“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"E por falar em flores..."


            Estivemos neste mês de agosto em Franca, na reunião das ‘safiras’ (Federação da SAF), falando sobre: “Floresça onde estiver plantado”.  
Apis mellifera na flor da camomila (Matricaria recutita)

            Qual o segredo para florescer?
“O justo florescerá como a palmeira,
crescerá como cedro no Líbano.
Plantados na Casa do Senhor,
florescerão nos átrios do nosso Deus”. (Sl 92.14).
            O salmista responde: Estar plantado na Casa do Senhor, junto à fonte!

O que acontece quando não estamos plantados/conectados  junto a fonte?
  1. “Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”: Só aparência!
Deixamos de produzir flores, frutos e entramos no time daqueles que só produzem folhas, mestres em propaganda enganosa (Mc 11.13).
            Um pombo foi ciscar num monte de lixo e se enroscou em uma fita de plástico. Não conseguindo voar, isolado, dependurado, morreu. Ciscar no lixo do pecado oferece brecha para cairmos no laço do passarinheiro (Sl 91.3), na armadilha do inimigo.
Brennan Manning, no livro: “O impostor que vive em mim”, desafia o cristão a
limpar o bolor das mágoas, a renunciar aos entulhos e transformar o interior numa bela viola de louvor e adoração a Deus.

  1. Feiúra: A alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10 b), formosura e elegância em meio às crise, as perseguições, incompreensões:
“O coração alegre aformoseia o rosto,
mas com a tristeza do coração o espírito se abate” (Pv 15.13)

            Davi tem um ‘dedo de prosa’ consigo mesmo: “Por que estás abatida, ó minha alma? Porque te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a Ele, meu auxilio e Deus meu” (Sl 42.5).
            Respire fundo e diga: ‘Deus meu, meu coração espera pelo Seu renovo. Deus da minha vida, meus lábios se alegram em Sua presença e, em Suas promessas, deposito toda minha confiança’.
             
  1. Perfume & Esterco: Junto à fonte exalamos o bom perfume de Cristo e não o fedor de carniça e fezes como a flor-cadáver (Amorphophallus titanum), encontrada na Indonésia.
Duas vizinhas viviam brigando. Uma delas, cansada da situação, tenta a reconciliação. A segunda, pensando ser uma armadilha, manda-lhe de ‘presente’ uma cesta com esterco de vaca e um bilhete: - ‘Para selar a nossa amizade’. Dois meses depois, ela recebe um pacote. Abre com cuidado, imaginando ser uma vingança. Fica surpresa ao ver um lindo buquê de flores e um bilhete: - 'Agradeço o adubo que você me enviou. O resultado foi a colheita destas lindas flores, para selar a nossa amizade'.

 Que aprendamos a devolver flores a quem nos jogar esterco. A exalarmos o bom perfume de Cristo. A secretarmos palavras doces como néctar, que tragam sabedoria (Pv 16.20) e saúde para o corpo (Pv 16.24). A frutificarmos, em todo tempo, pra honra e glória do nosso Deus: Deus de promessas, Deus Presente, Deus que se envolve! ALELUIA!
 “Na velhice darão ainda frutos,
serão cheios de seiva e de verdor,
para anunciar que o Senhor é reto.
Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (Sl 92.14-15).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Súplicas de um pastor: Posso tentar de novo, Senhor?"

Escrito pelo Rev. Misael Nascimento  
(Extraído de: http://www.misaelbn.com/2010/08/suplicas-de-pastor/)
 
 "Senhor, perdoa-me. Investi tantos anos na tua obra, mas o fiz do meu jeito, não do teu. Por causa disso, que obra restou? Nada resta sem tua glória na origem. Sendo sincero, pensei que tudo era para ti. Daí a labuta louca, desmedida. No entanto, que estranho Senhor, organização sem organismo, trabalho sem irmandade, estrutura no lugar de pessoas, pouca ressonância da Palavra graciosa, nada de riso ou poesia, pouco aconchego e gentileza de superfície.

Senhor, o que ficou? Não sei, mas sinto que pouco ou nada. Faz-me, eu te peço, mais útil, um obreiro das boas novas e nada mais, um pacificador que conecta com gentileza. 

Que na igreja se alegre e sirva enquanto se é curado; que não se procure algo para consertar e sim alguém para amar"(grifo meu)

    Muito bom este artigo! Faz com que reflitamos, como parte atuante do corpo de Cristo, a respeito dos nossos propósitos e motivações. Parabéns pastor, que Deus continue usando sua vida para despertar nos seus leitores, a essência preciosa e doce da Igreja de Cristo de modo que o precioso nome do nosso Deus e Pai seja exaltado, em todo tempo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

IBGE revela crise na igreja evangélica: Ela pode acabar?


“De 2003 a 2009, 4 milhões de evangélicos decidiram
não pertencerem mais a uma igreja local”

Dias atrás postei uma reflexão intitulada: “O berro da ovelha: Por que freqüentar uma igreja”? Iniciava com a seguinte reflexão (sugiro a leitura do post completo): “Vivemos momentos de crise com relação a compromissos, especialmente no que se refere à igreja. Muitos deixaram de freqüentá-la e optaram por assistirem cultos em suas casas, seja pela televisão ou internet. Alegam que é mais confortável, escolhem os pregadores e não precisam assumir compromisso e manter relacionamentos”.

Uma pesquisa do IBGE, publicada hoje no Jornal Folha de São Paulo, mostrou que 4 milhões de pessoas, apesar de ainda se auto-intitularem evangélicas, desligaram-se do rol de membros da igreja local, no período de 2003 a 2009: “O número de evangélicos que não mantém vínculo com nenhuma igreja cresceu... o que reforça a tese da desinstitucionalização”. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/959739-sobe-total-de-evangelicos-sem-vinculos-com-igrejas.shtml).

Por quê? Cristianismo é relacionamento. Primeiro com Deus e depois com os irmãos de fé. Entretanto, vivemos um momento de crise de compromissos, vínculos, em vários âmbitos.
Por que será que o homem tem preferido ‘igrejas virtuais’, ‘amigos virtuais’?  
Será que está relacionado com o aumento do individualismo, da intolerância, do hedonismo? Ou mesmo com o medo de confrontos, julgamentos, cobranças?  Quantas pessoas, irmãozinhos nossos, que sofrem,  porque se envolveram, mergulharam na obra e se machucaram com intransigências, legalismo, traições?

Amizades (tête-à-tête, olho no olho) têm sido relegadas ao segundo plano. Com tristeza, a gente percebe que acabaram-se as cadeiras nas calçadas, as brincadeiras e as festas nas ruas.  Você é do tempo em que  a gente brincava de corda, de bola na calçada? E hoje? O que a gente presencia?

Proliferação dos ‘amigos virtuais’. Com eles, os envolvimentos mais íntimos se reduzem juntamente com os conflitos, enquanto ocorre uma banalização do significado de amizade. É constrangedor negar um pedido de amizade e assim, muitos amigos nas redes sociais são pessoas que pouco ou nada tem a ver conosco. Aparentemente, o amplo tempo gasto em frente da ‘telinha’ amplia o número de conhecidos e restringe os de amigos legítimos.

Nesta 'era virtual', não precisamos nos esforçar para mantermos relacionamentos e é cômodo porque nos torna imunes a julgamentos ou interferências no nosso modo de viver. Além disso, não precisamos chorar junto, dar o ombro ou ajudar aos que sofrem. Reduzem as necessidades de doações do nosso tempo, dinheiro ou atenção.

            Concordo plenamente com Paul Tournier: “Existem duas coisas que não podemos fazer sozinhos: casar e ser cristão”.

           Será que já não é hora de refletir e buscar mudanças? Hora de convidar amigos para um cafezinho. Hora de retornar à igreja (projeto de Deus), assumir compromisso de freqüência, de busca da santidade. 
           Assistir pregações na internet é muito bom, mas não substitui os relacionamentos, o exercício dos dons concedidos por Deus, o fazer missões, a alegria e o privilégio de presenciar irmãozinhos nascendo e crescendo na fé.

É difícil? Na igreja somos, muitas vezes, confrontados? Sim, mas nela amadurecemos nossa fé, aprendemos mansidão, humildade, tolerância, domínio próprio, a sermos imitadores de Cristo. Aprendemos a amar, a perdoar e somos impactados com a Palavra do Pai e com as trocas de experiências. 
A igreja é o ambiente propício para nos unirmos e estendermos as mãos para um mundo ferido, para cumprirmos o projeto de Deus. Não usar os dons que Deus nos concedeu e não frutificar geram sentimentos de frustração, de insatisfação.

A igreja local pode acabar? Jamais! Deus zela pela igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18). O número de membros pode até reduzir, em um dado momento, mas a igreja nunca acabará. Trata-se de um projeto de Deus e porta que Deus abre, ninguém fecha.

Você já pertenceu a uma igreja e se afastou? Sente-se frio, magoado, decepcionado? Volta... Pense como Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Retorne aos braços do Pai!

"Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque, pelos teus pecados, estás caido.
Tende convosco palavras de arrependimento e
convertei-vos ao Senhor...
Serei para Israel como orvalho;
ele florescerá como o lírio e
lançará as suas raízes como o cedro do Líbano...
Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde;
de mim procede o teu fruto" (Os 14.1-8)

Gostaria muito de receber sua opinião sobre esta postagem e sobre a reflexão: “O berro da ovelha: Por que freqüentar uma igreja”?
Agradeço desde já a sua atenção! 
Que Deus nos abençoe!

Dez Características de um Pastor Segundo o Coração de Deus - Pastor Silmar Coelho

“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência” (Jeremias 3.15).

1 . Autoentrega. "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10.11). O apóstolo Paulo nos dá um exemplo de como se age com pessoas, mesmo cheio de problemas - e até fazendo oposição ao ministério, como foi o caso dos coríntios. A eles Paulo escreveu: "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado?" (II Coríntios 12.15).

2 .
Preocupação com a restauração de cada um individualmente.
"Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa para ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou? E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta, do que pelas noventa e nove, que não se extraviaram. Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos" (Mateus 18.12-14).

3.
O pastor segundo o coração de Deus sempre ha de se considerar um servo, dando toda a honra a Cristo Jesus.

4.
Não age como dominador sobre o rebanho, antes serve como um exemplo: "Nem como dominador dos que te foram confiados, antes te torna modelo do rebanho” (I Pedro 5.3).

5.
Busca ao Senhor para saber a sua vontade: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscam ao Senhor; por isso não prosperam, e todos os seus rebanhos se acham dispersos” (Jeremias 10.21).

6. Não apascenta a si mesmo: "Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores que apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos de lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas" (Ezequiel 34.2-3).

7. Apascenta as ovelhas: "A fraca fortalece, a doente cura, a quebrada não liga, a desgarrada torna a trazer e a perdida busca” (Ezequiel 34.4). Visita e não deixa os fracos na sua fraqueza, e os feridos recupera. Vai atrás dos que estão se afastando. Mesmo muito ocupado, sempre acha tempo para atender aos que necessitam de cuidado. Pastoreia os que o amam e nunca

8. Não exerce domínio sobre o rebanho: "Mas dominais sobre elas com rigor e esquece que também é pastor das ovelhas que lhe são contrárias. dureza" Ezequiel 34:4b. Sabe que não é dono, mas pastor das ovelhas de Cristo. "Não como dominadores sobre o rebanho..." (I Pedro 5.3).

9.
Não quer ter a primazia: "Escrevi alguma coisa à Igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida" (III João 9). Pratica a liderança servidora (II Coríntios 4.5). Não é obstinado pelo poder (III João 9).

10. Dá acolhida na igreja a pessoas que não o apoiam III João 9b.

"As minhas ovelhas se espalham, por não haver pastor, e se tomaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes, e por todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure, ou quem as busque"

Extraído do site do pastor Silmar Coelho: http://www.silmarcoelho.com.br/artigos/153-dez-caracteristicas-de-um-pastor-segundo-o-coracao-de-deus.html

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que uma gata pode me ensinar???

PIPOCA (Gatinha pula-pula)
Deborah Nogueira Couto



Um dia, fomos adotados por uma gata. Eu estava estudando na sala quando ouvi um miado – “Mainhêe, a senhora esqueceu de desligar o gato!”...O GATO!? Nós não tínhamos um gato! E lá estava a substância felpuda se enrolando em nossos pés. Foi amor a primeira vista! Logo estaria a pequena felina em minha jugular em uma de suas diversas tentativas de me exterminar. Sim, a gata era nervosa... beirando a loucura.

Uma das minhas teorias sobre suas psicoses era que o rabo a deixava atordoada. Ele tinha vida própria. Era incrível como ele continuava se mexendo mesmo enquanto a gatinha dormia. Pensando bem, no lugar dela eu não ficaria satisfeita caso possuísse um apêndice hiperativo. Mas, o tempo passou e o rabo aquietou-se. Entretanto, a Pipoca (o nome da gata era condizente com seu estado de alucinação) continuava hostil. 

Dentre suas diversas peculiaridades, poderia salientar o fato de que, diferentemente dos outros gatos, a Pipoca passava longe do que chamaríamos de “auto-limpante”. A preguiça parecia tão determinante em seus banhos, que após duas ou três lambidas uma imensa fadiga muscular parecia impulsioná-la ao sono, então ela preferia não se dar ao trabalho. Com isso, foi-se formando um ninho de mafagafos nas suas costas, que depois de um tempo foi heroicamente retirado em um pet shop. Foi quando achei minha bicicleta. A Pipoca tinha guardado lá. Ok, não chegava a tal ponto. Só tentei dimensionar.

A Pipoca não comia ração, não gostava de colo, abominava seres humanos e qualquer forma de carinho, gostava de ficar em posição budista e miava de uma forma indescritivelmente estranha. Por tudo isso, eu carinhosamente a apelidei de “Pipocossaura”. 

Além disso, era o terror dos pássaros! E você pode estar pensando: Enfim, algo normal a todos os felinos. Mas devo frustrar-lhe, dizendo que a atitude dela diante dos pássaros era desesperadora. O primeiro passo constava em observá-los com um semblante hipnotizado, fazendo um ruído semelhante ao de uma porta sem óleo. Caso o passarinho caísse no chão, a segunda fase permanecia à base de observação! Sim, a gata de rabo hiperativo, descomunalmente, era hipoativa nesses momentos. Entretanto, devo mencionar, não sem dor, que ela dava pequenos tapinhas no voador, para certificar-se que ele estava se mexendo, o que aparentemente lhe causava extrema satisfação. Qualquer pássaro preferiria uma morte digna no lugar dessa lenga lenga.

Mas não estou aqui para falar mal da gata. Pelo contrário! Escrevi o texto no passado, porque ela mudou muito. Ela já não me ataca com tanta freqüência, portanto parei de usar escudo e de andar armada; além disso, contanto que não a contrariemos, ela permanece no colo por alguns segundos e, ainda, começou a comer requeijão, ao invés de comer só ração. Outra coisa: sua atual obesidade não permite que ela faça exercícios extenuantes, como por exemplo: dar dois passos, sem tirar uma soneca. Isso é o esperado dos gatos normais independentemente do índice de massa corporal.

Diante disso tudo, concluo que os animaizinhos têm personalidade única e podem também mudar com o tempo. Após uma seqüência que tivemos de felinos de todas as tribos, vejo que cada um é peculiar e conquistou nossa família de um jeito. A Pipoca, por exemplo, nos conquistou porque a gente sabe que ninguém mais agüentaria conviver com ela... Isso a torna interessante, misteriosa e... eventualmente, chata! Mas o que é o eventual diante do todo? E, ao todo, ela é peluda, fofinha, engraçada, cheia de frescuras e... chata. De novo!? Mas sabe o que é mais legal: ela nos adotou!

E, além disso, ela nos ensina que dá pra mudar mesmo sendo o ser mais cabeça dura do universo e isso sim é um feito notável. Obrigada, Pipoca!