo sábio hospedou-se com seus discípulos num casebre, junto a uma família muito pobre. Esta família tinha terras e seu sustento procedia de uma vaquinha. Ao saírem dali, um dos alunos diz ao sábio que gostaria de ajudar esta família tão pobre, porém, tão generosa. O sábio aconselha: - “Quer ajudar? Empurre a vaquinha pelo precipício”. O aluno, sem entender, faz isto. Anos mais tarde, ao voltarem pra lá, tiveram uma surpresa. O casebre fora substituído por uma mansão, havia prosperidade, muitos animais, funcionários. Souberam que a família era a mesma. A perda da vaquinha fez com que se movessem, plantassem, fossem a luta. E assim prosperaram.

Muitas vezes Deus permite que percamos o nosso apoio: emprego, familiares, posição social para que tomemos posição, avancemos sem muletas, na dependência total d’Ele.

Josué vibrava, esperava no Deus vivo que intervém, no Senhor dos milagres. Aconselha ao povo: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós... Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus... Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós...” (Js 3.5, 9 e 10).

O Deus de Moisés, o Deus de Josué é o mesmo Deus que tem se revelado a nós. Josué nos ensina a esperarmos maravilhas do nosso Deus.  
Entretanto, há requisitos. Antes de tudo: santificai-vos, jogai fora os entulhos. Deus não fará maravilhas no meio do pecado. Precisamos colocar nossa casa interior em ordem, fazer uma faxina. Tirarmos as mágoas, as dúvidas, o comodismo, o ranço . Arrependermos, pedirmos perdão e nos dispormos, agora, já:
“... Dispõe-te, agora, passa este Jordão...” (Js 1.2)
Deus nos desafia a sairmos da zona de conforto, a cruzarmos caminhos desconhecidos (Js 3.4), a darmos o passo da fé, a cortarmos as águas (Js 3.13), aproveitando a oportunidade de atravessar para o outro lado do Jordão. 
Seja um novo curso, concursos, novo emprego, transformações (palavras, atitudes, relacionamentos) e, o principal, a busca de Deus e da Sua vontade. 

Vida nova nos espera! Haverá obstáculos? Sim! Lutas? Sim! Elas serão os halteres que fortalecerão nossa fé, nossa dependência no Senhor dos Exércitos!

 “Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim?
Dize aos filhos de Israel que marchem” (Ex 14.15).

Como está a sua vida? Sente necessidade de mudanças, mas está com medo de enfrentar o desconhecido? Decida marchar com objetivo, disciplina, persistência, em obediência, sem duvidar, sem fraquejar.
“Ampara-me, segundo a tua promessa, para que eu viva;
não permitas que a minha esperança me envergonhe” (Sl 119.116)

Deus está conosco e na herança que procede d’Ele, ninguém põe a mão (Js 1.5-8): “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js 1.9)
Para refletir: Toda promessa é condicionada a obediência.
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, 
farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” (Js 1.8 - grifo adicionado)

sábado, 17 de setembro de 2011

"Rumores do outro mundo"

17/09/2011
Passeando pelo facebook da minha filha Deborah, deparei-me com o desenho abaixo (feito por ela), e os dizeres: "Ah, eu gosto =P"

       O passado veio à minha mente. Voltávamos da Igreja Presbiteriana de Jaboticabal, após um culto abençoadíssimo e Deborah, participante ativa do Ministério de Louvor, disse: - Mãe, obrigada. Perguntei: - Por quê? E a resposta foi: - Quando eu quis parar de estudar música, você insistiu para que eu continuasse.

           Música é tão especial. Ela mexe conosco, marca momentos, nos faz mais sensíveis. Enquanto escrevo, ouço o cantar de passarinhos. 

Philip Yancey considerou no livro “Rumores do outro mundo” que muitos acontecimentos interessantes podem ocorrer ao nosso redor e não serem processados pela incapacidade de visualizarmos o panorama global. 
Seria o ponto cego, imenso na maioria dos casos, que roubaria a inteireza de nossa sensibilidade, tornando nossa vida incompleta. Um desperdício. Olhos e ouvidos embaçados, sonolentos, indiferentes diante da beleza e diversidade da criação, do encanto de uma criança, do esplendor do pôr-do-sol, de uma melodia suave e envolvente, do aroma de um bolo recém assado (acabei de fazer um de chocolate para o café de amanhã da igreja e o perfume invadiu minha casa).
Autoria: Carmen Silvia, em Israel
O que tem contribuído para encolher nossas perspectivas e nos tornado, muitas vezes, tão limitado? Valores ou objetivos confusos? Ativismo desmedido? Adaptações a conceitos pré-estabelecidos? 

Adaptar-se a mudanças é interessante para nossa sobrevivência. Mas jamais podemos nos acomodar, cochilar, aceitar um modelo apático de vida.
“Ah, eu não quero que o meu interior se cauterize, não quero ficar indiferente à beleza, aos mistérios que existem ao meu redor”. 

Pipoca, nossa gatinha
Deborah no sítio do vô  Leonel
"O que de interessante, inédito pode estar acontecendo ao nosso redor, neste momento, que nos escapa? 



O que podemos fazer para desfrutar da vida com mais intensidade, ampliar nossos horizontes, vislumbrar algo mais de tudo que Deus tem pra nós?” 
São tantos os mistérios! São tantos os enigmas!
 “Invoca-me e eu te responderei, anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes (Jr 33.3). Deus promete: - “Há fatos encobertos que só serão revelados com a minha deliberação. E para isso, você precisa Me procurar”.   
Deus está disposto a compartilhar segredos que, no passado, transformaram escravos em governadores, como José; pastores de ovelhas em reis, como Davi; jovens comuns em sábios, como Daniel.

Pense nisto... O que temos perdido e deve ser resgatado? Desfrutar da companhia de um amigo(a)? Ler um bom livro? Conversar longamente com um filho(a)? Curtir um pôr-do-sol, fazer um pic-nic? Buscar mais a Deus?

Vamos tornar este final de semana inesquecível?
Comece deleitando-se com o último vídeo (Aleluia) que postei: http://destilardosfavos.blogspot.com/p/videos-interessantes.html

Que Deus nos abençoe!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"Tá difícil demais..."


“Ah, se não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado...” (Sl 124.1-2)
“Ah, se não fosse o Senhor... Israel (Coloque o seu nome) que o diga...”

Você já passou por momentos caóticos? Já foi derrubado por um tsunami, sentindo-se abalado em suas crenças, integridade?
Além da dor, brota a convicção da nossa pequenez e que somos indignos do zelo de Deus: - “Tanta gente no mundo... Será que Deus presta atenção em mim?”
A Bíblia me garante que sim. Para viver comigo na eternidade, Ele mandou o Seu Único filho, Jesus Cristo, para morrer em meu lugar: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Pela fé (Hb 11.1) consagro minha vida a Deus e torno-me herdeira d’Ele, ‘menina dos Seus olhos’. Pela fé creio que: O Senhor dos Exércitos está COMIGO; o Deus de Jacó é o MEU refúgio (Sl 46.7). Isto é tremendo! 

Mas por que passamos por aflições? Será que é Deus nos chamando pra mais perto d’Ele, pra falar ao nosso coração (Os 2.14)? Será Deus nos ensinando a depender mais d’Ele? 
Certo polonês chegou à América e quando o funcionário do Setor de Imigração perguntou seu nome ele disse a única palavra que sabia em inglês: ‘Help-us’ (Ajuda-nos). Foi registrado como Elpus em sua nova terra. Tinha deixado tudo, país natal, amigos. Agora, uma nova história seria construída. Assim somos nós quando conhecemos Jesus como Salvador e sustentador de nossas vidas. Os trajes sujos, amarrotados, rasgados são substituídos por novos trajes. Somos transformados e convidados, agora como filhos de Deus, com novo sobrenome, a avançar e a edificar um novo legado.
Mas você pode argumentar: “Tá difícil demais!”.

O Salmo 46 nos ensina que posso me aquietar porque:

  1. Deus está sempre presente (Jeová-Sammá)
Há significado em cada luta porque pertencemos a um Deus de propósitos, soberano e nada nos acontece por acaso.
As más notícias não podem roubar nossa paz. Elas devem servir para que reflitamos e para confirmar a nossa dependência de um Deus que não está inerte. Se tudo que nos acontece é permissão d’Ele, podemos sossegar o nosso coração, em todo tempo, sem deixar de fazer o que nos compete, com ousadia.  
Foi mal numa prova? Peça sabedoria a Deus. Estude mais. Creia, Ele se importa. Será que esta derrota não é um modo de acordá-lo? Capacitá-lo para uma grande batalha (vestibular, concurso)?
“O Senhor dos Exércitos está conosco;
O Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Sl 46.11)

  1. Deus é meu Pastor (Jeová-Rói)
Deus que cuida de mim (v.4), que acalma as tempestades do meu interior. 
A fúria do mar varria o barco onde os discípulos estavam (Mt 8.23-27). Jesus acalma a tempestade assim como acalma a dor que quer varrer a minha vida, a minha serenidade.
            Os discípulos se perguntavam: “Quem é este?”
“Quem é este?” Ele é o Senhor dos ventos, do mar, de nossas vidas, de nossa história. É o Deus todo poderoso que conhece a minha luta, que sabe o tamanho dos meus medos, das minhas necessidades.
            O nosso barquinho pode até balançar, vazar um pouco de água, mas não afundará porque o Senhor dos Exércitos está conosco! 

            Anote os milagres que Deus, o bom Pastor já operou em sua vida e lembre-se deles quando os ventos atacarem sua embarcação: “... e não te esqueças de nem um só de Seus benefícios” (Sl 103.2). Isto fortalecerá o músculo de sua fé, o casco da sua jangada até que novos milagres lhe alcancem.

          Alguém disse que para um barco vencer uma tempestade tem que enfrentá-la de frente. Barco que se mantém de lado numa tempestade, não resistirá. Assim somos nós, temos que enfrentar as tempestades da vida firmes, confiantes, eretos pela fé, com os nossos olhos fitos em Deus. Deus que cuida de nós. Deus que provê livramento.

  1. Deus é quem provê:  Jeová Jiré (Gên.22:8, 13,14)
        Quando o Rei Josafá se viu cercado por um grande exército inimigo, teve medo. Orou a Deus e disse: “... não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em Ti”.
Deus diz que a peleja não era de Josafá, mas d’Ele. Josafá não teria de pelejar, somente presenciar o livramento do Senhor (2 Cr 20.12-17).
            Deus que dá e tira, Deus que provê, que supre todas as nossas necessidades (v.9). Deus que não nos desampara (Fp 4.19).

  1. Deus é quem nos sara: Jeová-Rafá
Deus sara a nossa terra, cura a descrença, os medos, as feridas (emocionais,
físicas, espirituais). Socorro bem presente nas tribulações (v.1, 5)
            Entretanto, as Suas bênçãos são condicionais, destinadas a todos que O buscam com o coração quebrantado, dependente:
“Se o meu povo que se chama pelo meu nome
se humilhar e orar e buscar a minha face e se
converter dos seus maus caminhos,
então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e
sararei a sua terra” (1 Cro 7.14)
           
Leia o versículo acima e substitua o "Se o meu povo..." pelo seu próprio nome
Será que agora não é hora de interromper esta leitura, dobrar-se perante o Pai, pedir perdão e ajuda pra mudar sua caminhada?

“O Senhor é meu pastor e nada me faltará” (Sl 23.1). Sob o Seu pastoreio não faltarão águas tranquilas, pastos verdejantes, paz, companhia na dor, vitória.
            É tempo de aquietar e esperar pelo braço forte de Deus, operando a nosso favor. Louvado seja Deus que está conosco, o Deus de Jacó que é o nosso refúgio!

“Ah, se não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado...” (Sl 124.1-2)

 “Tá difícil demais?”
Aquiete o coração...
Lance sobre o Deus Eterno toda a ansiedade, lembrando-se que
Deus nunca falhou e nunca falhará no Seu cuidado por nós! (1 Pe 5.7)

Leia também a meditação: “Cansado demais”: http://destilardosfavos.blogspot.com/2011/01/cansado-demais.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Aquietando o coração...

Ouvi e gostei muito: "Podemos perder a embarcação, mas não o destino".

É verdade! Nosso futuro está nas mãos do nosso bom Pastor que, se preciso for, pode nos conduzir por sobre as águas. 
Deus Todo Poderoso que não depende de barcos e dos 'Titanics da vida'. Aleluia!